Produção de gás natural atinge recorde histórico de 103,5 milhões m³/dia

Segundo o Boletim de Acompanhamento da Indústria e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, a produção de gás natural, no mês de junho, atingiu o recorde histórico com a marca de 103,5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 3,6% na comparação com o mês anterior e de 8,3% em relação ao mesmo mês de 2015. No mesmo período, a demanda total no mês aumentou 8%, fechando em 78,3 milhões de m³/dia, enquanto a oferta nacional permaneceu estável e acima de 50 milhões de m³/dia.

O desenvolvimento do mercado brasileiro de gás natural é uma das prioridades do MME, que prevê através do “Gás para Crescer”, medidas efetivas de aprimoramento das normas do setor visando um mercado com diversidades de agentes, competitividade e que contribua para o crescimento do país.

O mês de junho também registrou bons números na matriz de oferta interna de energia elétrica brasileira, com predominância para energias renováveis que representam quase 83% da matriz. Entre as fontes, a hidráulica é que mais se destaca com 69,8% de participação, seguida por biomassa com 8,6% e eólica com 4,5%. A estimativa para 2016 é que as renováveis venham a contribuir com 43,6%, indicador superior aos 41,2% verificados em 2015.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

Leilão de contrato de energia para 2019 será cancelado, diz ministério

O Ministério de Minas e Energia (MME) vai cancelar o leilão do tipo “A-3”, que negocia contratos para início de fornecimento em três anos (2019), previsto para este segundo semestre. A pasta não informou o motivo, mas tudo indica que o cancelamento do certame será motivado pela falta de demanda das distribuidoras.

“O leilão A-3, previsto para este ano conforme a portaria número 389/2016 deverá ser cancelado com a publicação de um ato do ministro”, informou o MME em nota ao Valor.

Caso o A-3 seja de fato cancelado, o governo deverá realizar apenas dois leilões de energia de reserva (LER) no segundo semestre. O primeiro está marcado para 23 de setembro e negociará contratos de projetos de pequenas e micro hidrelétricas. O segundo, previsto para 16 de dezembro, incluirá projetos de energia eólica e solar.

Ainda com relação ao cenário de sobrecontratação das distribuidoras, o MME também pretende abrir oportunidade para que os investidores donos de projetos contratados nos leilões de energia de reserva já realizados possam pedir o cancelamento dos contratos, mediante punições legais contratuais.

“Com o objetivo de beneficiar os consumidores do país em um cenário de sobrecontratação e alinhar cada vez mais os dados teóricos com a realidade física da energia no país, será aberta a oportunidade de que os empreendedores que desejarem, das mais diversas fontes contratadas em leilões de reserva, possam pedir a descontratação voluntária dessa energia, mediante punições legais contratuais”, completou o MME.

De acordo com a pasta, os mecanismos e detalhes para o cancelamento dos contratos dos leilões de reserva ainda estão em estudo e serão analisados entre os diversos órgãos, nas suas competências. Na prática, a questão das punições será tratada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico

Contratos de energia solar no Brasil poderão ser ampliados para 30 anos

O secretário de Planejamento e Política Energética do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, afirmou nesta terça-feira, 23 de agosto, que o governo estuda ampliar de 20 para 30 anos os prazos dos contratos de fonte solar. O anúncio feito durante a Intersolar, em São Paulo, foi bem recebido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo Rodrigo Lopes Sauaia, presidente executivo da entidade, essa mudança vai tornar a energia solar mais competitiva, reduzindo o preço médio de contratação da energia nos leilões e melhorando o retorno sobre o investimento.

Isso seria possível, explicou Sauaia, porque o financiamento do BNDES poderia ser alongado de 16 para 20 anos. “Isso ajuda a reduzir os custos financeiros”, disse. O segundo ponto é que um contrato mais longo permite que o empreendedor oferte energia a um preço menor no leilão e, de quebra, melhore o retorno sobre os empreendimentos. “Por conta desde dois fatores, a mudança de prazo é um sinal muito positivo…É uma mudança muito objetiva, um aprimoramento fácil de ser realizado”, avaliou Sauaia.

MME estuda desonerar cadeia tributária da indústria solar

O Ministério de Minas e Energia está elaborando uma proposta de desoneração tributária que pode acelerar o desenvolvimento da indústria fotovoltaica no Brasil. Hoje a tributação que incide sobre os insumos e maquinários produzidos no país faz que com o painel solar nacional seja até 30% mais caro que o produto acabado importado, desestimulando a produção local e a vinda de novas empresas.

Segundo o secretário de Planejamento e Política Energética do MME, Eduardo Azevedo, estão em estudo duas propostas: ou incluir os insumos e maquinários do setor fotovoltaico no atual Padis ou criar um segundo Padis específico para o setor solar. A ideia é que a desoneração seja implementada ainda este ano. “Sabemos que quando se mexe com arrecadação, mesmo que ainda não esteja acontecendo, isso é algo que tem que ser visto com calma”, ponderou o representante do governo, que falou com jornalistas nesta terça-feira, 23 de agosto, em São Paulo.

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) é um conjunto de incentivos federais estabelecidos com o objetivo de contribuir para a atração de investimento e ampliação da cadeia existente. O Padis trabalha redução da alíquota de IPI, PIS e Cofins sobre insumos produtivos e maquinários, e na redução de imposto de renda da pessoa jurídica.

Hoje o governo brasileiro tem o desafio de atrair a indústria fotovoltaica para o país. O primeiro passo já foi dado com a realização de leilões regulares para a contratação da fonte. Para que os projetos saiam do papel, contudo, são necessárias fontes de financiamento. O BNDES exige para a liberação de recursos que o empreendedor compre equipamentos nacionais. Ocorre que, por conta da carga tributária, o equipamento nacional não tem competitividade para disputar com o importado. Reflexo disso é o aumento das importações desses produtos e o atraso na instalação da indústria solar brasileira.

O presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, explicou que 90% dos custos de uma indústria solar são gastos com os insumos produtivos. “Se o seu insumo produtivo é tributado, a sua competitividade é afetada pela vida útil da fábrica e isso vai ser refletido no preço final dos equipamentos. Esse ajuste é fundamental para trazer a competitividade para os fabricantes [nacionais], principalmente porque o Brasil está inserido num mundo cada vez mais globalizado, em que a fabricação vai ter uma competição recorrente [de fora].”

Azevedo disse que o ministério também trabalha em outras frentes para trazer “isonomia tributária” para o setor fotovoltaico na compra dos equipamentos. De acordo com Sauaia, essa medida adicional poderia reduzir em mais 10% o custo de compra dos módulos, que somada a redução de 30% esperada pelo Padis, colocaria o equipamento nacional em condições de competir com o importado, desenvolvendo a indústria local e criando empregos de qualidade.

Fonte: Canal Energia | Wagner Freire

CCEE: capacidade eólica no Brasil cresce 113% em 12 meses

Entrada em operação de projetos vencedores de leilões em 2009 e 2010 impulsionaram marca

27.04.2015, Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

A capacidade instalada das usinas eólicas em operação no Brasil teve um aumento de 113% nos últimos 12 meses, passando de 2.758 MW para 5.861 MW entre março de 2014 e o mesmo mês de 2015. Os dados prévios da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica apontam ainda que a geração de energia pelas usinas eólicas em março deste ano, cerca de 1.384 MW médios, representou montante 120% superior aos registros do mesmo período do ano passado.

O crescimento da capacidade eólica, de 3.103 MW, é explicado pela entrada em operação, ao longo do período, de usinas viabilizadas no 2º Leilão de Energia de Reserva, realizado em 2009, no 2º Leilão de Fontes Alternativas de 2010 e no 12º Leilão de Energia Nova de 2011, além de parques com entrega no Ambiente de Contratação Livre e do aumento na potência de empreendimentos existentes. Hoje, a matriz energética brasileira conta com 233 usinas eólicas em operação comercial, 121 a mais do que no ano anterior.

Dados do Conselho Global de Energia Eólica apontam o Brasil, ao lado de China, Alemanha e Estados Unidos na lista dos países com maior incremento na capacidade instalada de energia eólica no mundo em 2014.
A maior geração por estado, segundo a prévia de medição, foi a do Rio Grande do Norte, com o registro de 436 MW médios. Em seguida aparece a Bahia, com 332 MW médios; Rio Grande do Sul, com 283 MW médios e o Ceará, com 220 MW médios. Em capacidade instalada, o ranking também é liderado pelo Rio Grande do Norte, com 1.909 MW; Ceará, com 1.302 MW; Rio Grande do Sul, com 1.145 MW; Bahia, com 959 MW, e Santa Catarina, com 224 MW.

O aumento da capacidade instalada nos últimos 12 meses foi concentrado principalmente no Nordeste, com entrada de 2.555 MW em capacidade na região, que alcançou 4.453 MW instalados. O montante representa 75% da capacidade total de usinas eólicas do país.

Sindicato patronal quer manter bom ambiente de investimentos eólicos no RN

Seern quer aproveitar liderança no estado na fonte para que ele sirva de referência

06.05.2015, Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Notícia Exclusiva

A situação especial que o Rio Grande do Norte apresenta, com 2 GW de capacidade eólica instalada, fez com que os agentes empresariais do estado efetivassem o Sindicato das Empresas Operadoras, Geradoras, de Transmissão, Comercialização e Distribuição do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte. Criado em 2012 e efetivado este ano, o SEERN vem com a missão de preservar o bom ambiente de investimentos do setor no estado. De acordo com Jean-Paul Prates, presidente do sindicato, a intenção é manter o Rio Grande do Norte na vanguarda dos bons resultados obtidos até hoje. Ele prega a integração entre os empresários potiguares do setor, em busca do crescimento sustentável. “O sindicato está capacitado para integrar o mundo empresarial e obviamente defender os interesses da indústria do estado”, explica.

A ideia é que como o estado tem largado na frente com a fonte eólica desde quando ela foi oferecida em leilões, ele deve ser visto como parâmetro. Mesmo sendo economicamente um estado pequeno, no que diz respeito a energia eólica o retrato se inverte. Cerca de 80% da matriz do estado é de energia dos ventos, maior que a de muitas regiões do mundo. “O que acontece lá pode acontecer em outros estados, tanto o que de ser evitado como o que pode ser aprimorado”, revela

Prates conta que o sindicato já foi apresentado em reunião ao governador Robinson Faria (PSD), já que no governo estadual estão os pleitos mais próximos do Seern. Questões envolvendo licenciamento ambiental, como a possibilidade de agilização e tramitação de projetos estão na pauta de pleitos do Seern. Prates também quer um levantamento de áreas que estejam predispostas para receber empreendimentos de outras fontes e as que não estejam.

Outros temas de interesse do setor também foram relacionados na reunião, como a atualização dos atlas eólico e offshore do estado, uma cartilha de investidor da região, além de projetos para irrigação em comunidades rurais por meio de fontes renováveis.

Ele conta que o sindicato também será apresentado ao Ministério de Minas e Energia. O sindicato será composto por empresas que atuam na área de geração, transmissão e distribuição de energia, bem com os fornecedores vinculados. Empresas que participam da cadeia energética, mas que já tenham representatividade, como as construtoras, não deverão se filiar ao sindicato.

Brasil ainda segue entre os dez países que mais investem em energia limpa

Ranking foi apontado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

07.05.2015, Fonte: Por Caroline M., da Energia Nordeste

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) apontou que o Brasil ainda segue entre os dez países que mais investem em energia limpa. O relatório apresentado pelo programa ainda mostra que os investimentos globais em energias limpas aumentaram 17% em 2014 – US$ 270 bilhões ano passado, contra US$ 232 bilhões em 2013.

Apesar do Brasil ainda figurar entre os países que mais investem em energia limpa e renovável, países como a China e Japão puxaram o aumento dos investimentos através de instalações solares.

O programa aponta que a China foi uma das maiores investidoras em energia renovável do ano passado com um recorde de US$ 83 bilhões, aumento de quase 40% em relação a 2013. Os Estados Unidos vem em segundo lugar, com US$ 38,8 bilhões em investimentos, e em terceiro, o Japão, com US$ 35 bilhões e crescimento de 10%. O Brasil ocupa o 7º lugar com US$ 7,6 bilhões em investimentos.

O documento ainda afirma que o mercado em 2014 foi dominado por investimentos recordes em energia solar e eólica, que representaram 92% do total de energias renováveis.

CPFL Renováveis assina carta aberta do Fórum Clima

Com sustentabilidade em seu DNA, companhia enxerga a ação como essencial para o Brasil ampliar sua participação na agenda climática mundial

13.08.2015, Fonte: RP1 Comunicação

A CPFL Renováveis, maior empresa de energia renovável do Brasil, participa nesta quinta-feira (13) da assinatura da Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas 2015, do Fórum Clima, organizado pelo Instituto Ethos. O documento tem como objetivo renovar e ampliar os compromissos assumidos na Carta Aberta de 2009 e apresentar ao governo brasileiro propostas consistentes para que o País assuma um papel de liderança na negociação climática mundial.

“A companhia traz a preocupação com a mudança do clima em seu DNA e a geração de energia a partir de fontes renováveis é peça fundamental nessa discussão”, afirma Andre Dorf, presidente da CPFL Renováveis. Um dos objetivos da carta é o estabelecimento de metas para o crescimento das fontes de energia solar, eólica, hídrica e a biomassa. A expansão da matriz elétrica baseada em energias renováveis contribui positivamente para mitigar as mudanças globais do clima ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Dentre as metas apresentadas no documento estão a redução nas emissões de gases de efeito-estufa (GEE), a ampliação das fontes renováveis para que represente 50% da matriz energética brasileira em 2030, o aumento da eficiência energética, precificação da compra do carbono, universalização do acesso e uso de energia proveniente de fontes renováveis, adaptação à mudança do clima e publicação anual do inventário das emissões de GEE.

A carta também propõe o incentivo à inovação e à tecnologia para processos produtivos mais eficientes, o acesso a capital para economia de baixo carbono, estabelecimento de um sistema nacional de controle de emissões e estímulo à mitigação e adaptação à mudança do clima nas cidades brasileiras.

Em âmbito mundial, está a defesa da inclusão de um limite de emissões globais de GEE em longo prazo que permita zerar as emissões líquidas globais até 2050, criação de um mecanismo multilateral de precificação de carbono, remuneração pela manutenção e recuperação das florestas e a publicação da Contribuição Nacionalmente Determinada (INDC) contendo metas de redução ou limites específicos de emissões para o período pós-2020.

Sobre a CPFL Renováveis

Maior empresa do Brasil no segmento de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, a CPFL Energias Renováveis S.A. (CPRE3) tem um portfólio de 81 empreendimentos de geração nas quatro fontes: pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), parques eólicos, usinas termelétricas a biomassa e usina solar, tecnologia em que foi pioneira no Estado de São Paulo, que em abril de 2015, totalizavam uma capacidade de geração de 1,8 GW. A CPFL Renováveis tem ações listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa, o mais alto segmento de governança corporativa desde 2013.

Foto: revistagloborural.globo.com

Pequenos negócios recorrem à energia solar com financiamento subsidiado

Desde 2013, o número de edifícios com painéis solares cresceu quase dez vezes, segundo a Aneel

17.08.2015, Fonte: FELIPE GUTIERREZ | Folha de São Paulo

Nos últimos 12 meses, o custo da energia ficou 60% mais caro no Brasil, segundo o IBGE. Mas a conta do hotel para cachorros Vila dos Cães, em Santana do Parnaíba, passou de R$ 1.300 por mês para apenas R$ 210.

O alívio foi resultado dos painéis solares instalados no início do ano.

O diretor da hospedagem, Walter Marquart, 52, conta que os aparelhos para secar os cachorros gastam muita energia e, temendo uma alta da tarifa de luz, decidiu investir na fonte alternativa.

Desde 2013, o número de edifícios com painéis solares cresceu quase dez vezes, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A previsão da associação do setor, a Absolar, é que o número chegue a mais de 1.000 até o fim do ano.

A maioria das instalações, cerca de 71%, está em edifícios residenciais. Mas bancos oferecem linhas de crédito subsidiado para pequenas empresas comprarem tecnologia que possibilite captar a irradiação solar.

A instalação na Vila dos Cães saiu por R$ 80 mil, mas os donos só desembolsaram R$ 14 mil.

O resto foi subsidiado por uma linha de crédito do Banco do Brasil a juros menores por se tratar de um projeto que reduz o impacto ambiental do negócio.

Em São Paulo, a agência estadual Desenvolve SP também oferece crédito subsidiado para esse fim.

O presidente da agência, Milton Luiz de Melo Santos, afirma que, além de interessados em gerar energia, ele negocia com cinco empresas a instalação de fábricas de painéis solares.

Já o Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo) tem planos para criar centrais de captação para fornecer energia para seus associados.

O projeto prevê que um fundo de investimentos faça aportes para custear a instalação das placas.

Foto: Zé Carlos Barreta/Folhapress

Leilão de Energia – RN e BA não contratam

Mesmo com o fraco desempenho, o RN segue como primeiro colocado no ranking estadual de capacidade de produção de energia eólica

21.08.2015, Fonte: CERNE / SEERN Press

Os resultados do 22º Leilão de Energia Nova (22 LEN), realizado nesta sexta-feira, trouxeram novidades somente para os Estados do Ceará, Maranhão e Piauí, no tocante à energia eólica. 19 parques eólicos foram contratados, totalizando 538,8 MW de capacidade de produção.
Rio Grande do Norte e Bahia não contrataram nenhum projeto, o que garante a manutenção do território potiguar como primeiro colocado no ranking estadual de capacidade de produção de energia eólica (considerando os números totais = parques em operação, em construção e contratados).

O Diretor Setorial de Energia Eólica do CERNE, Milton Pinto, explicou que o resultado é reflexo das reclamações das empresas do setor às vésperas do certame, sobre preços teto apertados frente aos custos crescentes. O valor registrado foi de R$184 por MWh, enquanto o esperado pelo setor era de R$210 por MWh. “O resultado do leilão traduz um pouco o sentimento que havia no setor, que diante dos custos envolvidos, julgou o preço teto um tanto baixo”, afirma Pinto. O diretor ressaltou também que outro fator bastante influente nesse resultado foi o prazo do leilão 22 LEN. “Sendo este um leilão A-3, que na prática é quase um A-2, e tendo pela frente o próximo leilão que será A-5 (em Novembro/2015), entende-se um pouco o recuo dos empreendedores”, disse.

Veja abaixo o quadro da projeção para os dados atuais após o resultado do Leilão:

Leilão 22 LEN em 21/08/2015
Ceará2×18.9 + 2×29,70 = 97,2 MW
Maranhão7 x 30 = 210 MW
Piauí22 + 3×30 + 4×29,9 = 231,6 MW
Total19 Parques eólicos e 538,8 MW

Ver matéria original em: http://cerne.org.br/pt-BR/noticias/leilao-de-energia-rn-e-ba-nao-contratam

Gás Natural – atividade tem de ser revitalizada

Reportagem especial publicada pela edição de domingo da Tribuna do Norte, mostra a trajetória descendente do gás natural no RN e as alternativas apontadas para a retomada na produção.

23.08.2015, Fonte: Tribuna do Norte – Fernando Domingo

A queda de 75% na produção de gás natural, entre os anos de 2000 e 2014, disponibilizado para refino, processamento e venda, assim como a diminuição do volume extraído dos reservatórios do Estado que, no mesmo período, registrou retração de 82,25%, são reflexos de anos de atividade exploratória e da volatilidade do produto. A solução, segundo entidades do setor, seria uma revitalização total da atividade na região potiguar.

As mudanças, inclusive, podem ser incentivadas pela 13ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás, que acontecerá no dia 07/10, no Rio de Janeiro, e ofertará 71 blocos de exploração na bacia potiguar – todos em terra. A opinião é do economista, mestre em Economia da Energia pelo Instituto Francês do Petróleo e presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates.

“O Rio Grande do Norte tem esse problema da produção de gás declinante. Na época da criação do Progás, por exemplo, a nossa produção era quatro vezes maior. E isso não tem relação com Governo do Estado, gestão local, nada disso. Uma bacia madura que está produzindo há mais de 30 anos, tem como tendência reduzir primeiro o gás”, explicou Jean-Paul Prates.

E acrescentou: “Além disso, a maior parte dos investimentos que são feitos na bacia potiguar para revitalização destes poços antigos, são feitos para produzir óleo, principalmente. O gás, então, acaba vindo acessoriamente. Exceto nos casos de campos exclusivamente de produção de gás natural, o não associado. Mas, no Brasil, em geral, a tendência é sempre de gás associado”. Em grandes bacias para exploração de petróleo e gás natural, como a de Campos, na costa Norte do Rio de Janeiro, por exemplo, parte do gás produzido é queimado ainda na plataforma, para auxiliar a alta produção petrolífera. No caso do Rio Grande do Norte, porém, isto acontece de forma reduzida, em virtude da produção ser voltada ao mercado e a venda do produto.

Para Jean-Paul Prates, a queda produtiva do Rio Grande do Norte, “que já é um fato”, foi um dos “fatores determinantes” para emperrar as negociações de renovação do Progás durante este ano, entre o Governo do Estado e a Petrobras. A petrolífera também cobrava uma dívida de R$ 190 milhões, causada por atrasos em abatimentos das taxas de licenças ambientais, que financiavam o programa.

“Não é outra razão pelo qual o Progás teve dificuldades para ser negociado. Não há mais gás suficiente no Rio Grande do Norte, como havia antes, para se fazer a farra do gás incentivado. É preciso acoplar outros elementos neste incentivo para que esse gás possa ser ofertado nas condições que tinha antes”, afirmou Jean-Paul Prates, que declarou ainda “não estar a par de como foi feita a reconfiguração do programa [migrando para o RN Gás], mas que ele precisava de uma reconfiguração completa”.

A opinião é compartilhada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiern), Amaro Sales, que reiterou a importância do incentivo de gás natural. “Se o Governo não tivesse tomado essa decisão, de bancar o RN Gás+, as empresas seriam fortemente afetadas. E, mesmo com o setor petrolífero passando por um momento não muito atrativo, existe esse novo cenário, com o repasse de áreas para a iniciativa privada, nos leilões”, pontuou.

Leia a matéria completa em: http://tribunadonorte.com.br/noticia/a-atividade-tem-de-ser-revitalizadaa/322452