#Trashtag Challenge: o desafio online que está levando internautas a recolherem lixo em locais públicos

Milhares de pessoas em vários países têm aderido ao Trashtag Challenge e limpado praias, parques e estradas tomadas por lixo ao redor do mundo; para especialista, iniciativa é positiva, mas é preciso ‘fechar torneira do plástico’.

Não é sempre que uma hashtag viraliza para além das redes sociais.

Mas um desafio online que estimula participantes a recolher lixo de locais públicos tem levado dezenas de milhares de pessoas a fazer exatamente isso.

No chamado “Trashtag Challenge” – algo como hashtag “Desafio do Lixo”, em português – os participantes escolhem um lugar poluído, limpam esse local e postam fotos mostrando o antes e o depois.

A iniciativa tem ajudado a mudar o cenário em praias, parques e estradas e também a conscientizar sobre a quantidade de lixo plástico que produzimos.

Como surgiu o Trashtag Challenge

O Trashtag Challenge não é um desafio novo. Foi criado em 2015 pela fabricante de produtos de camping UCO Gear, como parte de uma campanha para proteger áreas silvestres.

Mas foi com um post publicado na semana passada no Facebook, voltado a “adolescentes entediados”, que aparentemente a ideia ganhou novo fôlego e a hashtag acabou viralizando.

“Aqui está um novo #desafio para vocês, adolescentes entediados. Tire uma foto de uma área que precise de alguma limpeza ou manutenção, depois tire uma foto mostrando o que fez em relação a isso e poste a imagem. Aqui estão as pessoas fazendo isso #BasuraChallenge #trashtag Challenge, junte-se à causa. #BasuraChallengeAZ”, diz a postagem.

Na Índia, outros usuários usaram o Instagram para mostrar que também estão participando. Mais de 25 mil postagens apareceram na rede social com a hashtag #trashtag – variações incluíam #trashtagchallenge e #trashchallenge.

Em espanhol, ela foi traduzida como #BasuraChallenge.

“Aqui estamos. Com uma pequena contribuição para o meio ambiente… Nós tentamos recolher parte do plástico que a população local jogou em Laldhori, Junagadh, uma das áreas mais bonitas de Girnar (na Índia)”, disse um dos que aderiram.

“É nosso humilde dever manter o MEIO AMBIENTE LIMPO E VERDE e LIVRE do lixo de PLÁSTICO e de outros tipos de LIXO, para que a próxima geração possa desfrutar da beleza original de GIRNAR”.

E quais serão os rumos dessa história?

“Tirar o plástico do meio ambiente é importante”, disse Mark Butler, diretor de políticas do Centro Canadense de Ação Ecológica (EAC, da sigla em inglês), ao jornal Star de Halifax.

“Mas nós precisamos fazer mais do que apenas ir atrás de quem está jogando esse lixo e mais do que limpar essas áreas. Nós precisamos fechar a torneira do plástico”, disse ele, se referindo à produção desse tipo de resíduo e acrescentando que espera que a campanha leve a mudanças fundamentais sobre plásticos descartáveis, por exemplo.

“Existe a hierarquia dos resíduos, que é recusar, reduzir, reutilizar, reciclar. Se nós não fizermos isso, tudo o que vai nos restar é ficar recolhendo o lixo sem parar.”

Fonte: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/03/13/trashtag-challenge-o-desafio-online-que-esta-levando-internautas-a-recolherem-lixo-em-locais-publicos.ghtml

Fonte:<a href=”https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/homem”>Homem foto criado por dashu83 – br.freepik.com</a>

Brasil já tem uma Itaipu em energia eólica

A energia eólica ultrapassou a marca de 14,34 GW (gigawatts) de capacidade instalada no Brasil, patamar equivalente a uma usina de Itaipu —a segunda maior hidrelétrica do mundo. Ao todo, são 568 parques eólicos, em 12 estados do país. A energia gerada nos últimos 12 meses é suficiente para abastecer 25 milhões de residências por mês, ou cerca de 75 milhões de brasileiros, segundo dados da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). A fonte tem vivido um crescimento exponencial no país desde 2009, estimulada por leilões promovidos pelo governo federal para contratar novos empreendimentos. A expansão deve continuar. Contando os empreendimentos contratados nos últimos leilões promovidos pelo governo, a projeção é que até 2024 a energia eólica atinja ao menos 18,8 GW de capacidade instalada. “No ano que vem, vamos atingir a segunda posição na matriz elétrica brasileira. Em janeiro, vamos alcançar uma participação maior do que a das usinas a biomassa, que hoje é a segunda maior fonte atrás das hidrelétricas”, afirma Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica. “A expansão eólica no Brasil é um caso de sucesso. Há dez anos, havia poucos investidores, hoje todas as grandes empresas têm investimentos em usinas eólicas”, afirma Thais Prandini, diretora-executiva da consultoria Thymos. No entanto, para além da comemoração, a marca também acende um alerta. O motivo é a característica variável das usinas eólicas, cuja geração depende do regime de ventos, que não são constantes.

Em setembro, nos dados mais recentes da ONS (Operadora Nacional do Sistema Elétrico), a geração das usinas eólicas chegou a responder por 13,98% de toda a energia gerada no sistema, um patamar recorde. No entanto, nesse mesmo mês, a fonte chegou a ocupar a parcela mínima de 1,1% na geração nacional. “Chegou o momento de se discutir mais formas de garantir a segurança energética do país”, diz Gannoum. O problema não é novo, aponta a consultoria PSR. A necessidade de um suprimento de energia que garanta o abastecimento tem sido um dos assuntos mais debatidos nos últimos anos, segundo o último relatório da empresa especializada em setor elétrico. A questão se agravou a partir do momento em que o país deixou de construir hidrelétricas sem reservatório —obras com impacto socioambiental bem maior do que as chamadas usinas a fio d’água, que estão mais sujeitas à escassez de água.

avanço de fontes como a eólica e a solar, cuja geração também sofre variações ao longo do dia ou do ano, é outro fator cada vez mais relevante para o problema. As soluções possíveis para essa questão são diversas e, hoje, são alvo de discussões acaloradas entre representantes do setor elétrico. Para Prandini, da Thymos, é importante diversificar a matriz elétrica para minimizar os riscos de cada fonte. “Uma solução seriam fazer projetos híbridos, com usinas com mais de uma fonte de energia. Ou até mesmo pensar em baterias, que hoje ainda não são viáveis economicamente, mas que são uma tecnologia importante”, diz. A PSR também aponta soluções possíveis, como alterar a operação das hidrelétricas para manter os reservatórios cheios, utilizar usinas térmicas para atender o consumo em horários de ponta, entre outras. Hoje, a principal proposta na mesa de discussão é a realização de leilões regionais para contratar usinas térmicas movidas a gás natural. O Ministério de Minas e Energia abriu uma consulta pública, no fim de outubro, para debater a proposta, que é bastante controversa no setor. Para a PSR, a proposta não resolve o problema por falhas na estruturação do leilão, que estaria gerando um custo adicional ao consumidor de energia sem necessidade. O avanço da fonte eólica também levanta outro debate: o fim de subsídios dados pelo governo federal ao setor no passado, para ajudar na consolidação da fonte no país, e que hoje não seriam mais necessários. Gannoum, da Abeeólica, concorda que chegou o momento de se rever esses benefícios, que incluem, por exemplo, isenções nas tarifas de transmissão e distribuição de energia, que acabam encarecendo a conta de luz dos consumidores. No entanto, ela defende que o fim dos subsídios se aplique a todas as fontes, e não apenas à eólica. Hoje, além do eólico, outros setores de geração ganham benefícios, como as fontes solares e a carvão.

 

Fonte: http://www.abesco.com.br/pt/novidade/brasil-ja-tem-uma-itaipu-em-energia-eolica/

CRN-Bio promove exposição arqueológica na Bahia

Peças foram resgatadas em área onde está sendo instalada uma usina de energia solar fotovoltaica da Atlas Energy, em Juazeiro. 

Disseminar o conhecimento cultural de nossos antepassados por meio de fragmentos  e artefatos históricos. Essa é a proposta da exposição arqueológica que está sendo promovida pela empresa de consultoria ambiental CRN-Bio em Juazeiro, na Bahia.

A iniciativa faz parte da Programa Integrado de Educação Patrimonial  e que deve contemplar, segundo as diretrizes de Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), tanto as ações voltadas ao fomento do conhecimento relativo aos bens arqueológicos como ao processo educativo baseado no patrimônio cultural.

A exposição foi montada com peças, artefatos e fragmentos resgatados de sítios arqueológicos em uma área onde está sendo instalada uma usina de energia solar fotovoltaica da Atlas Renewable Energy, braço de energia renovável da empresa de investimentos britânica Actis. A companhia desenvolve na região de Juazeiro e Casa Nova dois complexos de geração solar fotovoltaica: Juazeiro Solar (119 MW) e São Pedro (60 MW).

Os operários da Atlas que trabalham na instalação da planta fotovoltaica foram os primeiros a visitarem a exposição, que está sendo realizada próximo ao local de obra. “A ideia é conscientizar os colaboradores sobre a importância de se realizar resgates arqueológicos em áreas de construção de empreendimentos”, disse o arqueólogo da CRN-Bio, Lázaro Moreira.

Segundo o arqueólogo, o acervo conta com artefatos pré-históricos como cerâmicas, possivelmente datadas de 1.000 anos atrás, bem como pontas de flechas de até 5.000 anos, além de lascas e martelos rudimentares. As peças foram resgatadas na região de Araripina e Casa Nova, respectivamente. Já em Juazeiro foram encontradas louças, peças de cerâmica e vidro datadas do século 19.

Inicialmente, as peças ficarão expostas para os funcionários da Atlas, depois ficará aberta para a visitação de colaboradores da empresa responsável pela linha de transmissão que será instalada junto à usina e, em seguida, a exposição receberá estudantes de escolas e outras instituições de ensino da região.

 

 

 

Matriz do Ceará terá reforço de 325,8 MW de eólicas

A energia eólica deve adicionar à matriz energética do Ceará cerca de 325,8 MW nos próximos anos, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Estão sendo construídos no Estado mais sete parques eólicos que possuem potência de geração de 138,6 MW, enquanto já foram contratados, porém ainda não iniciados, outros oito empreendimentos totalizando 187,2 MW. O acréscimo representa um crescimento de 17% em relação à potência atual de 1.916,3 MW.

Atualmente, o Estado possui 74 parques eólicos, e com a instalação de mais 15, serão 89 empreendimentos. A potência instalada do Ceará, até junho deste ano, é a terceira maior do País, atrás do Rio Grande do Norte (3.722,45 MW) e da Bahia (2.594,54 MW). A matriz representa cerca de 47,03% do total produzido, que é de 4.074,9 MW, considerando outras fontes de energia, como Usina Termelétrica, Central Geradora Solar Fotovoltaica e Central Geradora Hidrelétrica.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o Brasil tem hoje mais de 13 GW de capacidade instalada, 520 parques eólicos e 6.600 aerogeradores em operação em 12 estados. “Em 2017, foram gerados 40,46 TWh de energia eólica ao longo do ano, um crescimento de 26,2% em relação a 2016. Essa geração representou 7,4% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional em 2017, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)”, informa a Associação.

Novos investimentos

O Ceará deve receber em breve investimentos da chinesa Goldwind, uma das maiores fábricas de aerogeradores do mundo. De acordo com o secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações da Seinfra, Adão Linhares, no início deste mês houve uma reunião em que foi apresentado o projeto da empresa em que inclui a recuperação de alguns parques eólicos de propriedade da Energimp.

“A minha participação neste encontro foi mais para encorajar e dar boas vindas aos dois empreendedores. Naturalmente a Goldwind vai se posicionar com alguma fábrica no Brasil e nós gostaríamos muito que fosse aqui no Ceará”, destacou.

A Goldwind deve oferecer soluções técnicas para os parques da Energimp no Ceará, localizados no Litoral Leste. A parceria, segundo Linhares, vai garantir estabilidade operacional aos parques, colocando em funcionamento máquinas que hoje se encontram fora de operação. “Será um investimento muito importante para o Ceará. A recuperação desses parques eólicos alavancará mais empregos e significa mais energia limpa gerada no Estado”, afirma.

Futuro

De acordo com o secretário adjunto, o futuro da energia eólica no Ceará é de crescimento. “E nós temos que aproveitar todos os potenciais. As ações e políticas de atração de investidores para a cadeia produtiva é feita pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Com relação aos parque, o Estado tem que demonstrar que este potencial é viável”.

Segundo ele, para além do litoral cearense, o Interior do Estado é um dos pontos estratégicos para o desenvolvimento do setor. “Essa demonstração de potencial no Interior, principalmente nas chapadas do Apodi e Araripe, tem mostrado que a gente tem muito a andar”.

Adão Linhares ainda afirmou que o Estado estimula a implantação de parque e cria uma atratividade para que os empreendimentos sejam instalados. “Mas precisamos trabalhar para que as linhas de transmissão estejam disponíveis. Nós trabalhamos juntamente com o governo federal para antecipar os leilões e atrair os investidores. É um papel de indutor desse processo, gerando credibilidade no mercado”, acrescentou.

Recordes

Na Região, a geração eólica tem quebrado importantes recordes, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), atendendo mais de 60% da carga em alguns dias. “O último recorde de geração foi no dia 14 de setembro de 2017, com uma geração de 6.413 MWmédio, o que representa 64% da carga do Nordeste foi atendida por geração eólica naquele dia.

Os recordes são registrados na época que chamamos de ‘safra dos ventos’, que vai mais ou menos de julho a novembro”, segundo a Abeeólica.

No que se refere ao consumo do Brasil todo, ressalta a instituição, “é importante mencionar que, em agosto, as eólicas atingiram pela primeira vez os dois dígitos na matriz daquele mês, abastecendo 10% do País na média do mês todo. Em setembro, esse valor foi de 11%”, acrescenta a Abeeólica.

Abastecimento

O total produzido mensalmente em todo o País é suficiente para abastecer mais de 22 milhões de unidades residenciais, o equivalente a cerca de 67 milhões de habitantes. “Para comparação: a energia gerada pela fonte eólica em 2017 foi capaz de fornecer energia elétrica residencial a uma população maior que a de todo o Nordeste (mais de 57 milhões de pessoas)”.

Segundo a Abeeólica, até 2023 serão mais 4,8 GW e mais de 200 novos parques eólicos, considerando os leilões já realizados. (HRN)

Fonte: Diário do Nordeste

Frota global de veículos elétricos deve triplicar em dois anos

Relatório da Agência Internacional de Energia aponta forte expansão dos veículos elétricos nos próximos anos

Carros da Tesla e modelos como o Leaf, da Nissan, devem se tornar mais populares nas ruas do mundo todo nos próximos dois anos, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

A frota global de veículos elétricos deve triplicar, para mais de 13 milhões de unidades, até o final da década, ante 3,7 milhões que estavam rodando em 2017, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (30) pela instituição, que tem sede em Paris e foi criada para aconselhar os países industrializados em políticas energéticas. As vendas podem subir 24% por ano, em média, até 2030.

Os dados ilustram a velocidade com que o sistema de transporte do mundo está mudando para combustíveis mais limpos à medida que os governos se concentram em limitar a poluição e os gases do efeito estufa. A Tesla e a Nissan têm alguns dos veículos elétricos mais vendidos atualmente, mas grandes fabricantes de automóveis, das alemãs Volkswagen e Audi à norte-americana General Motors, seguem o exemplo e já anunciaram dezenas de versões movidas a bateria de seus modelos.

“Os desenvolvimentos políticos dinâmicos que estão caracterizando o mercado de carros elétricos deverão mobilizar investimentos na produção de baterias, facilitando a redução de custos e assegurando que a produção de baterias ocorra em escalas que excedam significativamente o que foi visto até agora”, disse Pierpaolo Cazzola, analista de transportes e energia da IEA e um dos autores do relatório.

Aqui estão algumas das principais conclusões do relatório da IEA:

O governo chinês estabeleceu uma série de políticas para incentivar os veículos elétricos, parte de um esforço para reduzir a poluição do ar em cidades sufocadas pela poluição. Em 2017, o governo de Pequim estabeleceu os requisitos mínimos para montadoras nacionais na produção de veículos elétricos por meio de um sistema de negociação de crédito. Também estendeu uma redução tributária de 10% para os consumidores até 2020.

Os carros elétricos funcionam com baterias carregadas por usinas elétricas, em vez de gasolina ou diesel. Com uma estimativa de que 130 milhões de veículos leves rodando no mundo até 2030, a IEA estima que 2,57 milhões de barris de petróleo diários se tornarão desnecessários. É a quantidade que a Alemanha usa todos os dias. No ano passado, a frota global de veículos elétricos diminuiu em 380 mil barris por dia a demanda, cerca de metade do que a Bélgica consome.

A estimativa da IEA é mais forte do que a expectativa da Bloomberg New Energy Finance, de que 2,23 milhões de barris por dia sejam retirados do mercado por veículos elétricos até o final da próxima década.

A demanda por baterias deverá aumentar em 15 vezes até 2030, em grande parte impulsionada por veículos leves, como carros e vans. O crescente mercado da China deve representar metade da demanda mundial, seguido pela Europa, Índia e Estados Unidos.

Isso significa que o mundo precisa de muito mais fábricas de produção de baterias, como a Gigafactory, que o bilionário dono da Tesla, Elon Musk, está construindo no estado de Nevada, nos EUA. A fábrica leva a palavra “giga” em seu nome, que significa “bilhão”. Ela produzirá 35 gigawatts-hora (GWh) de baterias em uma área de 950 mil metros quadrados.

O desafio da matéria-prima limpa

Haverá 1,5 milhão de ônibus elétricos em uso no mundo até 2030, acima dos 370 mil do ano passado, de acordo com a IEA.

Quase 100 mil ônibus urbanos foram vendidos no ano passado, 99% deles na China. A cidade chinesa de Shenzhen lidera o grupo com uma frota de ônibus totalmente elétrica. Várias cidades da região nórdica da Europa, como Oslo, Trondheim e Gotemburgo, também têm ônibus elétricos em operação.

O cobalto e o lítio são ingredientes-chave nas baterias recarregáveis que alimentam veículos elétricos, bem como diversos eletrônicos, de smartphones a notebooks. A demanda poderia aumentar em até dez vezes, mas os avanços tecnológicos e os ajustes na química das baterias também poderão reduzir significativamente isso.

Como cerca de 60% do cobalto mundial é extraído na República Democrática do Congo, onde o trabalho infantil ainda existe, as fabricantes de baterias estão sob pressão para mostrar que seus produtos são fabricados de forma sustentável. Isso pode funcionar como um incentivo para se distanciarem das baterias fortemente dependentes de cobalto.

Fonte: Gazeta do Povo | Anna Hirtenstein | Bloomberg

Financiamento para geração de energia solar ganha novas condições

Os financiamentos para aquisição de sistemas de geração de energia solar fotovoltaicas estão com condições especiais para pessoas físicas interessadas em investir em energia renovável.

Com prazo de pagamento para até oito anos e possibilidade de financiar 100% do valor do projeto, as taxas anuais estão estimadas em 5,43% para as regiões Norte e Nordeste e 6,40% para o Centro-Oeste.

Só este ano, o Ministério da Integração Nacional já garantiu mais de R$ 3 bilhões para projetos de geração de energia solar com o objetivo de impulsionar o segmento. O anúncio foi feito pelo ministro Pádua Andrade nesta terça-feira (12).

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade que reúne a cadeia produtiva do setor, Brasil tem hoje 24.565 sistemas de mini ou microgeração distribuída, dos quais 99% deles são baseados em placas fotovoltaicas.

De acordo com pesquisa publicada pelo DataFolha, em 2016, cerca de 80% dos brasileiros querem energia solar fotovoltaica em casa, desde que tenha acesso a financiamento competitivo.

A demanda levou o Ministério da Integração Nacional a criar linhas de financiamento para os Fundos Constitucionais das regiões Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).

Além de condições atrativas para financiar, quem investir na aquisição das placas poderá até ceder o excedente para a operadora de energia e acumular créditos.

A expectativa é de que sejam realizadas, pelo menos, 10 mil operações este ano. Com a redução no orçamento familiar com o consumo de energia, a iniciativa também deverá fortalecer com fontes renováveis a matriz energética das regiões beneficiadas.

Integração do Rio São Francisco
Como as tecnologias de geração fotovoltaicas podem reduzir em larga escala os gastos com energia, o Ministério da Integração Nacional também avalia viabilizar seu uso no Projeto de Integração do Rio São Francisco.

“Cerca de 80% do custo de operação do sistema é com energia. Com apoio da Absolar, nossos técnicos estão desenvolvendo estudos de viabilidade para adotar essa tecnologia, não só no Projeto São Francisco, mas nos perímetros de irrigação mantidos pela Codevasf”, declarou o ministro Pádua Andrade.

O tema ainda foi tratado pelo ministro em reunião com membros do Ministério Público Estadual da Paraíba (MPPB), na última segunda-feira (11).

Na ocasião, foram detalhados estudos do Ministério da Integração Nacional para o uso da energia alternativa. Participaram o procurador-geral do estado, Francisco Seráphico, e o procurador de justiça Francisco Sagres.

Fonte: Ambiente Energia

Empreendimentos em transmissão crescem e atrasos diminuem

O Brasil tem hoje 399 empreendimentos de transmissão em construção, sendo que, do total, 196 estão atrasados, o que representa 49%. Em agosto, de acordo com o último levantamento realizado pela Brasil Energia, 57% de um total de 366 empreendimentos em construção, ou 210 projetos, se encontravam em atraso.

A quantidade de obras em dia aumentou quando comparado a agosto. Ao todo, 30% dos empreendimentos estão em dia contra 27% do período citado. Os projetos adiantados permaneceram na mesma proporção de 11%. O restante, 10%, não informou o andamento das obras. Em agosto, o percentual de projetos não informados era de 5%.

O prazo legal de execução das obras, segundo a Aneel, subiu em relação a agosto. Hoje o prazo é de, aproximadamente, 1.500 dias me média contra 1.300 dias do outro período analisado. Já o tempo médio de licenciamento ambiental, fator que gera alguns casos de atraso em obras, permaneceu em pouco mais de 400 dias.

Fonte: Brasil Energia | Marco Sadenberg

Em meio à seca, vento move mais de 50% da energia no Nordeste

No dia 18 de outubro, até as 18h, a energia hidráulica respondia por 62,5% da geração do Brasil, as térmicas, por 24%, e eólicas, 9,6%, segundo dados do ONS, o Operador Nacional do Sistema Elétrico. O acumulado à mesma hora, no Nordeste, revelava uma surpresa: eram as eólicas as responsáveis por mais da metade da geração (51%) na região, seguidas pelas térmicas (32%) enquanto a energia hídrica aparecia com modestos 14%. Este perfil energético único no país, provocado pela forte seca que deprime os reservatórios pelo quinto ano consecutivo e pela forte entrada de projetos eólicos na região, chamou a atenção da direção da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que observa que o Nordeste tornou-se um laboratório de introdução de energias renováveis na matriz brasileira.

“O Nordeste tornou-se um espelho do futuro do Brasil”, disse Luiz Augusto Barroso, presidente da EPE, durante o workshop “O Futuro do Setor Elétrico – segurança e flexibilidade nos contextos de Brasil e Alemanha”, no Rio.

O desenvolvimento clássico do setor, baseado em projetos de envergadura, como os 11 mil MW da usina de Belomonte, “deixam o sistema pouco robusto a atrasos”. Projetos de energias renováveis por seu lado, com algumas centenas de MW, comprometem menos o sistema e são mais acessíveis a investidores. “O futuro é renovável e temos que permitir que a regulamentação não seja obstáculo para que isso ocorra. É um salto grande de onde estamos para onde queremos chegar”, prosseguiu Barroso.

Nos últimos anos, a escassez hídrica contribuiu para modelar o perfil energético do Nordeste. “Um sistema como o nosso está adequado aos desafios do futuro?”, questionou Marcelo Prais, assessor da diretoria geral do ONS. Há grande potencial solar nas proximidades da usina de Sobradinho, na bacia do rio São Francisco, por exemplo. Da produção eólica no Nordeste, 70% está na costa, com ventos constantes, e 30% ao sul, com ventos em rajadas.

É por isso que, no Nordeste, adiantou Barroso ao Valor, estão em curso estudos sobre os impactos da mudança climática e da vazão dos rios, em cooperação com o ONS, a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Um esforço também é aprender com a experiência de países que estão na dianteira da descarbonização, como Alemanha, Espanha, Itália e Dinamarca. “Temos ainda muitos desafios na Alemanha. Podemos estar um passo adiante em algumas questões, mas ainda não temos todas as respostas”, disse Markus Steigenberger, vice-presidente da Agora Energiewende, “think tank” alemão que atua na transição energética do país.

“Se se olhar o mapa da irradiação solar na Alemanha, dá vontade de chorar. Em novembro não há Sol nem venta muito”, seguiu Steigenberger, para quem a concepção de que energia solar e eólica são intermitentes e instáveis é conceito antigo. “Acontece uma mudança de mentalidade, mesmo na Alemanha. Se antes o operador tinha que interferir no sistema apenas uma vez ao dia, hoje tem que interferir três. Mas não há problema. Aprendeu-se como fazer isso.”

Um dos pontos em debate agora na Alemanha é o fato de o país continuar dependente de carvão. O país da “Energiewende” eliminará o nuclear e impulsiona as renováveis, mas não conseguirá cumprir a meta climática de reduzir emissões em 40% até 2020, em relação a 1990. O sistema alemão é baseado no preço das diferentes fontes de energia. Por isso, o carvão, mais barato e poluente, tem prioridade sobre o gás

O mercado europeu de crédito de carbono está com preços muitos baixos (EUR 5 por tonelada de CO2) e falha na regulação, diz o especialista. O Reino Unido estabeleceu preço mínimo para o carbono (cerca de EUR 30 a tonelada de CO2) e consegue reverter a tendência. A França propõe algo similar. Mas na Alemanha, o lobby da indústria e dos sindicatos de trabalhadores do setor de carvão resiste a mudanças.

No Brasil, a mudança climática tem outros agravantes. Um deles é a quantidade de água para resfriar termelétricas em instalação, disse André Ferreira, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). Uma usina pode consumir tanta água quanto uma cidade de 100 mil habitantes. “O futuro é de baixo carbono e a questão é como vamos chegar lá”, disse Ana Toni, diretora do Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Fonte: Daniela Chiaretti | Valor Econômico

Petrobras rebaixa refinaria potiguar a ativo industrial

A Petrobras anunciou, aos trabalhadores da Unidade de Negócios do Rio Grande do Norte e Ceará (UN-RNCE) o rebaixamento da Refinaria Potiguar Clara Camarão da categoria na qual estava inserida para “Ativo Industrial de Guamaré”. A medida faz parte da reestruturação aprovada na noite da quarta-feira, 25, pelo Conselho de Administração da Petrobras. O projeto inclui áreas operacionais de exploração e produção e de refino e gás natural, o que resultará em uma economia anual estimada em R$ 35 milhões. A estatal não anunciou quais outros empreendimentos passarão por mudanças, tampouco o que será feito com a estrutura da unidade de Guamaré.

“A Refinaria Clara Camarão, do alto de suas sucessivas conquistas de aumento de capacidade, aprimoramentos técnicos, investimentos em expansão e gestão técnica e comercial especializada, deixará de ser considerada uma refinaria. Portanto, ficará totalmente excluída do Plano Estratégico e das discussões da Diretoria de Refino e Gás Natural”, declarou o presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean Paul Prates. Ele denuncia que a medida foi tomada pela estatal sem nenhum comunicado oficial ou diálogo com líderes políticos e empresarias do estado.

No mês passado, conforme publicizado pela própria Petrobras, a Refinaria Potiguar Clara Camarão bateu recorde de produção de querosene de aviação, o QAV.  Em agosto, foram produzidos 19.841 metros cúbicos do combustível. O volume é 8% superior ao recorde anterior, obtido em janeiro passado. Na ocasião, a estatal informou que a marca foi possível principalmente em função do aperfeiçoamento de processos promovido pelo Programa de Produção de Médios (diesel e QAV) e Gasolina, o Promega.

Para Jean Paul Prates, o recorde comprova a viabilidade técnica e financeira da Refinaria, a única produtora de querosene de aviação na região Nordeste.

“A Refinaria Potiguar Clara Camarão recebeu recentemente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis (ANP) a autorização para passar a processar 45 mil barris por dia de petróleo com possibilidade de expansão em curto prazo para 66 mil barris por dia de capacidade. Passou assim à frente da Refinaria de Manaus quando à capacidade de processamento. Uma conquista importante para o RN e que deveria ser comemorada como consolidação de uma jornada que pode levar à revitalização do setor de petróleo no estado, se devidamente trabalhada”, defendeu o presidente do SEERN.

Para Jean Paul Prates, o rebaixamento de categoria da Clara Camarão pode sinalizar o risco de fechamento da refinaria. “A exclusão dessa unidade dos planos regulares quanto ao parque de refino nacional implicará, cedo ou tarde, no fechamento dessa refinaria, que, acompanhado da redução e minimização da participação na Petrobras nos campos produtores ao longo do tempo, resultará na finalização gradual da presença da estatal brasileira no nosso estado”, disse. O presidente do SEERN fez um apelo para que a decisão da Petrobras seja revertida imediatamente e que seja mantido o status de refinaria.

“Permito-me sugerir ao governador do Estado e a seu secretariado que convoquem a bancada de parlamentares do Estado e encaminhem imediatamente à Presidência e à Diretoria da Petrobras pedido formal de esclarecimentos sobre os reais planos de investimento e estrutura de gestão da empresa no Rio Grande do Norte, em especial quanto à Refinaria Potiguar Clara Camarão”, declarou. O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, disse que foi informado da decisão da Petrobras e enviou comunicado ao governador Robinson Faria. “É um absurdo. A Petrobras explora nosso solo há anos e agora faz isso sem nenhum comunicado, sem abrir um canal de negociação. Iremos cobrar explicações”, disse.

Reestruturação
Segundo nota divulgada pela Petrobras com a reestruturação haverá redução aproximada de 11% no número de funções gerenciais e a continuidade do processo de reestruturação iniciado em junho de 2016, quando foram reduzidos aproximadamente 40% dos cargos gerenciais em áreas administrativas.

No processo de reestruturação na área de exploração e produção, a companhia redistribuiu, entre as unidades operacionais, os campos por tipo de reservatório, a fim de equilibrar a produção entre elas e potencializar projetos de desenvolvimento da produção.

Na Diretoria de Refino e Gás Natural, as principais alterações são a melhoria das estruturas das refinarias e fábricas de fertilizantes, preservando a segurança, a disponibilidade operacional e a eficiência. Além disso, haverá a criação de estruturas de segurança, meio ambiente e saúde e eficiência operacional no gás natural, com a melhoria das estruturas de suporte.

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte

Leilão do pré-sal arrecada R$ 6,15 bilhões, abaixo do esperado

A arrecadação com os oito blocos ofertados na 2ª e 3ª Rodadas do leilão do pré-sal ficou abaixo do que era esperado. Caso todas as áreas tivessem sido arrematadas, o governo brasileiro conseguiria R$ 7,75 bilhões em bônus de assinatura. Como não houve oferta por dois blocos, o total arrecadado ficou em R$ 6,15 bilhões.

De outro lado, a receita assegurada à União quando os blocos entrarem em operação ficou muito acima do previsto. Em um dos blocos, o consórcio liderado pela Petrobras ofereceu 80% de óleo-lucro (parcela compartilhada com a União após descontos de gastos, produção e investimentos).

Após o final do leilão, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, reiterou que o certame foi um “sucesso estrondoso”.

– Empresas que não estavam no Brasil voltaram e fizeram apostas aqui. Isso mostra a confiança que eles têm em nós.

Alem disso, Coelho Filho afirmou que o índice de óleo lucro veio muito acima do esperado, o que compensou o fato de que duas áreas não terem sido arrematas.

– De acordo com dados da ANP, a gente já esperava que o da Tartaruga não sairia. Mesmo assim os percentuais vieram muito acima do que a gente imaginava.

A disputa começou com mais de duas horas de atraso por causa de uma liminar de um juiz da 3ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Amazonas que suspendia a realização do evento. A liminar, no entanto, foi derrubada por decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargador Hilton Queiroz, após recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) em nome da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

CONFIRA QUEM ARREMATOU

SUDOESTE DE TARTARUGA VERDE

O leilão do pré-sal começou com a 2ª Rodada, de áreas unitizáveis (adjacentes a campos de petróleo que já estão em exploração). O primeiro campo a ser ofertado foi o de Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, que teve bônus fixo de R$100 milhões e óleo lucro mínimo de 12,98%. Não houve ofertas. O bloco foi reapresentado novamente ao fim da 2ª Rodada, mas não apareceram interessados.

SUL DE GATO DO MATO

O segundo campo a ser ofertado foi o de Sul de gato do Mato, na Bacia de Santos, que teve bônus fixo de R$100 milhões e óleo lucro mínimo de 11,53%. Teve apenas uma oferta. Shell ( com 80%) e a francesa Total (com 20%) apresentaram proposta em conjunto. As duas empresas já são as concessionárias do Campo Sul de Gato do Mato. O consórcio levou a área com o óleo lucro mínimo.

ENTORNO DE SAPINHOÁ

Em segundo lugar, quem apresentou oferta foi a Ouro Preto, de Rodolfo Landim. A empresa teria 70% da área. E a Petrobras ficaria com 30%. Nesse caso, o óleo lucro oferecido 21,17%.

NORTE DE CARCARÁ

O quarto campo a ser ofertado foi o de Norte de Carcará, na Bacia de Santos, que teve bônus fixo de R$ 3 bilhões e óleo lucro mínimo de 22,08%. Foram feitas duas ofertas. Quem ganhou a área foi o consórcio entre Statoil (40%), Petrogral (20%) e Exxon (40%). Ofereceram óleo lucro de 67,12%, o que significa ágio de 203,99%. A Statoil já opera o campo de Carcará em parceria com outras empresas.

O segundo envelope foi entregue pela Shell, que fez oferta sozinha. A Shell fez oferta com óleo lucro mínimo de 50,46%.

Ao fim da apresentação dos quatro lotes da 2ª Rodada, o secretário de Petróleo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, disse que o resultado surpreendeu:

— Não esperava um ágio tão elevado, de 80%. Isso mostra que a competição vale a pena. As empresas quiseram manter suas operações nos campos onde atuam.

PAU BRASIL

A 3ª Rodada começou com a oferta da área de Pau Brasil, com bônus fixo de R$1,5 bilhão e óleo lucro mínimo de 14,4%. Não houve ofertas.

PEROBA

A segunda área a ser ofertada é a de Peroba, na Bacia de Santos, com bônus fixo de R$ 2 bilhões e óleo lucro mínimo de 13,89%. A Petrobras mostrou interesse na área, que recebeu três ofertas e por isso foi até agora o mais disputado.

A vencedora foi o consórcio montado por Petrobras (40%) CNODC (20%) e BP (40%). O óleo lucro foi de 76,96%.

Outro consórcio foi Statoil (20%) com Exxon (50%). Como a Petrobras havia exercido o direito de preferência sobre a área, ela figura em todas as propostas com uma fatia de 30%. O percentual do óleo lucro ofertado pela Statoil foi de 61,07%.

O terceiro grupo foi formado pela chinesa CNOOC (20%), QPI (20%) e Shell (30%), somadas aos 30% da Petrobras. Nesse caso, o óleo lucro ofertado foi de 65,64%.

ALTO DE CABO FRIO OESTE

A terceira área a ser ofertada é a de Alto de Cabo Frio Oeste, com bônus fixo de R$ 350 milhões e óleo lucro mínimo de 22,87%. A área recebeu uma oferta. Quem levou a área foi o consórcio entre Shell (55%), QPI (25%) e CNOOC (20%). O óleo lucro oferecido foi o mínimo.

ALTO DE CABO FRIO CENTRAL

A quarta área a ser ofertada é a de Alto de Cabo Frio Central, com bônus fixo de R$ 500 milhões e óleo lucro mínimo de 21,38%. A Petrobras solicitou direito de preferência. Foram feitas duas ofertas. Quem levou a área foi o consórcio formado entre Petrobras(50%) e BP (50%). O óleo lucro oferecido foi de 75,86%. Com isso, o ágio foi de 254,8%.

A Shell (30%), QPI (20%) e CNOOC(20%) também fizeram oferta. Com isso, a Petrobras entrou automaticamente com 30%. O óleo lucro foi de 46,41%.

Fonte: O Globo