Workshop reúne contribuições para elaboração de Termo de Referência padrão para Estudos Ambientais de Complexos Eólicos Offshore

Brasília (08/07/2019) – Informações reunidas em workshop internacional realizado pelo Ibama servirão de base à elaboração de Termo de Referência (TR) padrão para Estudos Ambientais de Complexos Eólicos Offshore. O documento estará disponível para Consulta Pública em dezembro de 2019.

O Workshop Internacional sobre Avaliação de Impactos Ambientais de Complexos Eólicos Offshore, realizado nos dias 2 e 3 de junho em Brasília, reuniu cinco especialistas europeus e dezenas de atores relacionados ao setor energético no Brasil para compartilhar experiências e discutir boas práticas adotadas no Brasil e na União Europeia (UE).

Para o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Sandoval Feitosa, que compôs a mesa de abertura do evento, a geração eólica offshore ajuda a diversificar a matriz e amplia a participação de energias renováveis no setor elétrico brasileiro. “Temos ciência que para permitir a evolução sustentável dessa matriz em nosso país precisaremos de uma regulação moderna que apoie a inovação e conduza ao desenvolvimento sustentável dessa tecnologia”, disse.

O diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Jônatas Trindade, destacou a integração entre Ibama e entidades do setor elétrico, como o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com o intuito de qualificar as etapas de planejamento, regulação e licenciamento ambiental. Jônatas frisou que a equipe técnica responsável pela agenda energética no Instituto é composta por analistas de Brasília, Porto Alegre e Fortaleza, o que evidencia a capilaridade do Ibama e sua capacidade de gestão compartilhada de projetos.

A gerente de Programa da Delegação da EU no Brasil, Lise Pate, agradeceu ao Ibama a realização do workshop, financiado pela União Europeia no âmbito Iniciativa de apoio aos Diálogos Setoriais EU-Brasil. “A energia eólica marítima representa uma oportunidade futura significativa. Os recursos são estáveis, abundantes e a aceitação pública é maior. Governos e investidores estão investindo mais em projetos offshore, onde grandes reduções de custos são necessárias para alcançar competitividade. O apoio da União Europeia à investigação e à inovação está principalmente orientado para reduzir os custos e aumentar o desempenho e a confiabilidade da energia eólica offshore”, disse.

Durante o evento, o perito sênior da União Europeia (UE) Rafael Monteiro apresentou prévia de seu Estudo sobre Modelos de Avaliação de Impacto Ambiental na Europa, que será publicado na internet em setembro. O trabalho, assim como o Workshop, compõe um projeto do Ibama aprovado pela Iniciativa de apoio aos Diálogos Setoriais EU-Brasil, que também prevê missão de equipe técnica do Instituto a ser realizada na Europa. As três iniciativas integram agenda de aprimoramento do licenciamento ambiental federal de complexos eólicos offshore iniciada em 2017.

Também realizaram palestras Teresa Simões Esteves, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) de Portugal; Steven Degraer, do Royal Belgian Institute of Natural Sciences (RBINS); Juliette Leyris, da Equinor; Johannes Dimas, Energy & Project Management; Alex Thompson, do Department of Energy and Climate Change; Elisângela Medeiros, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); Marcos Fialho, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Mário González, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Sandro Yamamoto, da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABeólica); e Rodrigo Balbueno, da Biolaw Consultoria.

Fonte: https://www.ibama.gov.br/noticias/730-2019/1969-workshop-reune-contribuicoes-para-elaboracao-de-termo-de-referencia-padrao-para-estudos-ambientais-de-complexos-eolicos-offshore

Eólica já é a segunda fonte da matriz elétrica brasileira com 15 GW de capacidade instalada

Os ventos passaram a ser o segundo recurso mais utilizado no Brasil para a geração de energia elétrica e já temos 15GW de capacidade instalada. São mais de 7 mil aerogeradores, em 601 parques eólicos, em 12 estados. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 11 de abril, pela ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, instituição que reúne cerca de cem empresas da indústria eólica, incluindo fábricas de aerogeradores, de pás eólicas, operadoras de parques eólicos, investidores e diversos fornecedores da cadeia produtiva.

“Se considerarmos que a energia eólica tinha cerca de 1 GW instalado em 2011 é um feito realmente impressionante chegarmos a ocupar este lugar de destaque na matriz elétrica. Acho fundamental destacar que há diferentes formas de observar a matriz elétrica de um País e uma das possibilidades é considerar a fonte primária de geração, ou seja, qual é o recurso utilizado para a geração elétrica. Acredito que esta é uma forma de apresentação que nos dá uma visão interessante e detalhada do que estamos utilizando para produzir energia no Brasil e, neste caso, o vento é a segunda fonte do País”, explica Elbia Gannoum. Veja, abaixo, a matriz elétrica brasileira por fonte. Os valores abaixo têm como fonte dados da ANEEL. Veja, no final deste release, um quadro explicativo sobre a construção dessa matriz.

Dos 15 GW de capacidade instalada, 86% estão no Nordeste. Veja abaixo a distribuição desse montante por região:

Estado Potência (MW) Nº de parques
RN 4.066,15 151
BA 3.934,99 153
CE 2.045,46 79
RS 1.831,87 80
PI 1.638,10 60
PE 781,99 34
MA 328,80 12
SC 238,50 14
PB 157,20 15
SE 34,50 1
RJ 28,05 1
PR 2,50 1
Total 15.088,10 601

Além dos 15 GW de capacidade instalada, há outros 4,6 GW já contratados ou em construção, o que significa que, ao final de 2023, serão pelo menos 19,7 GW considerando apenas contratos já viabilizados em leilões e com outorgas do mercado livre publicadas e contratos assinados até agora. Novos leilões e novos contratos no mercado devem aumentar os números projetados consideravelmente. A evolução de capacidade instalada da energia eólica ao longo dos anos pode ser vista abaixo:

“No caso do Brasil, além deste crescimento consistente nos últimos anos, existe um fator que tem que ser destacado sempre, que é a qualidade de nossos ventos. Enquanto a média mundial do fator de capacidade está em cerca de 25%, o Fator de Capacidade médio brasileiro em 2018 foi de 42%, sendo que, no Nordeste, durante a temporada de safra dos ventos, que vai de junho a novembro, é bastante comum parques atingirem fatores de capacidade que passam dos 80%. Isso faz com que a produção dos aerogeradores instalados em solo brasileiro seja muito maior que as mesmas máquinas em outros Países. Somos abençoados não apenas pela grande quantidade de vento, mas também pela qualidade dele”, resume Elbia.

 

Segundo dados da CCEE, em 2018, foram gerados 48,4 TWh de energia elétrica, o que representou 8,6% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional no período. Em relação a 2017, foi registrado um crescimento de 14,6% na geração de energia eólica, enquanto a geração como um todo cresceu 1,5% no mesmo período. “Se quisermos trazer isso para uma compreensão mais próxima da nossa realidade, dá para dizer que o que as eólicas produziram de energia no ano passado, em média, seria o suficiente para abastecer 25,5 milhões de residências ou cerca de 80 milhões de pessoas”, explica Elbia.

 

RECORDES

 

“Daqui a uns dois meses vamos começar a ver de novo notícias de recordes de geração de energia eólica e isso começa a acontecer porque no finalzinho de maio já estaremos entrando no período que chamamos de safra dos ventos, quando os ventos estão em sua produção máxima”, avisa Elbia.

 

No ano passado, durante a Safra dos Ventos, a energia eólica chegou a atender quase 14% do Sistema Interligado Nacional – SIN[1]. O Boletim Mensal de Dados do Operador Nacional do Sistema – ONS, referente ao mês de setembro de 2018, por exemplo, mostra que, no dia 19 de setembro, uma quarta-feira, a energia eólica chegou ao percentual de 13,98% de atendimento recorde nacional na média do dia.

 

No caso específico do Nordeste, os recordes de atendimentos a carga já ultrapassam 70% em uma base diária, mas o dado mais recente de recorde da região é do dia 13 de novembro de 2018, um domingo às 09h11, quando todo o Nordeste foi atendido por energia eólica e ainda houve exportação dessa fonte, já que o volume de 8.920 MW atendou 104% daquela demanda com 86% de fator de capacidade. Nesta mesma data, além do recorde instantâneo é importante mencionar que, por um período de duas horas, o Nordeste foi abastecido em 100% por energia eólica. Vale mencionar também que, por diversos períodos, o Nordeste assume a figura de exportador de energia, uma realidade totalmente oposta ao histórico do submercado que é por natureza importador de energia.

 

CONTRATAÇÕES EM 2018 E PREVISÕES PARA 2019

 

Em 2018 foram realizados dois leilões de energia nova, denominados  A-4 e A-6. Ambos os leilões contaram com a participação da fonte eólica. No leilão A-4, realizado em 04 de abril, foram viabilizados 4 projetos (114,4 MW de potência e 33,4 MW médios de garantia física contratada), que deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2022. Já o leilão A-6, realizado em 31 de agosto, teve uma contratação mais expressiva e foram 44 projetos eólicos (1.136,30 MW de potência e 420,10 MW médios de garantia física contratada). Neste certame, as usinas devem iniciar a operação comercial a partir de 1º de janeiro de 2024. Ao todo, foram contratados 1,25 GW de capacidade instalada, em 48 parques[2], nos leilões regulados de 2018.

Vale mencionar, ainda, que também tivemos um bom ano no mercado livre, considerando que foram realizados ao menos três grandes leilões promovidos pela CEMIG (2 certames) e Casa dos Ventos destinados à comercialização de energias renováveis. “Embora os números dessas operações não tenha sido divulgado por fontes, estimamos que, de uma forma geral, as empresas de energia eólica venderam cerca de 2 GW de capacidade instalada para o mercado livre em 2018, o que demonstra que este mercado vem se expandindo consideravelmente para o setor eólico. Considerando, portanto, os contratos de leilão e a estimativa de venda no mercado livre, tivemos uma contratação estimada de 3,2 GW em 2018”, explica Elbia.

Para 2019, já há dois leilões agendados, sendo o primeiro um A-4 no dia 28 de junho e um A-6 no dia 26 de setembro.

 

“Sempre que falamos de contratações e do futuro da fonte eólica no Brasil, gosto de reiterar um conceito muito importante: nossa matriz elétrica tem a admirável qualidade de ser diversificada e assim deve continuar. Cada fonte tem seus méritos e precisamos de todas, especialmente se considerarmos que a expansão da matriz deve se dar majoritariamente por fontes renováveis. Do lado da energia eólica, o que podemos dizer é que a escolha de sua contratação faz sentido do ponto de vista técnico, social, ambiental e econômico, já que tem sido a mais competitiva nos últimos leilões”, resume Elbia Gannoum.

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE CÁLCULOS DA MATRIZ ELÉTRICAPara calcular a matriz por fonte, a ABEEólica utiliza os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, à disposição no BIG – Banco de Informações de Geração da ANEEL.

http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/Combustivel.cfm (Se você clicar em cada fonte verá detalhes específicos de cada caso).

Na matriz apresentada acima, no texto do release, nós detalhamos os fósseis por considerar que é importante sabermos que tipos de combustíveis estamos usando. Seria possível, no entanto, fazer uma matriz ainda mais detalhada, abrindo também os tipos de insumo da biomassa, ou ainda, apresentar o potencial hídrico detalhado, separando as Grandes Usinas e as Pequenas Centrais Hidrelétricas.

O fato é que não há uma única forma de se mostrar uma matriz. É importante reiterar isso.

Poderíamos, por exemplo, juntar todas as térmicas, independente do recurso utilizado como fonte primeira, e então as térmicas estariam em segundo lugar. Poderíamos, ainda, fazer uma matriz que separasse apenas o que é recurso renovável e o térmico. No caso do Brasil, por exemplo, teríamos 83,2% da matriz renovável e 16,7% térmica.

[1] O SIN atende praticamente todo o País e é constituído por quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e a maior parte da região Norte.

[2] O total se restringe à 48 parques, pois 4 parques comercializaram apenas parte de sua garantia física e, portanto, participaram dos dois leilões.

 

Fonte: http://abeeolica.org.br/noticias/eolica-ja-e-a-segunda-fonte-da-matriz-eletrica-brasileira-com-15-gw-de-capacidade-instalada/

 

Bandeira tarifária em maio é amarela

 

A bandeira tarifária em maio de 2019 será amarela, com custo de R$ 1,00 para cada 100 quilowatts-hora consumido. Maio é o mês de início da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). Embora a previsão hidrológica para o mês indique tendência de vazões próximas à média histórica, o patamar da produção hidrelétrica já reflete a diminuição das chuvas, o que eleva o risco hidrológico (GSF) e motiva o acionamento da bandeira amarela.

Diante da perspectiva de que as afluências aos principais reservatórios fiquem perto da média, o preço esperado para a energia (PLD) deve permanecer próximo ao registrado nos últimos meses. O GSF e o PLD são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada.

Criado pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Com as bandeiras, a conta de luz ficou mais transparente e o consumidor tem a melhor informação, para usar a energia elétrica de forma mais eficiente, sem desperdícios.

Com o anúncio da bandeira amarela é necessário intensificar as ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia.

Dicas de Economia de Energia

Chuveiro elétrico

·         Tomar banhos mais curtos, de até cinco minutos

·         Selecionar a temperatura morna no verão

·         verificar as potências no seu chuveiro e calcular o seu consumo

Ar condicionado

·         Não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado

·         Manter os filtros limpos

·         Diminuir ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado

·         Colocar cortinas nas janelas que recebem sol direto

Geladeira

·         Só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário

·         Regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções

·         Nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira

·         Deixar espaço para ventilação na parte de trás da geladeira e não utilizá-la para secar panos

·         Não forrar as prateleiras

·         Descongelar a geladeira e verificar as borrachas de vedação regularmente

Iluminação

·         Utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo; pintar o ambiente com cores claras

Ferro de passar

·         Juntar roupas para passar de uma só vez

·         Separar as roupas por tipo e começar por aquelas que exigem menor temperatura

·         Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outra coisa

Aparelhos em stand-by

·         Retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências

Fonte: http://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/-/asset_publisher/XGPXSqdMFHrE/content/bandeira-tarifario-maio-2019/656877?inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fwww.aneel.gov.br%2Fsala-de-imprensa-exibicao%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_XGPXSqdMFHrE%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D3

Brasileira ganha prêmio por ações contra atropelamentos de animais

A brasileira Fernanda Abra acaba de ser agraciada com o prêmio Future For Nature. A conquista reconhece a atuação da pesquisadora ao evitar atropelamentos de animais nas estradas.

Fernanda é bióloga e desenvolveu uma pesquisa sobre a avaliação de medidas para evitar o atropelamento da fauna silvestre durante um mestrado em ecologia pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB/USP). O trabalho já rendeu outras premiações internacionais como o Rufford Small Grants e o Neotropical Grassland Conservancy.

 

Desde 2014, a pesquisadora está à frente da ViaFAUNA, que presta consultoria ambiental a empresas. Entre os serviços oferecidos estão soluções para rodovias que visam diminuir o número de atropelamento de animais. Foram estas medidas que fizeram com que Fernanda fosse agraciada pelo Future For Nature.

O Brasil tem 1,720 milhões de quilômetros de estradas e as mortes de animais causadas por acidentes automobilísticos possui um grande impacto na biodiversidade.

Apesar disso, não é a intenção de Fernanda lutar contra a construção de (novas) estradas, mas minimizar seu efeito sobre a vida selvagem por meio do gerenciamento eficiente da terra. Ao projetar, localizar e adaptar as redes rodoviárias, Fernanda pretende minimizar os efeitos negativos e restabelecer a conectividade funcional e estrutural entre os habitats fragmentados por estradas“, descreve o site da premiação.

 

Além da sua atuação à frente da ViaFAUNA, Fernanda é doutoranda no Departamento de Recursos Florestais no Programa de Pós Graduação em Ecologia Aplicada na ESALQ/USP. Em julho deste ano, a bióloga irá defender sua tese sobre colisões entre veículos e mamíferos em rodovias no estado de São Paulo, onde aborda as implicações para a vida silvestre, a segurança humana e os custos para a sociedade.

fonte: https://www.hypeness.com.br/2019/03/brasileira-ganha-premio-por-acoes-contra-atropelamentos-de-animais/

Como usar o mindfulness para reduzir o estresse e melhorar seu cérebro

Vivemos na era da tecnologia e da velocidade e isso tem afetado diretamente nosso cérebro e impactando nossas vidas. Estamos dormindo mal, tendo transtornos de ansiedade e, pasmem, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 90% da população tem problemas relacionado ao estresse. Por isso, a prática do mindfulness é mais do que apenas uma moda passageira, mas se mostra necessária para que a humanidade mantenha sua sanidade mental.

 

O mindfulness é um conceito moderno que se apoia na técnica da atenção plena, através da meditação e de exercícios práticos. Professores da University of British Columbia reuniram mais de 20 estudos para entender como a prática de esvaziar a mente está afetando nossos cérebros. Não é uma questão de acreditar ou não, já que estudos mostram que oito regiões do cérebro mudam através do da prática constante.

O conceito da meditação é simplesmente incrível, porém não são todas as pessoas que conseguem atingir este estado máximo de relaxamento e concentração. Mas não se assuste, o mindfulness é uma forma mais simples e não menos eficaz de meditar, no qual a gente consegue controlar pensamentos indisciplinados. Separamos algumas técnicas simples que podem te ajudar na prática:

1. Concentre-se na respiração

A respiração possui um papel fundamental em nossas vidas e, apesar de parecer simples, muitas pessoas não ‘sabem’ respirar adequadamente. Sente-se em uma cadeira confortável com os pés apoiados no chão e passe alguns minutos sem fazer nada além de respirar lentamente para dentro e para fora. Concentre toda a sua atenção na sua respiração. Sinta o ar viajar pela boca, descendo pela traqueia e entrando nos pulmões. Então sinta seu corpo se mover enquanto empurra o ar para fora de seus pulmões.

2. Ande

Tudo o que você precisa fazer é se concentrar em cada etapa. Sinta suas pernas se moverem e seus pés baterem no chão. Concentre-se apenas no ato de andar e nas sensações de seu entorno (a brisa fresca, o sol quente ou o cachorro latindo à distância). Quando você sentir outros pensamentos entrando em sua mente, foque-se ainda mais na sensação de caminhar.

3. Sinta o seu corpo

Você nem precisa parar de fazer o que está fazendo para praticar mindfulness. Tudo o que você precisa fazer é concentrar toda a sua atenção no que está fazendo sem pensar no motivo pelo qual está fazendo, o que deve fazer em seguida ou o que deve fazer.

4. Repita várias vezes uma coisa positiva sobre você

Esta técnica funciona pelo mesmo princípio dos mantras. Uma ótima maneira de fazer isso é escolher uma mensagem curta e positiva sobre si mesmo e repeti-la repetidamente a cada inspiração, para manter sua mente no caminho certo. Uma ótima frase de escolha é “eu sou capaz”. A simplicidade mantém você ancorado no exercício e impede que outros pensamentos assumam o controle.

5. Interrompa o ciclo do estresse

Qualquer momento em que você se sentir estressado, sobrecarregado ou preso em alguma coisa é o momento perfeito para praticar a atenção plena. Simplesmente pare o que você está fazendo, deixe os pensamentos irem por um momento e pratique sua técnica de mindfulnessfavorita (respiração, caminhada ou foco nas sensações corporais).

 

Não espere até a próxima segunda-feira para começar a praticar o mindfulness. Ele não apenas impactará sua saúde, como mudará a qualidade do seu sono e diminuirá sua ansiedade e níveis de estresse. Não precisamos de muito para a prática, já que ela pode ser feita mesmo quando estamos no transporte público!

fonte: https://www.hypeness.com.br/2019/03/como-usar-o-mindfulness-para-reduzir-o-estresse-e-melhorar-seu-cerebro/

Os chimpanzés têm cultura e tradições passadas de pai pra filho. E elas estão em perigo

Se antigamente pensávamos que somente o homo sapiens era capaz de produção de cultura fina e sofisticada, hoje é mais do que sabido que os chimpanzés são capazes de verdadeiras tradições, não só desenvolvidas como repassadas entre seus pares e transformadas em hábitos refinados.

Construir ferramentas para práticas como a caça e pesca e encontrar melhorias e soluções para práticas cotidianas (como beber água espremendo musgos ou utilizando folhas como suportes) estão entre as manifestações culturais registradas pelo maior estudo já realizado a respeito da cultura desses animais. O mesmo estudo, porém, aponta com gravidade que toda essa produção cultural está em perigo.

A pesquisa, publicada na revista Science, estudou ao longo de nove anos 144 comunidades de chimpanzés em 15 países do continente africano, e afirma que onde a maior presença e pressão humana na região onde vivem tais comunidades, menor é o desenvolvimento e a conservação de suas culturas.

A ação humana, portanto, está colocando em ameaça de extinção a cultura dos chimpanzés, tão importante para melhor sabermos sobre os grandes símios e também sobre nossa própria evolução. Segundo o estudo, práticas como desmatamento e construção de estradas e edifícios realizadas próximas aos animais reduzem diretamente a produção cultural de tais comunidades.

Assistir o desaparecimento de tradições elaboradas por nossos primos mais próximos, como o uso de lanças para caças, o hábito de empilhar pedras e atira-las contra árvores, técnicas de comunicação, construir camas e abrigos, e muitos outros, é permitir o desaparecimento da mais rica fonte para entendermos nós mesmos. O estudo levantou 31 hábitos dos chimpanzés, e concluiu que tais padrões se reduziam em até 88% quando a atividade humana era próxima e intensa.

A causa está não só na degradação do habitat, na escassez de recursos naturais, mas também na própria sensibilidade e no senso territorial extremos desses animais. A pesquisa defende que os animais possam viver em sítios arqueológicos em nome da manutenção de suas vidas, mas também de suas culturas.

fonte:https://www.hypeness.com.br/2019/03/os-chimpanzes-tem-cultura-e-tradicoes-passadas-de-pai-pra-filho-e-elas-estao-em-perigo/

Relatório da ONU faz extensa revisão científica para guiar futuro do planeta até 2050

Um relatório com 740 páginas traz um panorama completo da situação do mundo atualmente em três grandes sistemas econômicos e sociais – energia, alimentação e água. Ele serve como um guia para as metas de 2030 e de 2050 e foi montado após análise extensa das pesquisas científicas mais relevantes sobre esses setores. O texto será discutido em Nairóbi, no Quênia, até a próxima sexta-feira (15), durante a 4ª Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA), maior fórum mundial para questões de meio ambiente.

Alguns dos pontos abordados no Panorama Ambiental Global (Global Environmental Outlook, GEO):

  • As análises focaram no tema “Planeta saudável, pessoas saudáveis”;
  • O GEO busca mostrar os estudos científicos que podem guiar os governos e demais interessados;
  • Com base nas informações do Panorama, as metas para 2030 e 2050 podem ser estabelecidas pelas autoridades;
  • Desde o primeiro relatório, lançado em 1997, a condição geral do meio ambiente no mundo continuou se deteriorando;
  • É fundamental: buscar a redução da degradação do ar, da água, do solo e da biodiversidade.

Estarão na UNEA: chefes de estado, ministros do Meio Ambiente, CEOs de companhias multinacionais, ONGs, ativistas ambientais e outros convidados. O ministro do Meio Ambiente no Brasil, Ricardo Salles, não comparecerá ao evento porque está em missão na Antártica para visitar o Programa Antártico Brasileiro.

O cientistas mostram o que poderá acontecer em 2050 caso nenhuma medida seja tomada pelos países, quando a população atingirá a marca de 10 bilhões de pessoas na Terra:

  • Mais pessoas viverão nas cidades: a população urbana deverá crescer 66% até 2050 – aproximadamente 90% disso irá ocorrer na África.
  • Desenvolvimento econômico tirou bilhões de pessoas da pobreza e trouxe acesso à educação e saúde na maior parte das regiões do mundo. Por outro lado, as abordagens econômicas em algumas regiões não se preocuparam com as mudanças climáticas, com a poluição e com a degradação dos sistemas naturais.
  • Essas abordagens econômicas acabaram aumentando a desigualdade entre os países – esse modelo não será o suficiente para garantir saúde, produtividade e realização para as 10 bilhões de pessoas no futuro.

As inovações tecnológicas desde a década de 1990, segundo o GEO, trouxeram mais benefícios para a vida das pessoas do que malefícios. A organização aponta que novas abordagens aliadas à tecnologia podem reduzir as consequências negativas para a saúde e dos ecossistemas. Do ponto de vista ambiental, os países que priorizarem as políticas de baixo carbono terão vantagens econômicas, segundo os estudos analisados.

Mudanças do clima

As mudanças climáticas são prioridade. Elas afetam todos os sistemas da Terra ligados à vida: ar, diversidade biológica, água potável, oceanos, solos.

“As emissões contínuas e históricas dos gases do efeito estufa comprometeram o mundo durante um período prolongado de mudanças climáticas, que estão levando ao aquecimento global do ar e do oceano, elevação do nível do mar, derretimento de geleiras, do permafrost (camada de solo permanentemente congelada) e do gelo marinho do Ártico, mudanças nos ciclos de carbono, bioquímicos e globais da água, crises de segurança alimentar, escassez de água doce”, traz o artigo.

Por isso, relatório reforça que o mundo está em vias de ultrapassar o limite de temperatura estabelecido no Acordo de Paris, feito em 2015. A ONU já havia divulgado um outro estudo em 2017 com a previsão de que as metas estabelecidas naquele ano representam um terço do que é necessário para combater o aquecimento global.

Os riscos da degradação do meio ambiente e das mudanças do clima deverão afetar mais profundamente as pessoas em situação de vulnerabilidade, particularmente mulheres e crianças em países em desenvolvimento. Boa parte das mudanças serão irreversíveis.

Poluição e espécies ameaçadas

A poluição do ar é o principal contribuinte para o aumento das doenças no mundo, liderando entre 6 milhões e 7 milhões de mortes prematuras e uma perda financeira estimada em US$ 5 trilhões todos os anos. No mundo todo, a diminuição da emissão de poluentes em determinados locais é compensada por um aumento em outras regiões.

Desde 1880, a superfície da Terra apresentou um aumento na temperatura entre 0,8ºC e 1,2ºC. Oito dos anos mais quentes da história foram registrados na última década. Se a emissão de gases continuar, as temperaturas continuarão a crescer.

Outro ponto que influenciará a saúde está relacionado às interferências negativas na biodiversidade do planeta. Segundo o relatório, a estimativa é que 60% das doenças já estejam relacionadas a isso.

A população das espécies está decaindo:

  • 42% dos invertebrados terrestres estão em risco de extinção;
  • 34% dos invertebrados aquáticos;
  • 25% dos invertebrados marinhos.

Entre 1970 e 2014, a população de espécies vertebradas diminuiu cerca de 60%. Dez em cada 14 habitats terrestres passaram por um declínio na produção de sua vegetação e quase metade dos ecossistemas têm um status desfavorável. Isso afeta diretamente a vida das pessoas, segundo o estudo, já que 70% das pessoas em situação de pobreza dependem de recursos naturais.

Oceanos

A pesca e a aquicultura geram US$ 252 bilhões (R$ 960 milhões) por ano. A pesca em pequena escala garante a subsistência de até 120 milhões de pessoas. Os peixes fornecem a mais de 3 bilhões mais de 20% de suas proteínas e nutrientes importantes para a saúde.

  • Mesmo assim, a poluição dos oceanos ainda não foi controlada.
  • Estimativas apontam que são 8 milhões de toneladas de plástico despejadas anualmente devido à má gestão dos resíduos.
  • Há um aumento da presença de microplásticos com potencial de causar efeitos adversos na saúde de todos os organismos marinhos e humanos.

O relatório apresenta, ainda, dados importantes relacionados à produção de alimentos, ao uso e direito da terra, água potável e o crescimento populacional, entre outros.

Fontes: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/03/13/relatorio-da-onu-faz-extensa-revisao-cientifica-para-guiar-futuro-do-planeta-ate-2050.ghtml

Poluição é responsável por 1 a cada 4 mortes prematuras no mundo

Relatório da ONU aponta que poluição do ar mata entre 6 e 7 milhões de pessoas por ano. Falta de acesso à água potável é responsável por 1,4 milhão de mortes nesse mesmo período.

Um quarto das mortes prematuras e das doenças que proliferam atualmente no mundo estão relacionadas à poluição e a outros danos ao meio ambiente provocados pelo homem. O alerta é feito pela ONU em um relatório sobre o estado do planeta, divulgado nesta quarta-feira (13) em Nairóbi, capital do Quênia.

O relatório, chamado de GEO (Global Environement Outlook), é resultado do trabalho de 250 cientistas de 70 países, durante seis anos. O documento utiliza uma base de dados gigantesca para calcular o impacto da poluição sobre centenas de doenças, além de listar uma série de emergências sanitárias no mundo.

Segundo o GEO, a poluição atmosférica, os produtos químicos que contaminam a água potável e a destruição acelerada dos ecossistemas vitais para bilhões de pessoas estão provocando uma espécie de epidemia mundial.

As condições ambientais “medíocres” são responsáveis por cerca de 25% das mortes prematuras e doenças no planeta. A poluição do ar mata entre 6 e 7 milhões de pessoas por ano. Já a falta de acesso à água potável mata 1,4 milhão de pessoas a cada ano devido a doenças que poderiam ser evitadas, como diarreias.

O relatório também indica que produtos químicos despejados no mar provocam efeitos negativos na saúde de várias gerações. Além disso, 3,2 bilhões de pessoas vivem em terras destruídas pela agricultura intensiva ou pelo desmatamento.

Já a utilização desenfreada de antibióticos na produção alimentar pode resultar no surgimento de bactérias ultrarresistentes, que poderiam se tornar a primeira causa de mortes prematuras até a metade do século.

Desigualdades entre Norte e Sul

O documento também revela outros problemas provocados pelas imensas desigualdades entre os países ricos e pobres. O consumo excessivo, a poluição e o desperdício alimentar no Hemisfério Norte resultam em fome, pobreza e doenças para o Sul.

“Ações urgentes e de uma amplitude sem precedentes são necessárias para pausar e inverter essa situação”, indica a conclusão do relatório. Para os autores do documento, sem uma reorganização da economia mundial em direção a uma economia sustentável, até mesmo o conceito de crescimento mundial pode ser questionado, diante da alta quantidade de mortes e custos dos tratamentos.

“A principal mensagem é que se você tem um planeta saudável, isso vai ter impacto positivo não apenas no crescimento mundial, mas na vida dos pobres, que dependem do ar puro e da água limpa”, afirma Joyeeta Gupta, vice-presidente do GEO.

Apelo pela redução de CO2

O relatório aponta, no entanto, que a situação não é irremediável e pede, sobretudo, a redução das emissões de CO2 e do uso de pesticidas. É o que prevê o Acordo de Paris de 2015, que aspira limitar o aquecimento global a +2 ºC até 2100, e se possível a +1,5 ºC, na comparação com a era pré-industrial.

No entanto, os cientistas lembram que não existe nenhum acordo internacional equivalente sobre o meio ambiente e os impactos sobre a saúde da poluição, do desmatamento e de uma cadeia alimentar industrializada são menos conhecidos.

Segundo eles, o desperdício de alimentos também precisa ser reduzido: o mundo joga no lixo um terço da comida produzida (56% nos países mais ricos).

“Em 2050, teremos que alimentar 10 bilhões de pessoas, mas isto não quer dizer que devemos dobrar a produção”, insistiu Gupta, defendendo, por exemplo, a redução do gado. “Mas isto levaria a uma mudança do modo de vida”, reconheceu.

Fontes: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/03/13/poluicao-e-responsavel-por-1-a-cada-4-mortes-prematuras-no-mundo.ghtml

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