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Gerar energia solar já é mais barato do que a conta de luz

O presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia, esteve em Natal para participar do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia). Entrevistado pelos principais veículos de comunicação do Rio Grande do Norte, Sauaia falou sobre o crescimento da energia solar no país.

“Esta fonte de energia limpa renovável e de baixo impacto ambiental cresceu mais de 300% entre 2015 e 2016, e deverá crescer na mesma proporção este ano. Até o final do ano, a expectativa é que o Brasil supere 1GW de capacidade de geração  operando no Brasil, o que o colocará entre o seleto grupo dos 25 países do globo que já superaram esta marca”, afirmou o especialista.

Sauaia também confirmou a viabilidade e atratividade desta fonte na geração distribuída. “Gerar energia solar fotovoltaica já é mais barato do que comprar energia da distribuidora na sua residência. O período de recuperação do investimento varia entre 5 a 10 anos, com uma vida útil de mais de 25 anos”, explicou.

O anúncio da vinda da fábrica da empresa chinesa Chint para o Rio Grande do Norte, anunciada pelo Governo do Estado há alguns dias, também foi objeto dos debates. “A vinda de uma empresa importante do mercado global de fabricantes de componentes elétricos tem um aspecto estruturante para toda uma cadeia produtiva intensa em empregos a serem gerados e em novos investimentos a serem feitos no Estado”, confirmou o diretor-presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do RN (SEERN) e do CERNE, Jean-Paul Prates.

Durante a visita ao RN, Rodrigo Sauaia e Jean-Paul Prates também descerraram a placa alusiva à cooperação entre  CERNE/SEERN e a ABSOLAR, que passou a contar com escritório regional em Natal.

Clique aqui para conferir na íntegra as entrevistas dos dois dirigentes à TV Tropical (Rede Record).

Fonte: CERNE Press

 

Desconto na conta de luz estimula popularização de usinas domésticas

Cresce no país o número de casas, comércios e indústrias que têm suas próprias usinas de produção de energia a partir de fontes renováveis.

De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), desde que a geração distribuída (feita por consumidores independentes) foi regulamentada, em 2012, saltou de 4 para 9.819 o total de usinas próprias.

Arte - Folhapress

Arte – Folhapress

A maior parte delas (99%) é construída com painéis fotovoltaicos. O 1% restante é repartido entre as demais fontes renováveis, como a eólica. “É uma geração que reduz as perdas na distribuição e alivia a rede”, diz Marco Aurélio Castro, especialista em regulação da Aneel.

As casas tem o maior número (79%) de usinas. O comércio aparece com 15%. Fazendas e órgãos públicos reúnem 4%, e a indústria, 2%. Essa produção sustentável já é capaz de abastecer o consumo residencial de uma cidade como Santos (SP), de 434 mil habitantes. Mas ainda há muito a avançar. Toda a produção a partir de painéis fotovoltaicos representa hoje 0,02% da matriz elétrica nacional, diz a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). O preço dos equipamentos é um dos entraves do setor.

Para o mercado, o consumidor que procura o serviço tem consciência ambiental. “Mas também é um público que não quer ficar refém dos aumentos feitos pelas distribuidoras”, diz Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

O valor médio da conta de energia no país, incluindo todas as classes de consumo e os impostos, cresceu 6,4% em 2016 em relação ao ano anterior, segundo a Aneel.

Quem quer aderir ao sistema precisa solicitar uma autorização da concessionária, que pode levar até 60 dias. O projeto precisa ser assinado por um engenheiro eletricista, e a instalação deve ser feita por uma empresa do ramo.

Além de sair da dependência tarifária, esse tipo de geração possibilita produzir energia num lugar e consumi-la em outro. Ou ainda usar o excedente em créditos para pagar uma conta futura.

Aluguel

Se comprar uma usina ainda pesa no bolso, já é possível contratar uma assinatura mensal de energia limpa.

A start-up Renova Green, de Curitiba, fornece o serviço, no momento, apenas para quem vive na cidade. Com R$ 19,90 por mês, o cliente aluga dois painéis fotovoltaicos que serão instalados em sua casa. “A economia pode chegar a R$ 40 na conta”, diz o sócio Reinaldo Cardoso. A empresa cobra a instalação dos equipamentos (R$ 299).

O bancário Nelson Lubas, 46, optou pelo plano mínimo. Ele diz que tem economizado entre 15% e 20% na fatura. “Quero mais três placas para economizar 60%.”

O governo prevê que 2,7 milhões de consumidores devam gerar energia até 2030, equivalente a uma geração de meia usina de Itaipu. “O preço dos equipamentos está menor agora, as empresas têm isenção fiscal, e o consumidor está mais consciente”, afirma Sauaia.

Fonte: Dhiego Maia | Folha de São Paulo

Financiamento e oportunidades dão novo fôlego para energia solar no Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou em 2016 um aumento de até 80% no financiamento para projetos de energia solar, em Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), disse o executivo do BNDES, Adriano Zanetti.

“Esse reforço no apoio às fontes alternativas vai aumentar ainda mais a participação da fonte solar na matriz energética brasileira e vai extinguir apoio a investimentos em usinas com maior emissão de poluentes como termelétricas a carvão e óleo combustível”, explicou Zanetti durante o Solar Invest 2017, realizado nesta quarta-feira (8) em Natal/RN.

Os investimentos internacionais também tiveram espaço para debate durante o evento. A representante da Agência Brasileira de Promoção a Exportação e Investimentos (Apex), Aline Oliveira, afirmou que no ano passado grandes players estrangeiros apostaram seus investimentos no mercado brasileiro, sobretudo no segmento das energias renováveis.

“A Canadian Solar, uma das maiores empresas globais no ramo das renováveis, anunciou investimentos de 2 bilhões em projetos de geração fotovoltaica no Brasil”, salientou a executiva.

O potencial econômico da cadeia produtiva foi discutido pelo diretor da empresa de consultoria Eolus, Rafael Valverde. Para ele, os fabricantes tem interesse no mercado solar brasileiro, mas é preciso vencer algumas barreiras: “É necessário mais oportunidades para os fornecedores, em especial no Nordeste. Também é importante que a questão tributária seja aperfeiçoada para a cadeia de valor”, frisa.

Paulo Morais, diretor de energia solar do CERNE e CEO da New Energy, e Helder Ferreira, diretor da empresa Enerbras, mostraram cases de projetos de sistemas fotovoltaicos como oportunidade para consumidores residenciais e empreendimentos reduzirem seus gastos na conta de energia. “Apesar do custo elevado para aquisição do sistema, o consumidor pode ter a certeza que, a médio e longo prazo, terá um retorno satisfatório do valor investido”, enfatiza.

A geração distribuída foi o assunto trazido pelo professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Augusto Fialho. O docente mostrou os sistemas fotovoltaicos instalados nos Campi em todo o Estado. “Temos 12 usinas fotovoltaicas em operação e gerando cerca de 1.203MW de energia ao todo. Só o sistema instalado no Campus Central, em Natal, gera 197KW de potência. Teremos mais nove usinas solares instaladas em unidades localizadas no interior até março deste e que irão produzir mais 744,12KW de energia limpa”.

Fonte: CERNE Press

Aneel registra mais de 7,6 mil conexões de geração distribuída

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registra 7.610 conexões de geração distribuída (geração de energia pelos próprios consumidores) até janeiro de 2017, totalizando potência instalada de 73.569 kW.

Entre as energias renováveis mais utilizadas, a fonte solar fotovoltaica é a que mais se destaca, com 7.528 conexões. Em termos de potência instalada, a energia gerada pelo sol também saí na frente com 57.606KW.

Na comparação por unidades da federação, Minas Gerais mantém o primeiro lugar (1.644) de número de conexões com geração distribuída, seguido de São Paulo (1.369) e Rio Grande do Sul (769).

A grande maioria das conexões de geração distribuída permanece nas residências. Segundo a Aneel, 5.997 das conexões de geração distribuída atendem essa classe de consumo. Já o comercio é responsável por 1.186 adesões.

ProGD

Em dezembro de 2015 foi lançado o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com R$ 100 bilhões em investimentos, a previsão é que até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas, entre residência, comércios, indústrias e no setor agrícola, o que pode resultar em 23.500 MW (48 TWh produzidos) de energia limpa e renovável, o equivalente à metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Com isso, o Brasil pode evitar que sejam emitidos 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Fonte: Ministério de Minas e Energia (MME)

Pesquisa mostra que 72% dos brasileiros comprariam sistema de energia solar

Ainda engatinhando no país, mas com números crescentes a cada ano, a microgeração de energia solar parece estar caindo no gosto da sociedade. Pesquisa feita pelo Datafolha em parceria com o Greenpeace mostrou que 72% da população concordaria em comprar um sistema de energia solar fotovoltaica se houvesse linhas de crédito com juros baixos. A mesma pesquisa mostra também que a principal motivação para gerar a própria energia, é a redução na conta de luz, escolhida por 48% dos entrevistados. O Datafolha entrevistou 2.044 entrevistas no país entre os dias 20 e 24 de outubro de 2016 em 178 municípios de pequeno, médio e grande porte. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O desejo de não depender da distribuidora foi a segunda opção escolhida na pesquisa, ficando com 17% da preferência. A pesquisa mostrou também que o aspecto da sustentabilidade está presente nos entrevistados, com 16% inserindo os benefícios ambientais como motivação para aderir a microgeração solar. Embora o grau de conhecimento sobre microgeração seja elevado, alcançando o percentual de 80%, apenas 19% se consideram bem informados sobre o tema. Entre os bem informados, a região Sudeste lidera com 24%, seguida pelas regiões Norte/ Centro-Oeste, com 18%, Sul, com 14% e Nordeste, com 13% dos entrevistados bem informados.

O aspecto econômico se coloca forte ainda na microgeração quando a pesquisa revela que 54% dos entrevistados concordam que a energia solar é uma possibilidade apenas para quem tem dinheiro. O mesmo percentual se mostra disposto a entrar em um consórcio para ter acesso ao sistema de energia solar. A pesquisa mostrou que a adesão a uma cooperativa com sistema de energia solar fotovoltaica poderia ser uma opção para 63% da população, enquanto 28% não estariam dispostos e 9% dos entrevistados não souberam opinar sobre o tema.

O objetivo da pesquisa era medir o grau de informação, opinião e interesse sobre microgeração de energia entre a população brasileira. A possibilidade de compra de equipamentos de microgeração solar com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ainda divide a sociedade. Metade é a favor e a outra metade é contra. O tema é objeto de projetos de lei na Câmara dos Deputados.

O perfil dos entrevistados é composto de 49% de homens e 51% de mulheres, 21% têm entre 16 e 24 anos, outros 21% entre 25 e 34 anos, 20% entre 35 e 44 anos, outros 20% de 45 a 59 anos e 19% têm 60 anos ou mais, 37% estudaram até o ensino fundamental, 45% até o ensino médio e 18% têm nível superior, 41% possuem renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 22% mais de dois a três salários, 15% mais de três a cinco salários, 9% mais de cinco a dez, 3% mais de dez a vinte e apenas 1% mais de vinte salários mínimos.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Consumidor

Setores de tecnologia e energia solar continuarão em alta em 2017

Enquanto o País vive uma das maiores recessões de sua história, a geração de energia solar e alguns serviços da área de tecnologia estão nesse grupo em que a crise não bateu na porta, foi o que mostrou a reportagem do Jornal do Commercio publicado nesta segunda-feira, 02 de janeiro.

A geração solar ocorre de duas formas: a centralizada, na qual são implantados parques para produzir uma grande quantidade de energia, e a distribuída, formada por pequenos sistemas que geram energia que compensa o consumo geralmente feito pelo dono do sistema.

No início do ano passado, a geração distribuída solar fotovoltaica tinha 1.750 sistemas no País. Até novembro de 2016, esse número subiu 6,5 mil sem incluir os dados consolidados de dezembro último, segundo o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Foi um crescimento de 270%.

“Isso demonstra claramente que a geração distribuída solar fotovoltaica avança mesmo em tempos de incertezas econômicas e políticas no País, comprovando sua solidez como uma tecnologia de grande potencial e oportunidade real de redução de custos para a população e as empresas brasileiras”, diz Sauaia. Em Pernambuco, há 165 pequenos sistemas solares, dos quais 108 foram instalados em 2016.

A geração centralizada – com os grandes parques solares – foi impulsionada pela resolução de nº 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou a permitir a implantação de parques de geração compartilhada nos quais a energia gerada pode ser compensada na conta de vários usuários ao mesmo tempo.

“Energia elétrica, principalmente solar, deve continuar crescendo. As primeiras previsões apontam um aumento da produção agrícola brasileira nas safras de soja, milho, algodão e de feijão”, comenta o economista do Santander Rodolfo Margato. O aumento da safra de feijão traz outra coisa boa: o grão deverá deixar de ser o vilão da inflação e o preço baixar.

TECNOLOGIA

Para o presidente da Associação das Empresas de Tecnologia de Informática (Assespro-PE), Italo Nogueira, o ano de 2017 não será fácil. Mas continuarão crescendo acima da média as empresas de TIC que oferecem soluções para o mundo financeiro e na área de logística. Ele cita, por exemplo, uma das startups que mais se destacaram no Recife em 2016. “Ela desenvolveu uma solução de roteirização na área de logística que resultou numa diminuição de custo de 15% a 20% na entrega da mercadoria”, diz.

Fonte: Jornal do Commercio