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Usina de Itaipu atinge recorde de produção no mês de janeiro

A usina Binacional de Itaipu teve o melhor janeiro de todos os tempos, colocando quase 3% de vantagem sobre o mesmo período do ano anterior, até então o melhor primeiro mês do histórico de quase 33 anos de operação. Foram 8,74 milhões de MWh ante 8,5 milhões MWh.

O diretor técnico executivo, Airton Dipp, explica que o recorde é resultado mais uma vez da excelente performance da usina. O índice de “indisponibilidade forçada” das unidades geradoras em janeiro, por exemplo, foi de apenas 0,01%. “Esse dado é bastante significativo. Ele mostra o tempo que as unidades geradoras não estiveram disponíveis para a produção por alguma falha técnica inesperada. Portanto, quanto menor o seu valor, melhor o desempenho do projeto, das manutenções e da operação da usina.”

O superintendente de Operação, Celso Torino, diz que além da performance da usina, outros fatores são muito importantes para a produção, como o sistema de transmissão dos parceiros binacionais da Itaipu que segue com excelente desempenho, a coordenação da operação interligada entre Itaipu-Brasil-Paraguai, a quantidade de chuvas na região Sul-Sudeste e, por último, e de forma destacada, as altas temperaturas deste verão nas grandes cidades brasileiras e paraguaias. “Quando isso ocorre, a resposta com energia e potência da Itaipu, especialmente nas horas de pico, é determinante.”

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

Potência de energia instalada no Brasil é a maior em 19 anos

Foram adicionados ao sistema elétrico nacional aproximadamente 9,5 GW, o maior valor agregado desde 1998.

No ano passado foram adicionados ao sistema elétrico nacional 9.5 GW em potência instalada, o maior valor desde o início da série histórica, em 1998. Os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também apontam que está previsto um incremento de 7.120 MW de capacidade instalada no Brasil em 2017.

Apesar da crise econômica que afeta o país e o cancelamento do leilão de energia renovável que estava previsto em dezembro passado, o setor elétrico brasileiro passou por um crescimento recorde em 2016, segundo análise do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). Dos 9,5GW em potência instalada, quase 1GW pertence a um único estado, o Rio Grande do Norte..

Eólica

Quando se fala em energia eólica, os números são ainda mais animadores. Entre 2015 e 2016 foi registrado um crescimento de 82% em geração eólica, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) computados até novembro do ano passado. Nesse período, o Rio Grande do Norte foi destaque total, uma vez que dos 98 parques eólicos que entraram em operação no Brasil, 35 estão instalados em solo potiguar.

Fonte: CERNE Press

Brasil tem recorde histórico de aumento de capacidade de geração

O Brasil registrou em 2016 o maior volume de aumento de capacidade instalada desde 1998,  ano em que começou a ser divulgado esse dado. Até dezembro foram adicionados ao sistema elétrico nacional 9.526 MW. Esse resultado foi obtido como consequência da expansão hidrelétrica, que contribuiu com cerca de 5.000 MW, o equivalente a 53% do total. A informação é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Nesse período, segundo a Aneel, os destaques ficaram para a conclusão da motorização da UHE Jirau (RO, 3.750 MW), que adicionou 975 MW em nova capacidade de geração. E ainda, a UHE Teles Pires (MT/PA, 1.092 MW) que entrou em operação comercial em sua totalidade; a UHE Santo Antônio (RO, 3.568 MW) que acrescentou 652 MW ao sistema; e a maior de todas veio da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) que somente em 2016 incrementou o SIN com 1.989 MW em operação comercial. A segunda fonte com maior capacidade instalada acrescida foi a eólica, com 2.564 MW, 27% do total da capacidade instalada em 2016, até novembro.

A fonte eólica, no ano, teve um aumento superior a 20% com relação à capacidade instalada em 2015. Até dezembro de 2016, havia 10.092 MW nas usinas eólicas em operação. O estado do Rio Grande do Norte foi o que mais contribuiu para o incremento da potência eólica instalada no país, com cerca de 920 MW, seguido pelo Ceará, com acréscimo de aproximadamente 600 MW, e o estado da Bahia, com 520 MW incrementados.

As usinas termelétricas contribuíram para um acréscimo de 1.758 MW, representada por 18% do total. Destaque foi dado para a UTE Maranhão III com 518,8 MW de capacidade em operação comercial. As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somaram 203 MW, 2% do total, em 2016.

Previsões

Para 2017, a fonte com maior expectativa de crescimento absoluto é a hidrelétrica, a partir de grandes usinas, com aproximadamente 4.000 MW. O crescimento relativo da fonte eólica novamente deverá ser expressivo, com um incremento de cerca de 2.400 MW.

Também se destacam a continuidade da motorização da UHE Belo Monte, a entrada em operação comercial de complexos eólicos e da UTE Mauá 3 (590 MW), em construção na cidade Manaus-AM.

O acompanhamento da expansão da oferta de geração de energia elétrica abrange todos os empreendimentos em implantação no território nacional, qualquer que seja a fonte de energia, e pode ser consultado aqui.

Fonte: CERNE Press com informações da Aneel

RN encerra 2016 com 3,3GW eólicos

O estado do Rio Grande do Norte fechou o ano de 2016 com 122 parques eólico sem operação comercial, atingindo a expressiva marca de 3,311GW de produção de energia. O resultado equivale a 32,57% de toda a capacidade nacional em operação.

No dia 28 de dezembro, três parques eólicos entraram operação comercial no estado, ou seja, estão em pleno funcionamento para gerar energia. Confira os detalhes de cada empreendimento listado abaixo. Os dados atualizados são do CERNE  – Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia:

 

Parque eólico Santana I

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Parque eólico Santana II

Capacidade Instalada = 24 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Lagoa Nova/RN

 

Parque eólico Calango 6

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Brasil ultrapassa os 10GW

O país também encerrou o ano com bons números para o setor com a marca de 10,057GW de energia eólica em operação, distribuídos em 413 parques por todo o território nacional. O resultado ocorreu no dia 27 de dezembro com a entrada em operação comercial de um parque eólico no Piauí e dois no Rio Grande do Sul.

Segundo previsão do CERNE, com essa conquista, há boas chances do Brasil figurar entre os oito países que mais produzem energia eólica no mundo. O ranking global, realizado anualmente pelo Global Wind Energy Council (GWEC), deverá ser divulgado ainda no primeiro trimestre de 2017. Atualmente, o país está posicionado entre as 10 nações que mais geram energia eólica.

Confira tabela abaixo com dados atualizados

Foto: CERNE/Divulgação

Foto: CERNE/Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CERNE Press

 

Eólica: Brasil ultrapassa a marca dos 10GW em operação comercial

O Brasil atingiu nesta terça-feira (27), a expressiva marca dos 10GW de energia eólica em operação comercial, distribuídos em 409 parques por todo o território nacional.

O resultado ocorreu com a entrada em operação do parque eólico Ventos de Santo Augusto VIII com capacidade de 18,4MW, instalado no município de Simões, no Piauí, e os parques Aura Mangueira VII e Aura Mirim II, com 24MW e 30MW de capacidade, respectivamente, instalados em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Liderança

O estado do Rio Grande do Norte permanece como líder nacional em geração eólica com 119 parques produzindo 3,227 GW de energia limpa por meio da força dos ventos.

Confira a seguir o ranking completo:

Fonte: CERNE/SEERN/ANEEL

Fonte: CERNE/SEERN/ANEEL

 

 

 

 

Produção de petróleo no Brasil bate recorde pelo 3º mês consecutivo

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de agosto totalizou 3,293 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), ultrapassando o recorde anterior obtido em julho de 2016, quando foram produzidos 3,21 MMboe/d. A produção de petróleo foi de aproximadamente 2,609 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 1,1% na comparação com o mês anterior e de 2,4% em relação ao mesmo mês em 2015.

A produção de petróleo superou o recorde alcançado em julho de 2016, quando foram produzidos 2,581 MMbbl/d. Já produção de gás natural totalizou 108,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superando o recorde anterior de 107,2 MMm3/d obtido em julho de 2016, o que representa um aumento de 1,5% frente a junho de 2016 e de 9,6% na comparação com agosto de 2015.

Pré-sal
A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de aproximadamente 1,099 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) e 42,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando aproximadamente 1,365 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 3,6% em relação ao mês anterior.

A produção de petróleo no pré-sal superou os 1,060 milhão de barris diários obtidos em julho de 2016 e a de gás natural ultrapassou os 40,8 MMm3 produzidos em julho de 2016. A produção total também superou o recorde do mês anterior, de 1,317 MMboe/d. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Queima de gás
O aproveitamento de gás natural no mês foi de 95,4%. A queima de gás em agosto foi de 5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 13,5% se comparada ao mês anterior e de 7,8% em relação ao mesmo mês em 2015. A principal motivação para o aumento na queima de gás natural foi o comissionamento do FPSO Cidade de Saquarema, localizado no campo de Lula.

Campos produtores
Os campos marítimos produziram 94,4% do petróleo e 77,1% do gás natural. A produção ocorreu em 8.792 poços, sendo 781 marítimos e 8.011 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,4% do petróleo e gás natural.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 581,9 mil bbl/d de petróleo e 25,5 milhões de m³/d de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.101. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 60.

A FPSO cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 5 poços a ela interligados, 190 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 148,4 mil boe/d, sendo 122,5 mil bbl/d de petróleo e 4,1 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 143,6 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,8 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 388 boe/d em Alagoas, 1.768 boe/d na Bahia, 58 boe/d no Espírito Santo, 2.357 boe/d no Rio Grande do Norte e 197 boe/d em Sergipe.

Outras informações
Em agosto de 2016, 299 concessões, operadas por 27 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 83 são concessões marítimas e 216 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras dez são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

Fonte: Portal Full Energy

R​N bate novo recorde e atinge 3GW de eólica​​

Sozinho, o R​io Grande do ​​N​orte​ responde por mais de 30% de toda capacidade eólica​ instalada​​ ​no Brasil.

A marca recorde dos 3GW de potência eó​l​ica instalada  foi atingida no dia 10 de setembro, com a entrada em operação comercial do parque eólico Vila Pará I, localizado no município de Serra do Mel. O empreendimento é de propriedade da empresa francesa Voltalia. Os dados são do Departamento de Pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Com a conquista, o RN chega a uma capacidade efetiva de 3.008,76 MW, o que representa 31,86% de toda a capacidade eólica instalada no Brasil. No total, são 1.562 aerogeradores em funcionamento, distribuídos em 110 usinas instaladas por todo o Estado.

Os municípios de João Câmara e Parazinho são os que mais concentram atividade eólica, juntos eles geram mais de 1000MW em 46 parques eólicos.

Para efeito de comparação, essa capacidade de energia produzida pela força dos ventos é capaz de abastecer aproximadamente 4,7 milhões de residências mensalmente.

Ao todo, a energia eólica representa entre 10 e 12 bilhões de dólares em investimentos somente no Estado. Aproximadamente 1/3 desse valor é formado por investimentos locais.

Fonte: CERNE Press

Costa Rica está há mais de 70 dias usando somente energia renovável

A Costa Rica está cada vez mais perto de bater um recorde, no mínimo, muito nobre. O país tem se mantido só com energia renovável há mais de 70 dias seguidos. São 150 dias só em 2016, segundo o órgão governamental Grupo ICE.

O recorde de 2015 é de 285 dias. No total, a Costa Rica teve 99% de suas necessidades energéticas no ano passado supridas por energia limpa.

Muito se deve, claro, à geografia local. A revista FastCompany aponta que a maior parte dessa energia vem das usinas hidrelétricas, viabilizadas pelo grande volume de chuva e muitas montanhas. Mas não é só. O país também tem diversificado com empreendimentos em energia geotérmica e solar. Natural. Uma nação não quer depender de uma única fonte, especialmente em tempos de mudanças climáticas imprevisíveis.

Em cinco anos, a Costa Rica quer ser um país neutro em carbono. E no que diz respeito à eletricidade, isso é bem possível. O problema ainda são  os carros, que se alimentam de gasolina — mudar toda a frota para veículos elétricos não seria tarefa fácil. Por isso, o governo tenta compensar de outras formas tais emissões.

A Costa Rica tem outros fatores que a ajudam a cumprir suas metas ecológicas. Não é um lugar que depende tanto da indústria. Ou seja, as necessidades energéticas são mais modestas. O consumo entre a população — mais pobre — também é menor.

As energias renováveis ​​vêm ganhando força em diversos lugares do mundo. A Alemanha já conseguiu passar dias inteiros com energias renováveis. Portugal bateu quatro dias seguidos no início do ano. Curiosamente, os países com os piores desempenhos no assunto ainda são os muito ricos, como os EUA. E como são justamente eles que usam mais energia, a situação só se complica.

Fonte: Época Negócios

Produção de petróleo e gás no Brasil bate novo recorde em julho

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de julho totalizou 3,255 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), ultrapassando o recorde anterior obtido em junho de 2016, quando foram produzidos 3,21 MMboe/d. A produção de petróleo foi de aproximadamente 2,581 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 0,9% na comparação com o mês anterior e de 4,7% em relação ao mesmo mês em 2015. A produção de petróleo superou o recorde alcançado em junho de 2016, quando foram produzidos 2,558 MMbbl/d. Já produção de gás natural totalizou 107,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superando o recorde anterior de 103,5 MMm3/d obtido em junho de 2016, o que representa um aumento de 3,5% frente a junho de 2016 e de 12,4% na comparação com julho de 2015.

Pré-sal

A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de aproximadamente 1,060 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) de petróleo e 40,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando aproximadamente 1,317 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 6,2% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo no pré-sal superou os aproximadamente um milhão de barris diários obtidos em junho de 2016 e a de gás natural ultrapassou os 38,1 MMm3 produzidos em junho de 2016. A produção total também superou o recorde do mês anterior, de 1,240 MMboe/d. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Queima de gás

O aproveitamento de gás natural no mês foi de 95,9%. A queima de gás em julho foi de 4,4 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 24% se comparada ao mês anterior e de 9,6% em relação ao mesmo mês em 2015.

Campos produtores

Os campos marítimos produziram 94,2% do petróleo e 76,6% do gás natural. A produção ocorreu em 8.818 poços, sendo 794 marítimos e 8.024 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,4% do petróleo e gás natural.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 558,2 mil bbl/d de petróleo e 24,6 milhões de m³/d de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.074. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 62.

A FPSO cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 6 poços a ela interligados, 186,5 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 154,1 mil boe/d, sendo 126,1 mil bbl/d de petróleo e 4,4 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 149,5 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,6 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 384 boe/d em Alagoas, 1.760 boe/d na Bahia, 58 boe/d no Espírito Santo, 2.386 boe/d no Rio Grande do Norte e 14 boe/d em Sergipe.

Outras informações

Em julho de 2016, 296 concessões, operadas por 24 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 81 são concessões marítimas e 215 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras sete são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

Fonte: ANP

Energia eólica já atinge 10 mil MW capacidade instalada no Brasil

Esta foi a fonte energética que mais cresceu em 2015 no país

Em que pese a crise econômica que atinge o país, os ventos continuam soprando forte. O Brasil atingiu, na semana passada, 10 mil megawatts (MW) de capacidade instalada de energia eólica. Para se ter uma ideia desse volume de energia, a usina hidrelétrica de Belo Monte terá 11 mil MW de capacidade instalada.

Essa energia toda está instalada em 400 parques e mais de 5.300 aerogeradores e outras 5.200 turbinas. a informação foi dada nesta terça-feira pela presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Élbia Melo, durante o Brazil Wind Power, no Rio de Janeiro.

— Muitas pás, muitas turbinas, R$ 50 bilhões de investimentos. Mas, em breve, já estaremos comemorando 20 mil MW, porque já estamos construindo mais ou menos 9.000 MW neste momento. Muito em breve a fonte eólica será a segunda fonte de energia da matriz elétrica nacional — destacou Élbia.

Com essa capacidade instalada, a energia eólica já representa 7% da matriz de energia elétrica do país. . Segundo a Abeólica, no ano passado, a energia eólica abasteceu mensalmente uma população equivalente a todo o sul do país e gerou 41 mil postos de trabalho.

Nos últimos anos os investimentos feitos pelas empresas da cadeia produtiva de energia eólica, já 80% nacionalizada, foi de R$ 48 bilhões. Nos últimos dias na Região Nordeste, onde o consumo total é de 9.711 MW médios, a geração de energia eólica, superior a 4.157 MW médios, já supera a geração de hidreletricidade, que é de 2.415 MW — o restante é energia térmica e transferências da Região Sudeste para a Nordeste.

Segundo a Abeeólica, de 1998 até hoje, já foram investidos cerca de R$ 60 bilhões. Em 2015, a energia eólica foi a fonte de energia que mais cresceu na matriz elétrica brasileira, responsável pela participação de 39,3% na expansão, seguida pela energia hidrelétrica (35,1%) e termelétrica (25,6%).

De acordo com Rita Burnay, especialista em renováveis em Portugal da consultoria canadense CGI, que está participando do evento, destacou que as fontes renováveis deverão manter uma taxa de crescimento entre 7% e 8% na Europa.

Mas a executiva disse que o maior crescimento dessas fontes, principalmente da eólica e da solar deverá acontecer agora no Brasil, na China e nos Estados Unidos.

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— Acredito que a solar vai se desenvolver mais agora. Agora existem formas de conjugar a eólica com a solar , na qual a solar fica junto com a eólica podendo se fazer sinergia, aproveitando as infraestruturas que já estão lá pela eólica — destacou a executiva.

Rita afirma que já está se estudando a possibilidade de instalar placas fotovoltaicas nas regiões onde já estão instalados os parques eólicos na região do do Nordeste como em Fortaleza, onde já possuem infraestrutura das eólicas.

Ela lembrou que alguns países já começaram a pesquisar a possibilidade de construir uma bateria na qual pode ser carregada com o remanescente da energia produzida pela eólica. Com isso poderia se usar essa energia quando não tem vento.

Fonte: Ramona Ordoñez |O Globo