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Leilões de transmissão devem movimentar R$ 26 bilhões em 2017

Para 2018, está sendo estudado mais R$ 16 bilhões em infraestrutura de linhas

A Agência Nacional de Energia Elétrica estimou que os leilões de transmissão em 2017 devem exigir R$ 26 bilhões em novos investimentos, informou o diretor geral da agência, Romeu Rufino, em evento realizado nesta quinta-feira, 10 de novembro, em São Paulo. O primeiro certame está previsto para março, com mais lotes do que o realizado em outubro, com expectativa de movimentar investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

“Para o próximo ano, temos uma expectativa de um leilão a ser realizado em março, em termos de volume de investimento parecido com esse que nós realizamos no mês passado, da ordem de R$ 12 bilhões… E teremos no curso de 2017 outros leilões, que na nossa melhor estimativa aponta para investimentos da ordem de R$ 26 bilhões”, disse Rufino durante abertura do Workshop On Power Transmission Business in Brazil, promovido pela Aneel em parceria com Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

“O Brasil, pelas suas características em termos territoriais, em questão de geração, centro de carga, tente a depender fortemente dessa infraestrutura de transmissão de energia elétrica. Por isso, estamos empenhado em fortalecer esse ambiente de negócio”, completou Rufino. Para 2018, está sendo estudado mais R$ 16 bilhões em investimentos em infraestrutura de transmissão de energia. Em 2016, foram contratados pelos leilões de transmissão R$ 18 bilhões.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia

ONS e EPE explicam exclusão de projetos do 2º LER 2016

ONS explica motivos de o RN ter ficado de fora do leilão das eólicas

O Rio Grande do Norte está fora do 2º Leilão de Energia de Reserva 2016, a ser realizado no próximo dia 16 de dezembro. A Nota Técnica 121/2016, elaborada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) tirou o estado, juntamente com Bahia e Rio Grande do Sul, do pleito pela aquisição de novos projetos voltados para os setores eólico e solar, no próximo leilão.

Em resposta a uma solicitação do NOVO, nesta sexta-feira (14), o ONS explicou por meio de nota o motivo de não ter incluído o estado no certame, mesmo entes potiguares voltados para o setor energético afirmando possuir as requisições técnicas. Segundo o órgão destaca em sua nota, ele atendeu todos os critérios técnicos para sua decisão. A falta de estrutura de escoamento de energia é apontada como causa da exclusão. O RN não teria linhas de transmissões suficientes para escoar a produção, graças a atrasos nas obras do setor, sobretudo nos empreendimentos da empresa Abengoa, que desde o ano passado entrou em crise financeira e paralisou suas atividades.

O Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (Seern) discorda da posição da nota técnica. O argumento é que uma resolução de agosto deste ano, da Aneel, solucionou o problema apontado. Devido ao problema da Abengoa, o ente federal autorizou que a empresa Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa, já que a primeira também possui obras em território potiguar e seria prejudicada com a situação da outra corporação.

É nesse ponto que entra a explicação do ONS: “Esses empreendimentos no Nordeste não foram considerados na Nota Técnica do ONS porque foram autorizados pela Aneel após a data de corte estabelecida pela Portaria nº 444 do MME, que era 29 de agosto de 2016 [a resolução autorizativa da Aneel é de um dia depois desse prazo]. A capacidade de escoamentos desses empreendimentos, portanto, também não poderia ter sido considerada pelo ONS”.

Confira a nota do ONS na íntegra:

Com relação à questão das margens de transmissão para escoamento de energia que poderão ser utilizadas a partir do resultado do 2º Leilão de Energia de Reserva 2016, marcado para o dia 16 de dezembro, o ONS informa, adicionalmente, que a Nota Técnica 121/2016 foi elaborada atendendo aos critérios estabelecidos na Portaria n° 444 do Ministério de Minas e Energia. Segundo a Portaria, só poderiam ser considerados para o leilão os projetos de transmissão com entrada em operação até 1° de janeiro de 2019.

Os resultados da referida Nota Técnica foram impactados pelos atrasos em obras da Abengoa, no Nordeste, e da Eletrosul, no Sul do país. Com isso, os estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul ficaram sem margem para escoamento de energia.

No caso da Eletrosul, o projeto da LT Nova Santa Rita – Povo Novo não foi considerado porque a previsão para entrada em operação do empreendimento é março de 2019. A data foi aprovada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

No que se refere ao Nordeste, algumas providências foram tomadas, posteriormente, pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A Aneel autorizou obras nas subestações Gilbués II, no Piauí, e Barreiras II, na Bahia. Essas obras, se concretizadas, poderão trazer, no futuro, margem de escoamento, beneficiando, principalmente, o estado da Bahia, onde atualmente a capacidade é nula.

Para o Rio Grande do Norte, a Aneel propôs que a Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa. Isso porque os projetos da própria Esperanza, no caso, a LT Açu III – João Câmara III C1 e a LT Açu III – Quixadá C1, com previsão de entrada em operação em 5 de setembro de 2017, são impactados pelas obras em atraso da Abengoa (Subestação Açu III e a LT Açu III – Milagres II).

Esses empreendimentos no Nordeste não foram considerados na Nota Técnica do ONS porque foram autorizados pela Aneel após a data de corte estabelecida pela Portaria nº 444 do MME, que era 29 de agosto de 2016. A capacidade de escoamentos desses empreendimentos, portanto, também não poderia ter sido considerada pelo ONS.

Fonte: Felipe Galdino | Novo Jornal

EPE: restrição no LER evitará que consumidor pague por energia inexistente

A restrição da participação de projetos eólicos e solares no próximo leilão de energia de reserva teve a intenção de evitar que o consumidor pague por energia que não existe, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso. A falta de capacidade de escoamento deixará de fora do próximo LER, marcado para 16 de dezembro, 21.415 MW em projetos localizados nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A notícia não foi bem recebida pelos governos estatuais afetados, que disserem que vão tentar reverter a decisão.

“A ausência das margens é causada pela [falta da] linha da Abengoa e por uma dificuldade na Eletrosul que efetivamente compromete”, declarou o executivo nesta segunda-feira, 17 de outubro, durante conferência internacional sobre açúcar e álcool em São Paulo. “Ser realista no cálculo das margens é essencial para evitar a existência de projetos prontos e a inexistência de transmissão, que é o consumidor pagar por uma energia que não existe”, disse Barroso. Ambas as empresas mencionadas estão com dificuldades para concluir obras de transmissão nas regiões Nordeste e no Sul do país.

O presidente da EPE explicou que o cálculo das margens de escoamento é realizado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) a partir de um conjunto de premissas que são definidas em conjunto entre os órgãos. Barroso se comprometeu a buscar alternativas para contornar essa situação, contudo, qualquer solução deverá ser aplicada apenas a partir de 2017. “Esse processo pode ser aperfeiçoado e buscaremos esse aperfeiçoamento. Para esse leilão, pelo prazo, pode ficar muito apertado. Mas para leilões futuros com certeza nós queremos fazer o melhor e o que for tecnicamente correto.”

Seja na transmissão, seja na geração, os atrasos nas obras comprometem o planejamento energético feito pela EPE, onerando o consumidor. Em um passado recente, o Brasil conviveu com uma série de projetos eólicos que ficaram prontos no Nordeste, mas que não podiam escoar a produção por falta de transmissão. Esse descasamento de obras gerou custos milionários para todos os consumidores brasileiros entre 2012 e 2014, que tiveram que pagar por uma energia que não foi entregue. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tenta na Justiça buscar o ressarcimento desses valores, por meio de uma ação que está em andamento contra a Chesf.

O próximo leilão de reserva é destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração, a partir das fontes solar fotovoltaica e eólica, com início de suprimento em 1º julho 2019

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia

RN e Bahia tentam reverter exclusão de projetos do Leilão de Energia

Alternativas para escoamento de energia poderiam permitir a comercialização de usinas eólicas e solares no estado. ONS explicou porque não incluiu opções

Os estados da Bahia e do Rio Grande do Norte vão tentar reverter a nota técnica elaborada em pela Empresa de Pesquisa Energética, Operador Nacional do Sistema Elétrico e Agência Nacional de Energia Elétrica, que retirou os projetos eólicos e solares do próximo leilão de reserva por falta de margem para escoamento. O secretário de Desenvolvimento Econômico Jorge Hereda da Bahia, falou sobre o assunto na última quinta-feira, 13 de outubro, em Salvador (BA) na 6ª reunião do Grupo de Trabalho Bahia-Sergipe. De acordo com o governo do estado, a nota técnica não teria considerado importantes trechos já existentes de linhas de transmissão já leiloadas e com previsão de conclusão e operação comercial para os anos de 2018 e 2019.

Caso essas linhas de transmissão em destaque sejam consideradas disponíveis para escoamento de energia conforme prazo estabelecido no edital de licitação do 2º LER 2016, a Bahia teria condições de participar desta concorrência com mais de 5.300 MW. Segundo o secretário da Infraestrutura, Marcos Cavalcanti, é importante que o Ministério de Minas e Energia reavalie parâmetros que foram utilizados para os cálculos da linha de transmissão e considere um prazo mais dilatado, de cerca de 8 meses para que a Bahia possa ser novamente inserida no leilão.

No Rio Grande do Norte, a insatisfação está com o Sindicato de Empresas do Setor Energético do Estado, que em nota, pediu a reconsideração da decisão, apresentando como solução a inclusão de um barramento de ligação na SE Açu III que permitiria que o escoamento de energia no Rio Grande do Norte fosse feito com maior facilidade, permitindo ao sistema a conexão de novos empreendimentos, que podem significar 500 MW ou mais em oferta. o barramento não foi considerado na nota. Esses reforços entrariam em operação até setembro de 2017 e se conectaria com ativos da Esperanza Transmissora de Energia que foram impactados  pelo atraso nas obras da Abengoa.

O ONS explicou em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 14 de outubro, que a nota técnica foi elaborada atendendo aos critérios estabelecidos pela portaria nº 44 do MME. Segundo a portaria, só poderiam ser considerados para o leilão os projetos de transmissão com entrada em operação até 1º de janeiro de 2019. A norma considerava ainda um corte em 29 de agosto de 2016. Com isso, alguns soluções dadas pela Aneel posteriormente não foram consideradas na nota técnica.

O Operador reafirmou que os resultados do documento foram impactados pelos atrasos de obras da Abengoa, no Nordeste, e da Eletrosul, no Sul da país. No caso da Eletrosul, o projeto da LT Nova Santa Rita – Povo Novo não foi considerado porque a previsão para entrada em operação do empreendimento é março de 2019. A data foi aprovada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

No que se refere ao Nordeste, a Aneel autorizou obras nas subestações Gilbués II, no Piauí, e Barreiras II, na Bahia. “Essas obras, se concretizadas, poderão trazer, no futuro, margem de escoamento, beneficiando, principalmente, o estado da Bahia, onde atualmente a capacidade é nula”, afirmou o ONS em nota.

Para o Rio Grande do Norte, a Aneel propôs que a Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa. Isso porque os projetos da própria Esperanza, no caso, a LT Açu III – João Câmara III C1 e a LT Açu III – Quixadá C1, com previsão de entrada em operação em 5 de setembro de 2017, são impactados pelas obras em atraso da Abengoa (Subestação Açu III e a LT Açu III – Milagres II).

Fonte: Alexandre Canazio e Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Sem ter como escoar energia, RN, BA e RS ficam fora de leilão

O Rio Grande do Norte, líder na geração de energia eólica no país, ficará de fora do 2º Leilão de Energia de Reserva de 2016. Uma nota técnica divulgada ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Operador Nacional do Sistema  (ONS) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) classifica como “nula” a capacidade remanescente para escoamento de energia elétrica no RN e nos estados da Bahia e Rio Grande do Sul. Ou seja, não há margem para novas conexões no sistema integrado nacional (SIN).

A decisão, segundo analistas do setor, acende o alerta para  a urgência de um plano nacional de investimentos para expansão das linhas de transmissão de energia uma vez que a nota alega atraso ou não realização de obras de linhas de transmissão nesses estados. O leilão, o último de 2016  exclusivo para empreendimentos de geração de energias solar fotovoltaica e eólica – para suprimento da partir de 1º de julho de 2019 – é previsto para o dia 16 de dezembro.

De acordo com a nota técnica 21/2016, o cálculo da capacidade remanescente para escoamento de geração levou em consideração as usinas em operação comercial e a expansão da configuração de usinas vencedoras de Leilões precedentes de Energia Nova, de Fontes Alternativas ou de Energia de Reserva do ambiente de contratação regulado – ACR, com entrada em operação comercial no prazo de até seis meses contados a partir do início de suprimento do 2º LER/2016, ou seja, 1º de janeiro de 2020.

“Isto demonstra o quanto é importante termos um planejamento para a transmissão de energia. O RN já provou que tem potencial, passou de importador para exportador de energia, é autossuficiente e pode expandir”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Energia do RN (SEERN), Jean-Paul Prates.

Prates esteve reunido na tarde de ontem com a direção da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e da ABSolar para analisar o que muda com a nota técnica, quantos projetos estão abrigados, quem poderá ou não concorrer. “Ainda estamos avaliando o que fazer. Porque se havia antes uma sinalização de capacidade de escoamento, porque agora não há mais? Há outras alternativas?”, questiona.

Limpeza da malha ajudaria, diz Azevedo

Por ora, ainda não há definição oficial se é uma situação pontual (apenas para este leilão) ou se impedirá a participação do Estado em futuros leilões a partir de 2017. O secretário de desenvolvimento econômico do Estado, Flávio Azevedo, acredita ser restrito ao 2º LER/2016. Na visão dele, o quadro será revertido a partir do levantamento de disponibilidade para novos projetos de investimento em linhões.

Azevedo conta que a EPE se comprometeu a rever, a partir de janeiro de 2017, a malha de transmissão nos estados, a chamada “limpeza de malha”.  O assunto foi discutido durante reunião com a direção da EPE na última quinta-feira (29).

“Estamos formalizando nosso protesto e o nosso pleito para que seja feita a limpeza da malha, de modo que projetos que não foram viabilizados voltem a ter seu potencial ofertados e novas linhas sejam construídas e o Rio Grande do Norte não seja ainda mais prejudicado”, disse Azevedo.

A mudança no status  que surpreendeu operadores do mercado e investidores, segundo o secretário de desenvolvimento econômico do Estado, Flávio Azevedo, se deve ao remanejamento de linhas do Rio Grande do Norte, Campina Grande (PE) e de outros estados do Nordeste para escoar a energia gerada pela hidrelétrica de Belo Monte (PA) para as regiões Sul e Sudeste do país, após a falência da empresa espanhola responsável pela construção dos linhões. “Mais uma vez, o Nordeste e sobretudo o RN são prejudicados para atender o Sul e Sudeste”, frisa. “Mas não deve atingir os projetos que estão ligados a subestação de Assu para cima (Mossoró, Grossos)”, afirma.

Fonte: Sara Vasconcelos | Tribuna do Norte

RN é o segundo colocado em número de projetos eólicos

O Rio Grande do Norte é o segundo estado do Brasil com maior número de projetos para leilão eólico e fotovoltaico no Brasil registrados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Dos 1.260 projetos que somam 35.147 MW de potência habilitável entre 14 estados, o RN tem 281 projetos que vão gerar 7.195 MW, atrás da Bahia com 350 projetos e geração de 9.535 MW de potência de energia.

Segundo informações divulgadas na última sexta-feira (23) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), vão a leilão 223 projetos eólicos no RN que devem gerar 5.555 MW de potência e 58 voltaicos com 1.640 MW. A Bahia, primeiro em número de projetos, apresentou  249 projetos eólicos (6.380 MW) e 101 fotovoltaicos (3.155 MW).

A Aneel aprovou na sexta (23) a abertura de audiência pública por intercâmbio documental para receber contribuições ao edital do 2º Leilão de Energia de Reserva – 2º LER de 2016, destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração, a partir das fontes solar fotovoltaica e eólica, com início de suprimento de energia elétrica dia 1º de julho de 2019.

O documento da Aneel segue as diretrizes da Portaria104/2016, do Ministério de Minas e Energia – MME. O leilão está previsto para o dia 16 de dezembro deste ano, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo e serão negociados Contratos de Energia de Reserva (CER) na modalidade por quantidade de energia, com prazo de suprimento de vinte anos por fonte.

Recorde

No dia 10 de setembro passado, o Rio Grande do Norte bateu a marca recorde dos 3GW de potência eólica instalada. Isso aconteceu depois que o parque eólico Vila Pará I, localizado no município de Serra do Mel, entrou em operação. O estado foi o primeiro no país de organizar seu setor eólico.

O parque eólico Vila Pará I é de propriedade da empresa francesa Voltalia. Os dados são do Departamento de Pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Com a marca, o estado chega a uma capacidade efetiva de 3.008,76 MW, o que representa 31,86% de toda a capacidade eólica instalada no Brasil, segundo o Cerne.  No total, o RN tem 1.562 aerogeradores em funcionamento, distribuídos em 110 usinas instaladas por todo o Estado.

Os municípios de João Câmara e Parazinho são os que mais concentram atividade eólica e, juntos, geram mais de 1000MW em 46 parques eólicos.Ao todo, a energia eólica representa entre 10 e 12 bilhões de dólares em investimentos somente no Estado. Aproximadamente 1/3 desse valor é formado por investimentos locais.

Leilão será sinal de alerta, diz Jean-Paul Prates

O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jeal-Paul Prates, disse que a marcação do leilão para dezembro e o fato de a Bahia estar na frente do Rio Grande do Norte em número de projetos não é motivo de preocupações maiores. “Esta é mais uma oportunidade de colocar a energia eólica em posição importante na matriz energética brasileira”, comemorou.

A Bahia estar na frente faz parte de uma preparação deles para atrair mais projetos, ressaltou Jean-Paul Prates, e espera-se que mais à frente, a concorrência entre os estados aumente, o que é uma situação normal de mercado, explicou. O Ceará e o Piauí também começam a se organizar para apresentar mais projetos. “São as novas fronteiras para o setor”, complementou. No caso da Bahia, segundo ele, os projetos são localizados mais para o interior do estado e, geralmente, são mais baratos que os que se concentram no litoral como no RN, comparou.

Agora, o Rio Grande do Norte tem que começar a enfrentar desafios dentro do próprio estado para garantir competitividade e atrair mais projetos, disse o diretor-presidente do Cerne. Segundo ele, o estado tem que acompanhar os projetos já implantados, desburocratizar problemas como a cobrança de taxas cartoriais que por aqui ainda são díspares e as empresas terminam arrendamento as áreas para instalação a preços mais elevados que os estados vizinhos, principalmente, nesta fase de prospecção dos projetos.

A EPE exige que todo projeto para ir a leilão tenha a área definida e, por causa das tarifas cartoriais, as empresas acabam arrendando áreas menores para averbação.  Não existe no RN parâmetros definidos para as medidas e isso leva empresas a procurarem os estados onde os preços são definidos.

Termômetro

Um dos termômetros sobre a competitividade serão os leilões em dezembro. Dependendo do número de projetos comercializados. Caso o volume do RN seja baixo, aí sim, é hora de ligar o sinal de alerta e ver o que está acontecendo, apontou Jean-Paul Prates. Segundo ele, além das questões cartoriais, é preciso acompanhar e manter a vigilância sobre o cumprimento de prazos para instalação das linhas de transmissão e atuar ativamente no planejamento de novas linhas. “Isso é fundamental para o estado não ser descartado”, avaliou.

A Energia de Reserva é a demanda destinada a aumentar a segurança no fornecimento de energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional – SIN. Esta energia adicional é contratada por meio de Leilões de Energia de Reserva – LER e busca restaurar o equilíbrio entre as garantias físicas atribuídas às usinas geradoras e a garantia física total do sistema, sem que haja impacto nos contratos existentes e nos direitos das usinas geradoras. A contratação desta energia tem por objetivo, ainda, reduzir os riscos de desequilíbrio entre a oferta e demanda de energia elétrica. Tais riscos decorrem, principalmente, de atrasos imprevisíveis de obras, ocorrência de hidrologias muito críticas e indisponibilidade de usinas geradoras.

Fonte: Novo Jornal

Leilão de Energia de Reserva contrata 30 novas hidrelétricas

O primeiro leilão para contratação de novas usinas de energia promovido sob o governo do presidente Michel Temer deverá viabilizar cerca de R$ 1,07 bilhão em investimentos para a construção de 30 pequenas hidrelétricas em diversos Estados do país, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ao final do certame nesta sexta-feira (23).

A licitação contratou 180,3 megawatts em potência instalada, em usinas que precisarão entrar em operação em março de 2020 e que fecharam a venda da produção por 30 anos a um preço médio de R$ 227,02 por megawatt-hora, com um deságio de cerca de 8,5% cento ante o teto estabelecido pelo governo.

O resultado ficou dentro das expectativas de especialistas, que haviam afirmado à Reuters que o certame não deveria envolver grandes volumes de eletricidade e nem grandes descontos, diante do cenário econômico ainda desafiador do país, que tem reduzido tanto a disponibilidade de financiamento para projetos de energia quanto a própria demanda por eletricidade.

Os contratos negociados no leilão representarão um giro financeiro de R$ 5,7 bilhões ao longo do período de fornecimento, segundo a CCEE, que operacionalizou a licitação.

Os preços de venda da energia variaram por usina, de um mínimo de R$ 205 por megawatt-hora até um máximo de R$ 235.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, habilitou para o leilão 64 projetos. Ao todo foi habilitada uma oferta de 641 Megawatts (MW).

Fonte: Reuters

Governo refaz lista de projetos que vão para leilão de transmissão

O governo federal vai rever a relação de projetos de transmissão de energia que serão incluídos no próximo leilão do tipo, adiado para outubro, conforme decisão desta terça-feira da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), afirmou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo.

Segundo ele, o teto da receita anual permitida (RAP) determinada para os projetos também poderá ser revisto. “O leilão foi adiado porque precisava ter mais competitividade e estar mais aderente às necessidades do planejamento. Se colocarmos uma grande quantidade de lotes para serem licitados, e há poucos empreendedores no mercado, o mercado vai escolher, e não o governo”, afirmou Azevedo.

De acordo com ele, dentro do planejamento, o governo está “criando uma maneira de tornar os projetos mais competitivos”. “Estamos mexendo na RAP, dentro da metodologia aprovada por todos os órgãos de controle e regulação e estamos colocando no mercado”, disse o secretário a jornalistas, após participar da abertura do Brazil Wind Power, evento sobre energia eólica, no Rio de Janeiro.

Planejamento do setor

O governo federal está refazendo todo o planejamento do setor elétrico brasileiro, destacou Azevedo. Segundo ele, nesse sentido, busca-se identificar os empreendimentos de geração e transmissão que não deverão sair do papel e refazer as previsões de expansão dos dois segmentos para os próximos anos.

“Tem uns números que não são reais. Tem muita energia de papel que não necessariamente vai virar energia real. Estamos avaliando que empreendimentos são esses e identificando qual a real necessidade de mercado”, disse .

Questionado sobre o volume de energia que poderá ser contratada de projetos de fontes eólica e solar no leilão de energia de reserva (LER), marcado para dezembro, o secretário disse não poder informar números para não interferir na competitividade do leilão. Sobre se o pleito da indústria eólica de contratação de 2 gigawatts (GW) seria atendido, ele disse que “a sinalização mais positiva [do governo] é a manutenção desse leilão”. “Em um ambiente de crise, em que sobra energia, estamos mantendo ele [o leilão].”

A respeito do leilão da Celg Distribuição (Celg D), Azevedo admitiu que é possível rever o valor da empresa, para efeito de privatização. “Está sendo reaberto o ‘data room’. Com certeza os ativos vão ser avaliados e colocados de forma objetiva para os investidores avaliarem”.

“Agora efetivando o governo, vamos colocar em prática tudo o que estamos planejando. O planejamento é mais de restaurar a lógica econômica, fazer os empreendimentos acontecerem na lógica de mercado. Isso que vai acontecer de forma cada vez mais forte agora”, completou.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico