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EDP Renováveis aumenta produção no Brasil em 170%

A EDP Renováveis produziu no Brasil um total de 147 gigawatts hora (GWh) durante o primeiro trimestre, a partir dos seus parques eólicos, mais 170% do que no mesmo período do ano passado, segundo as informações publicadas pela empresa do grupo EDP.

O Brasil foi o mercado no qual a EDP Renováveis teve o maior crescimento de produção em termos relativos, beneficiando de um aumento do fator de utilização dos parques eólicos de 30% para 33% e também de um acréscimo da capacidade instalada.

No final de março a EDP Renováveis tinha ainda em construção 127 megawatts (MW) de nova potência, nos projetos Jau e Aventura, que se irão somar aos 203 MW que a empresa já tem em operação no mercado brasileiro.

A companhia terminou o primeiro trimestre com 10.410 MW de capacidade instalada a nível mundial, mais 702 MW do que em março do ano passado.

Globalmente a produção da EDP Renováveis subiu 2%, para 7.719 GWh. O aumento da capacidade instalada acabou por compensar a descida que o grupo registou no fator médio de utilização dos seus parques, com a empresa a lembrar que o primeiro trimestre de 2016 teve um recurso eólico especialmente elevado.

EDP Brasil aumenta número de clientes

No mercado brasileiro o grupo EDP também divulgou alguns dos seus dados operacionais, revelando que no negócio de distribuição de energia fechou o primeiro trimestre com 3,34 milhões de clientes, mais 2,3% do que no mesmo período do ano passado.

Em volume de energia distribuída a EDP Brasil teve um ligeiro aumento de 0,2%, para 6.268 GWh, informou a companhia num comunicado ao mercado.

A distribuidora EDP Espírito Santo registou um decréscimo de 1,4% no volume de energia distribuída, enquanto a EDP São Paulo teve um crescimento de 1,4% em termos homólogos.

Fonte: Portugal Digital

Microgeração já cresce mais rápido que em 2016

É comum dizer que, no Brasil, o ano só começa após o carnaval. Mas para a geração distribuída, o trabalho já está mais intenso do que foi em 2016. Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram conectadas 1.063 microusinas, com 17,3 MW de capacidade, uma média de 531 usinas por mês. Em igual período do ano passado, foram instalados 612 projetos (4,4 MW), segundo dados da Aneel, ou 306 usinas por mês.

Entre as usinas instaladas neste ano até fevereiro, apenas cinco não são da fonte fotovoltaica: há dois projetos a biogás (3,6 MW), dois eólicos (5 MW) e uma hidrelétrica (1,8 MW). Os projetos, entretanto, correspondem a mais da metade da capacidade instalada no período.

Durante o resto do ano, o ritmo deve se acentuar, como ocorreu em 2016. No ano passado, ao todo, foram instalados 5.958 microusinas de geração (65,8 MW), uma média de 496 conexões por mês – ainda abaixo da média dos dois primeiros meses de 2017. Especialmente se for considerado o fato de que a indenização das linhas de transmissão que renovaram contratos de concessão vai resultar em aumento nas tarifas de energia a partir de meados do ano, pressionando ainda mais os consumidores.

Rumo aos 100 MW

Ao todo, o país contava até o final de fevereiro com 8.777 unidades de micro ou minigeração de energia renovável, que abastecem 9.757 unidades consumidoras. Essas microusinas já somam 98,9 MW de capacidade instalada, superando projetos de autoprodução ou de pesquisa e desenvolvimento em operação no país – ou seja, aqueles que não exportam energia para a rede e nem compensam a geração na tarifa -, que, por sua vez, têm um capacidade de 27,7 MW.

Fonte: Brasil Energia | Livia Neves

Em meio à recessão histórica, renováveis tem crescimento galopante

A depressão econômica que sufoca o Brasil não arrefeceu o investimento em energias renováveis. Em 2016, a produção de energia eólica disparou impressionantes 55,1%.

Os dados fazem parte de um estudo exclusivo feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo o relatório, no ano passado os 402 empreendimentos eólicos em operação no Sistema Nacional Elétrico alcançaram 10.221 MW em capacidade instalada, um recorde.

O Rio Grande do Norte é o principal produtor de energia eólica no Brasil. As usinas potiguares produziram 1.206 MW médios no período, aumento de 50% em relação a 2015.

Fonte: Veja | Radar Online

Setores de tecnologia e energia solar continuarão em alta em 2017

Enquanto o País vive uma das maiores recessões de sua história, a geração de energia solar e alguns serviços da área de tecnologia estão nesse grupo em que a crise não bateu na porta, foi o que mostrou a reportagem do Jornal do Commercio publicado nesta segunda-feira, 02 de janeiro.

A geração solar ocorre de duas formas: a centralizada, na qual são implantados parques para produzir uma grande quantidade de energia, e a distribuída, formada por pequenos sistemas que geram energia que compensa o consumo geralmente feito pelo dono do sistema.

No início do ano passado, a geração distribuída solar fotovoltaica tinha 1.750 sistemas no País. Até novembro de 2016, esse número subiu 6,5 mil sem incluir os dados consolidados de dezembro último, segundo o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Foi um crescimento de 270%.

“Isso demonstra claramente que a geração distribuída solar fotovoltaica avança mesmo em tempos de incertezas econômicas e políticas no País, comprovando sua solidez como uma tecnologia de grande potencial e oportunidade real de redução de custos para a população e as empresas brasileiras”, diz Sauaia. Em Pernambuco, há 165 pequenos sistemas solares, dos quais 108 foram instalados em 2016.

A geração centralizada – com os grandes parques solares – foi impulsionada pela resolução de nº 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou a permitir a implantação de parques de geração compartilhada nos quais a energia gerada pode ser compensada na conta de vários usuários ao mesmo tempo.

“Energia elétrica, principalmente solar, deve continuar crescendo. As primeiras previsões apontam um aumento da produção agrícola brasileira nas safras de soja, milho, algodão e de feijão”, comenta o economista do Santander Rodolfo Margato. O aumento da safra de feijão traz outra coisa boa: o grão deverá deixar de ser o vilão da inflação e o preço baixar.

TECNOLOGIA

Para o presidente da Associação das Empresas de Tecnologia de Informática (Assespro-PE), Italo Nogueira, o ano de 2017 não será fácil. Mas continuarão crescendo acima da média as empresas de TIC que oferecem soluções para o mundo financeiro e na área de logística. Ele cita, por exemplo, uma das startups que mais se destacaram no Recife em 2016. “Ela desenvolveu uma solução de roteirização na área de logística que resultou numa diminuição de custo de 15% a 20% na entrega da mercadoria”, diz.

Fonte: Jornal do Commercio

 

Geração de energia solar está em alta

A energia solar é a bola da vez. Dois novos empreendimentos de geração fotovoltaica compartilhada começam a operação nos dois primeiros meses de 2017 em Pernambuco. Em Gravatá, a Insole instalará a planta Solar Vencer, a primeira usina fotovoltaica no modelo condomínio solar para autoconsumo remoto. A usina ocupará uma área de 10 mil metros quadrados e terá a capacidade de geração de 4,3 milhões kW/ano. O outro projeto é a a fazenda solar Tacaimbó do grupo Global Sun instalada numa área de 300 hectares, cuja capacidade total instalada é de 200 megawatts médios. A expectativa é de geração de 310 kW nesta fase do projeto, cujo investimento previsto é de R$ 700 mil.

O parque solar da Global Sun entrará em operação em meados de janeiro. A empresa transformou uma propriedade agrícola em fazenda de geração solar fotovoltaica. O diretor da empresa, Pedro Nunes, explicou que o formato de geração compartilhada permite que os clientes (pessoas juirídica e física) contratem empresas especializadas para gerar energia num ponto distante da unidade de consumo, jogar na rede da distribuidora de energia (Celpe), e obter o desconto na conta de luz. Segundo ele, a primeira etapa do projeto vai atender a demanda de quatro clientes empresariais.

RETORNO

Pelas projeções da Global Sun, uma empresa de pequeno porte gasta em torno de R$ 200 mil para instalar um parque de geração solar fotovoltaica. O retorno do investimento é estimado em 5 anos e meio com a economia na conta de energia. Nunes explicou que o contrato de arrendamento com a Global Sun inclui a instalação e a manutenção dos equipamentos da usina. A taxa de arrendamento corresponde a 5% do valor mensal de geração. “É um investimento feito agora para se despreocupar com as oscilações de preço de energia no futuro”. A empresa oferece também projetos para pessoa física (grupos de 20 pessoas) no formato condominial com a potência mínima de geração de 50 kW/mês.

A planta Solar Vencer da Insole, em Gravatá, fornecerá energia para uma rede de academias de ginástica e outra de lanchonetes com unidades no Recife. O projeto completo prevê a instalação de 1.100 placas fotovoltaicas com a capacidade de geração de 4,3 milhões kW/ano. De acordo com o diretor executivo da Insole, Ananias Gomes, os clientes poderão acompanhar remotamente a geração de energia solar da usina. “O cliente não paga para aderir a esse novo modelo de negócio e ainda obtém descontos na sua conta de energia, garantindo o preço antecipadamente já que a energia gerada pela usina é conectada à sua rede elétrica”. A previsão de funcionamento é a segunda quinzena de fevereiro do próximo ano.

Segundo Ananias, a Insole pretende lançar no próximo ano mais 20 projetos de usinas fotovoltaicas nos municípios de Belo Jardim, Arcoverde, Garanhuns, Itacuruba e Floresta. Todos os projetos em parceria com outros investidores utilizarão tecnologia com estrutura de rastreadores solares aumentando assim a eficiência e a geração das usinas. O executivo não informou os valores dos investimentos.

Outro projeto de geração solar fotovoltaica em construção no estado é o condomínio solar Asa Branca, localizado em Caruaru. O empreendimento das empresas EngeSol Renováveis e ALS Prospecções é voltado para atender exclusivamente as unidades residenciais. Os clientes interessados comprarão lotes com a capacidade de geração de energia que varia entre 400 e 800 kWh/mensais. A expectativa é que o condomínio entre em funcionamento em três meses. A área tem a capacidade de produzir cerca de 21 mil kWh por mês, o suficiente para abastecer mais de 180 residências.

Fonte: Rosa Falcão | Diário de Pernambuco

Microgeração de energia solar dispara 156% em sete meses

Em julho de 2016, Brasil chegou a 4.432 pontos de micro e minigeração, tendo encerrado o ano de 2015 com apenas 1.729, segundo a Aneel. Apesar do crescimento expressivo, especialistas alertam que número ainda é ‘gota no oceano’ e pedem mais financiamento.

O exemplo pode vir por acaso, do seu vizinho, como foi o caso do defensor público Anderson Marinovic. ‘Meu vizinho de parede estava fazendo obra e instalou o sistema de energia solar. Aí eu perguntei, Cadu, que negócio é esse? E ele respondeu: vou produzir energia na minha casa’, diz.

Com um investimento de R$ 27 mil, ele instalou, no início do ano, oito placas de captação de luz no telhado da cobertura dele, no Rio. O equipamento gera, em média, 200kWh por mês, representando uma economia em torno de R$ 150 mensais.

Pensando no aumento de consumo durante o verão, por causa do ar-condicionado, ele deve instalar mais duas placas e afirma que tem ‘orgulho dessas placas, dessa ideia de estar produzindo energia limpa. Confesso, chegou um amigo meu aqui em casa uma vez, tinha visitas, eu mostrei ‘olha só, dá uma olhada ali..’

O defensor público foi uma das 2.703 pessoas que começaram a gerar a própria energia por placas solares entre janeiro e julho deste ano. Antes disso, até dezembro de 2015, o número total de microgeradores de energia solar fotovoltaica no Brasil era de 1.729, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica.

Ou seja, um crescimento de 156,3% em sete meses. A alta foi grande, mas especialistas alertam que ainda é uma ‘gota d’água no oceano’, já que a energia solar representa apenas 0,01% da matriz energética brasileira.

Número de microgeradores de energia solar dispara 156% em apenas sete meses. (Crédito: CBN)

Número de microgeradores de energia solar dispara 156% em apenas sete meses. (Crédito: CBN)

MAIORIA DOS ESTADOS TEM ISENÇÃO DE ICMS

O custo de instalação é considerado alto. Os sistemas podem custar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil para abastecer uma família de quatro pessoas, por causa das peças importadas.

Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, o preço vem caindo na última década, mas ainda faltam mecanismos para democratizar o acesso aos consumidores residenciais.

‘Neste ano, tivemos o anúncio de uma nova linha de financiamento, chamada FNE Sol, do Banco do Nordeste, para pessoas jurídicas, só que limitado à região de atuação do banco. O Banco do Brasil e a Caixa podem ter papéis importantes, já que têm grande capilaridade ao redor do país. É possível que eles acessem regiões que outros bancos privados ou regionais não consigam chegar. Com isso, vamos ter uma democratização’, defende Rodrigo Sauaia.

Quando o empresário Antônio Jales, que tem um fábrica de sorvetes no Rio Grande do Norte, instalou o sistema, por exemplo, não havia financiamento disponível e a negociação foi feita diretamente com uma empresa. Depois da crise hídrica, com o aumento da conta de luz após a aplicação da bandeira tarifárica vermelha, ele gastou R$ 2,2 milhões em 1.726 placas solares, com potencial de geração de 475kWh por mês.

Por falta de espaço no telhado da empresa, ele resolveu usar as próprias placas solares como cobertura no estacionamento. Com a economia de cerca de R$ 40 mil por mês, o empresário espera ter o retorno em até cinco anos.

‘Já terminei de pagar e estou negociando de novo com outras empresas para colocar 1mWh. Agora, vou colocar uma parte em cima dos telhados. Nós tivemos essa crise de energia, saímos da bandeira vermelha um dia desses. É uma energia renovável, a gente vê os exemplos no mundo todo sobre a mudança no clima. Não temos que esperar as desgraças acontecerem. Não tem como você não aproveitar uma coisa como o sol’, diz o empresário.

Desde 2015, o governo federal isenta de PIS e Cofins a energia gerada por placas solares que é injetada na rede. Outra política pública de incentivo comum no país é a isenção do ICMS, adotada por 20 estados (Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins) e o Distrito Federal. Apenas Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina não oferecem isenção de ICMS.

Quem decide instalar o sistema pode ter baterias para armazenamento próprio ou interligar os geradores com a rede pública. Essa nova opção só é possível desde 2012, após uma resolução da Aneel. Somente três anos depois, uma nova resolução permitiu a geração comunitária em prédios e condomínios, o autoconsumo remoto e a geração compartilhada.

Na prática, um condomínio pode ter um sistema conjunto entre os moradores, as pessoas podem gerar a energia em um ponto e consumir em outro ou ainda formar uma cooperativa para financiar o equipamento e repartir a carga gerada.

No entanto, segundo o empresário Bias Augusto Daré, que tem uma fábrica de inversores de energia gerada por placas solares, em São Paulo, o mercado consumidor ainda é restrito às classes A e B.

Ele alerta que ‘o que pesa hoje no país é a falta de um sistema de financiamento, como você tem em outros países. Com isso, você dilui o custo no tempo. Quem está colocando hoje no Sudeste? Quem é de classe mais alta, por uma questão de poder pegar o dinheiro sem financiamento e usar’.

Até julho deste ano, o Brasil tinha 4.432 pontos de microgeração de energia solar fotovoltaica, segundo a Aneel. Levando em conta a geração por estado, Minas Gerais lidera o ranking, com 973 pontos de microgeração. Em seguida, aparecem São Paulo, com 611, Rio Grande do Sul, com 477, e Rio de Janeiro, com 435. Na contramão, Amazonas e Mato Grosso têm apenas dois pontos de microgeração.

A liderança mineira foi motivada pelo fato de o estado ter sido pioneiro na isenção do ICMS, além de também ter estabelecido uma política estadual de incentivo, ainda em 2013. O estado também tem índices de incidência solar parecidos com os estados do Nordeste.

Segundo o membro do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp Ennio Peres da Silva, a consciência ambiental está entre os principais motivos que levam à instalação de placas solares. No entanto, a economia na conta de luz e o medo de ficar sem energia elétrica em caso de apagão ainda são pontos fortes para os consumidores.

O especialista lembra que ‘aquela ameaça de faltar energia levou as pessoas a buscar alternativas. Então, houve um pânico. O que a gente já observou em outras crises é que as pessoas agem mais por medo da falta do que por medo do aumento (da conta de luz)’.

Segundo a Aneel, Acre e Roraima são os únicos estados que não têm nenhum ponto de microgeração de energia solar.

OS CINCO ESTADOS QUE MAIS TÊM MICROGERADORES (Fonte: Aneel)

1º – Minas Gerais (973)

2º – São Paulo (611)

3º – Rio Grande do Sul (477)

4º – Rio de Janeiro (435)

5º – Paraná (370)

 

Fonte: CBN |Pedro Henriques

Energia eólica já atinge 10 mil MW capacidade instalada no Brasil

Esta foi a fonte energética que mais cresceu em 2015 no país

Em que pese a crise econômica que atinge o país, os ventos continuam soprando forte. O Brasil atingiu, na semana passada, 10 mil megawatts (MW) de capacidade instalada de energia eólica. Para se ter uma ideia desse volume de energia, a usina hidrelétrica de Belo Monte terá 11 mil MW de capacidade instalada.

Essa energia toda está instalada em 400 parques e mais de 5.300 aerogeradores e outras 5.200 turbinas. a informação foi dada nesta terça-feira pela presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Élbia Melo, durante o Brazil Wind Power, no Rio de Janeiro.

— Muitas pás, muitas turbinas, R$ 50 bilhões de investimentos. Mas, em breve, já estaremos comemorando 20 mil MW, porque já estamos construindo mais ou menos 9.000 MW neste momento. Muito em breve a fonte eólica será a segunda fonte de energia da matriz elétrica nacional — destacou Élbia.

Com essa capacidade instalada, a energia eólica já representa 7% da matriz de energia elétrica do país. . Segundo a Abeólica, no ano passado, a energia eólica abasteceu mensalmente uma população equivalente a todo o sul do país e gerou 41 mil postos de trabalho.

Nos últimos anos os investimentos feitos pelas empresas da cadeia produtiva de energia eólica, já 80% nacionalizada, foi de R$ 48 bilhões. Nos últimos dias na Região Nordeste, onde o consumo total é de 9.711 MW médios, a geração de energia eólica, superior a 4.157 MW médios, já supera a geração de hidreletricidade, que é de 2.415 MW — o restante é energia térmica e transferências da Região Sudeste para a Nordeste.

Segundo a Abeeólica, de 1998 até hoje, já foram investidos cerca de R$ 60 bilhões. Em 2015, a energia eólica foi a fonte de energia que mais cresceu na matriz elétrica brasileira, responsável pela participação de 39,3% na expansão, seguida pela energia hidrelétrica (35,1%) e termelétrica (25,6%).

De acordo com Rita Burnay, especialista em renováveis em Portugal da consultoria canadense CGI, que está participando do evento, destacou que as fontes renováveis deverão manter uma taxa de crescimento entre 7% e 8% na Europa.

Mas a executiva disse que o maior crescimento dessas fontes, principalmente da eólica e da solar deverá acontecer agora no Brasil, na China e nos Estados Unidos.

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— Acredito que a solar vai se desenvolver mais agora. Agora existem formas de conjugar a eólica com a solar , na qual a solar fica junto com a eólica podendo se fazer sinergia, aproveitando as infraestruturas que já estão lá pela eólica — destacou a executiva.

Rita afirma que já está se estudando a possibilidade de instalar placas fotovoltaicas nas regiões onde já estão instalados os parques eólicos na região do do Nordeste como em Fortaleza, onde já possuem infraestrutura das eólicas.

Ela lembrou que alguns países já começaram a pesquisar a possibilidade de construir uma bateria na qual pode ser carregada com o remanescente da energia produzida pela eólica. Com isso poderia se usar essa energia quando não tem vento.

Fonte: Ramona Ordoñez |O Globo