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Em meio à recessão histórica, renováveis tem crescimento galopante

A depressão econômica que sufoca o Brasil não arrefeceu o investimento em energias renováveis. Em 2016, a produção de energia eólica disparou impressionantes 55,1%.

Os dados fazem parte de um estudo exclusivo feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo o relatório, no ano passado os 402 empreendimentos eólicos em operação no Sistema Nacional Elétrico alcançaram 10.221 MW em capacidade instalada, um recorde.

O Rio Grande do Norte é o principal produtor de energia eólica no Brasil. As usinas potiguares produziram 1.206 MW médios no período, aumento de 50% em relação a 2015.

Fonte: Veja | Radar Online

Brasil pode estar entre o clube dos 1GW, afirma presidente da Absolar

A energia solar está conquistando seu espaço aos poucos no Brasil e as previsões parecem ser animadoras para o setor. O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), Rodrigo Sauaia, afirmou em entrevista à Recharge que o país se unirá ao clube das nações com 1GW de capacidade este ano.

De acordo com as projeções estimadas pelo Governo Federal, a geração fotovoltaica em grande escala deve atingir 7GW em 2024, enquanto a geração distribuída poderá alcançar 4,5GW.

A publicação também afirma que o calcanhar de Aquiles da política energética no Brasil, no âmbito das renováveis, tem sido a falta de um planejamento contínuo e exemplifica tal fato citando o recente cancelamento do leilão de energia de reserva, que estava marcado para acontecer no fim do ano passado.

Diante desta situação, a Absolar tem se reunido com o governo para que novos leilões aconteçam. “A indústria solar gera emprego e pode ajudar o país a voltar ao crescimento, para o qual precisa de visibilidade de cinco a dez anos, mas hoje nosso horizonte é de apenas dois anos”, disse Sauaia.

O setor fotovoltaico, no entanto, está crescendo a uma taxa de 300%, impulsionado pela queda dos custos de instalação e aumento da tarifa de energia. Mas a falta de financiamento, de medidas de isenção fiscal e outras políticas governamentais dificultam o crescimento pleno do setor.

Mesmo com este panorama, o presidente da Absolar é otimista. A matéria destaca que alguns governos estaduais estão implementando programas solares para fomentar novos empregos, incluindo medidas para suprir edifícios públicos com energia solar.

Sauaia afirma que a Absolar, juntamente com a Agência Alemã de Desenvolvimento (GIZ), a Associação Brasileira de Geração Distribuida (ABGD) e universidades, estão pesquisando o desenvolvendo de padrões para instaladores, enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está preparando um programa de pesquisa e desenvolvimento de novos modelos de negócios e desenvolvimento de armazenamento.

Fonte: CERNE Press