Cancelamento do leilão de reserva é preocupante, diz GWEC

A GWEC manifestou-se preocupada com o cancelamento do leilão de reserva que seria realizado em dezembro, para contratação de energia eólica e solar, ressaltando o fato de 2016 ter sido o primeiro ano desde 2008 que não se contrata esse tipo de energia em leilões.

“A situação no Brasil é preocupante (…) embora eles ainda tenham um pipeline saudável para até os próximos dois anos”, disse o presidente da associação global da indústria eólica, Steve Sawyer, em mensagem no boletim mensal enviado pela GWEC.

Ele avalia que a indústria eólica pode aguardar uma nova rodada de leilões de energia limpa em todo o continente africano e na América Latina, o que poderia contribuir para um bloco crescente de projetos nestes mercados, classificados pela associação global como emergente.

A GWEC espera que em 2017 a China avance na redução da adoção de tarifas feed-in (como as adotadas pelo Brasil antes dos leilões de energia, no Proinfa) para a geração eólica, medida que entrará em vigor a partir do início de 2018.

Com relação à iminente posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, Sawyer destacou que o foco da indústria deve ser para a afirmação do ainda titular, Barack Obama, segundo a qual a mudança para a energia limpa é “irreversível” e que a política federal de curto prazo não poderá mudar esse quadro.

“Os EUA possuem uma quantidade recorde de usinas eólicas em construção”, ressaltou o executivo.

Fonte: Brasil Energia | Fábio Couto