Brasileira ganha prêmio por ações contra atropelamentos de animais

A brasileira Fernanda Abra acaba de ser agraciada com o prêmio Future For Nature. A conquista reconhece a atuação da pesquisadora ao evitar atropelamentos de animais nas estradas.

Fernanda é bióloga e desenvolveu uma pesquisa sobre a avaliação de medidas para evitar o atropelamento da fauna silvestre durante um mestrado em ecologia pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB/USP). O trabalho já rendeu outras premiações internacionais como o Rufford Small Grants e o Neotropical Grassland Conservancy.

 

Desde 2014, a pesquisadora está à frente da ViaFAUNA, que presta consultoria ambiental a empresas. Entre os serviços oferecidos estão soluções para rodovias que visam diminuir o número de atropelamento de animais. Foram estas medidas que fizeram com que Fernanda fosse agraciada pelo Future For Nature.

O Brasil tem 1,720 milhões de quilômetros de estradas e as mortes de animais causadas por acidentes automobilísticos possui um grande impacto na biodiversidade.

Apesar disso, não é a intenção de Fernanda lutar contra a construção de (novas) estradas, mas minimizar seu efeito sobre a vida selvagem por meio do gerenciamento eficiente da terra. Ao projetar, localizar e adaptar as redes rodoviárias, Fernanda pretende minimizar os efeitos negativos e restabelecer a conectividade funcional e estrutural entre os habitats fragmentados por estradas“, descreve o site da premiação.

 

Além da sua atuação à frente da ViaFAUNA, Fernanda é doutoranda no Departamento de Recursos Florestais no Programa de Pós Graduação em Ecologia Aplicada na ESALQ/USP. Em julho deste ano, a bióloga irá defender sua tese sobre colisões entre veículos e mamíferos em rodovias no estado de São Paulo, onde aborda as implicações para a vida silvestre, a segurança humana e os custos para a sociedade.

fonte: https://www.hypeness.com.br/2019/03/brasileira-ganha-premio-por-acoes-contra-atropelamentos-de-animais/

Como usar o mindfulness para reduzir o estresse e melhorar seu cérebro

Vivemos na era da tecnologia e da velocidade e isso tem afetado diretamente nosso cérebro e impactando nossas vidas. Estamos dormindo mal, tendo transtornos de ansiedade e, pasmem, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 90% da população tem problemas relacionado ao estresse. Por isso, a prática do mindfulness é mais do que apenas uma moda passageira, mas se mostra necessária para que a humanidade mantenha sua sanidade mental.

 

O mindfulness é um conceito moderno que se apoia na técnica da atenção plena, através da meditação e de exercícios práticos. Professores da University of British Columbia reuniram mais de 20 estudos para entender como a prática de esvaziar a mente está afetando nossos cérebros. Não é uma questão de acreditar ou não, já que estudos mostram que oito regiões do cérebro mudam através do da prática constante.

O conceito da meditação é simplesmente incrível, porém não são todas as pessoas que conseguem atingir este estado máximo de relaxamento e concentração. Mas não se assuste, o mindfulness é uma forma mais simples e não menos eficaz de meditar, no qual a gente consegue controlar pensamentos indisciplinados. Separamos algumas técnicas simples que podem te ajudar na prática:

1. Concentre-se na respiração

A respiração possui um papel fundamental em nossas vidas e, apesar de parecer simples, muitas pessoas não ‘sabem’ respirar adequadamente. Sente-se em uma cadeira confortável com os pés apoiados no chão e passe alguns minutos sem fazer nada além de respirar lentamente para dentro e para fora. Concentre toda a sua atenção na sua respiração. Sinta o ar viajar pela boca, descendo pela traqueia e entrando nos pulmões. Então sinta seu corpo se mover enquanto empurra o ar para fora de seus pulmões.

2. Ande

Tudo o que você precisa fazer é se concentrar em cada etapa. Sinta suas pernas se moverem e seus pés baterem no chão. Concentre-se apenas no ato de andar e nas sensações de seu entorno (a brisa fresca, o sol quente ou o cachorro latindo à distância). Quando você sentir outros pensamentos entrando em sua mente, foque-se ainda mais na sensação de caminhar.

3. Sinta o seu corpo

Você nem precisa parar de fazer o que está fazendo para praticar mindfulness. Tudo o que você precisa fazer é concentrar toda a sua atenção no que está fazendo sem pensar no motivo pelo qual está fazendo, o que deve fazer em seguida ou o que deve fazer.

4. Repita várias vezes uma coisa positiva sobre você

Esta técnica funciona pelo mesmo princípio dos mantras. Uma ótima maneira de fazer isso é escolher uma mensagem curta e positiva sobre si mesmo e repeti-la repetidamente a cada inspiração, para manter sua mente no caminho certo. Uma ótima frase de escolha é “eu sou capaz”. A simplicidade mantém você ancorado no exercício e impede que outros pensamentos assumam o controle.

5. Interrompa o ciclo do estresse

Qualquer momento em que você se sentir estressado, sobrecarregado ou preso em alguma coisa é o momento perfeito para praticar a atenção plena. Simplesmente pare o que você está fazendo, deixe os pensamentos irem por um momento e pratique sua técnica de mindfulnessfavorita (respiração, caminhada ou foco nas sensações corporais).

 

Não espere até a próxima segunda-feira para começar a praticar o mindfulness. Ele não apenas impactará sua saúde, como mudará a qualidade do seu sono e diminuirá sua ansiedade e níveis de estresse. Não precisamos de muito para a prática, já que ela pode ser feita mesmo quando estamos no transporte público!

fonte: https://www.hypeness.com.br/2019/03/como-usar-o-mindfulness-para-reduzir-o-estresse-e-melhorar-seu-cerebro/

Os chimpanzés têm cultura e tradições passadas de pai pra filho. E elas estão em perigo

Se antigamente pensávamos que somente o homo sapiens era capaz de produção de cultura fina e sofisticada, hoje é mais do que sabido que os chimpanzés são capazes de verdadeiras tradições, não só desenvolvidas como repassadas entre seus pares e transformadas em hábitos refinados.

Construir ferramentas para práticas como a caça e pesca e encontrar melhorias e soluções para práticas cotidianas (como beber água espremendo musgos ou utilizando folhas como suportes) estão entre as manifestações culturais registradas pelo maior estudo já realizado a respeito da cultura desses animais. O mesmo estudo, porém, aponta com gravidade que toda essa produção cultural está em perigo.

A pesquisa, publicada na revista Science, estudou ao longo de nove anos 144 comunidades de chimpanzés em 15 países do continente africano, e afirma que onde a maior presença e pressão humana na região onde vivem tais comunidades, menor é o desenvolvimento e a conservação de suas culturas.

A ação humana, portanto, está colocando em ameaça de extinção a cultura dos chimpanzés, tão importante para melhor sabermos sobre os grandes símios e também sobre nossa própria evolução. Segundo o estudo, práticas como desmatamento e construção de estradas e edifícios realizadas próximas aos animais reduzem diretamente a produção cultural de tais comunidades.

Assistir o desaparecimento de tradições elaboradas por nossos primos mais próximos, como o uso de lanças para caças, o hábito de empilhar pedras e atira-las contra árvores, técnicas de comunicação, construir camas e abrigos, e muitos outros, é permitir o desaparecimento da mais rica fonte para entendermos nós mesmos. O estudo levantou 31 hábitos dos chimpanzés, e concluiu que tais padrões se reduziam em até 88% quando a atividade humana era próxima e intensa.

A causa está não só na degradação do habitat, na escassez de recursos naturais, mas também na própria sensibilidade e no senso territorial extremos desses animais. A pesquisa defende que os animais possam viver em sítios arqueológicos em nome da manutenção de suas vidas, mas também de suas culturas.

fonte:https://www.hypeness.com.br/2019/03/os-chimpanzes-tem-cultura-e-tradicoes-passadas-de-pai-pra-filho-e-elas-estao-em-perigo/

Relatório da ONU faz extensa revisão científica para guiar futuro do planeta até 2050

Um relatório com 740 páginas traz um panorama completo da situação do mundo atualmente em três grandes sistemas econômicos e sociais – energia, alimentação e água. Ele serve como um guia para as metas de 2030 e de 2050 e foi montado após análise extensa das pesquisas científicas mais relevantes sobre esses setores. O texto será discutido em Nairóbi, no Quênia, até a próxima sexta-feira (15), durante a 4ª Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA), maior fórum mundial para questões de meio ambiente.

Alguns dos pontos abordados no Panorama Ambiental Global (Global Environmental Outlook, GEO):

  • As análises focaram no tema “Planeta saudável, pessoas saudáveis”;
  • O GEO busca mostrar os estudos científicos que podem guiar os governos e demais interessados;
  • Com base nas informações do Panorama, as metas para 2030 e 2050 podem ser estabelecidas pelas autoridades;
  • Desde o primeiro relatório, lançado em 1997, a condição geral do meio ambiente no mundo continuou se deteriorando;
  • É fundamental: buscar a redução da degradação do ar, da água, do solo e da biodiversidade.

Estarão na UNEA: chefes de estado, ministros do Meio Ambiente, CEOs de companhias multinacionais, ONGs, ativistas ambientais e outros convidados. O ministro do Meio Ambiente no Brasil, Ricardo Salles, não comparecerá ao evento porque está em missão na Antártica para visitar o Programa Antártico Brasileiro.

O cientistas mostram o que poderá acontecer em 2050 caso nenhuma medida seja tomada pelos países, quando a população atingirá a marca de 10 bilhões de pessoas na Terra:

  • Mais pessoas viverão nas cidades: a população urbana deverá crescer 66% até 2050 – aproximadamente 90% disso irá ocorrer na África.
  • Desenvolvimento econômico tirou bilhões de pessoas da pobreza e trouxe acesso à educação e saúde na maior parte das regiões do mundo. Por outro lado, as abordagens econômicas em algumas regiões não se preocuparam com as mudanças climáticas, com a poluição e com a degradação dos sistemas naturais.
  • Essas abordagens econômicas acabaram aumentando a desigualdade entre os países – esse modelo não será o suficiente para garantir saúde, produtividade e realização para as 10 bilhões de pessoas no futuro.

As inovações tecnológicas desde a década de 1990, segundo o GEO, trouxeram mais benefícios para a vida das pessoas do que malefícios. A organização aponta que novas abordagens aliadas à tecnologia podem reduzir as consequências negativas para a saúde e dos ecossistemas. Do ponto de vista ambiental, os países que priorizarem as políticas de baixo carbono terão vantagens econômicas, segundo os estudos analisados.

Mudanças do clima

As mudanças climáticas são prioridade. Elas afetam todos os sistemas da Terra ligados à vida: ar, diversidade biológica, água potável, oceanos, solos.

“As emissões contínuas e históricas dos gases do efeito estufa comprometeram o mundo durante um período prolongado de mudanças climáticas, que estão levando ao aquecimento global do ar e do oceano, elevação do nível do mar, derretimento de geleiras, do permafrost (camada de solo permanentemente congelada) e do gelo marinho do Ártico, mudanças nos ciclos de carbono, bioquímicos e globais da água, crises de segurança alimentar, escassez de água doce”, traz o artigo.

Por isso, relatório reforça que o mundo está em vias de ultrapassar o limite de temperatura estabelecido no Acordo de Paris, feito em 2015. A ONU já havia divulgado um outro estudo em 2017 com a previsão de que as metas estabelecidas naquele ano representam um terço do que é necessário para combater o aquecimento global.

Os riscos da degradação do meio ambiente e das mudanças do clima deverão afetar mais profundamente as pessoas em situação de vulnerabilidade, particularmente mulheres e crianças em países em desenvolvimento. Boa parte das mudanças serão irreversíveis.

Poluição e espécies ameaçadas

A poluição do ar é o principal contribuinte para o aumento das doenças no mundo, liderando entre 6 milhões e 7 milhões de mortes prematuras e uma perda financeira estimada em US$ 5 trilhões todos os anos. No mundo todo, a diminuição da emissão de poluentes em determinados locais é compensada por um aumento em outras regiões.

Desde 1880, a superfície da Terra apresentou um aumento na temperatura entre 0,8ºC e 1,2ºC. Oito dos anos mais quentes da história foram registrados na última década. Se a emissão de gases continuar, as temperaturas continuarão a crescer.

Outro ponto que influenciará a saúde está relacionado às interferências negativas na biodiversidade do planeta. Segundo o relatório, a estimativa é que 60% das doenças já estejam relacionadas a isso.

A população das espécies está decaindo:

  • 42% dos invertebrados terrestres estão em risco de extinção;
  • 34% dos invertebrados aquáticos;
  • 25% dos invertebrados marinhos.

Entre 1970 e 2014, a população de espécies vertebradas diminuiu cerca de 60%. Dez em cada 14 habitats terrestres passaram por um declínio na produção de sua vegetação e quase metade dos ecossistemas têm um status desfavorável. Isso afeta diretamente a vida das pessoas, segundo o estudo, já que 70% das pessoas em situação de pobreza dependem de recursos naturais.

Oceanos

A pesca e a aquicultura geram US$ 252 bilhões (R$ 960 milhões) por ano. A pesca em pequena escala garante a subsistência de até 120 milhões de pessoas. Os peixes fornecem a mais de 3 bilhões mais de 20% de suas proteínas e nutrientes importantes para a saúde.

  • Mesmo assim, a poluição dos oceanos ainda não foi controlada.
  • Estimativas apontam que são 8 milhões de toneladas de plástico despejadas anualmente devido à má gestão dos resíduos.
  • Há um aumento da presença de microplásticos com potencial de causar efeitos adversos na saúde de todos os organismos marinhos e humanos.

O relatório apresenta, ainda, dados importantes relacionados à produção de alimentos, ao uso e direito da terra, água potável e o crescimento populacional, entre outros.

Fontes: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/03/13/relatorio-da-onu-faz-extensa-revisao-cientifica-para-guiar-futuro-do-planeta-ate-2050.ghtml

Poluição é responsável por 1 a cada 4 mortes prematuras no mundo

Relatório da ONU aponta que poluição do ar mata entre 6 e 7 milhões de pessoas por ano. Falta de acesso à água potável é responsável por 1,4 milhão de mortes nesse mesmo período.

Um quarto das mortes prematuras e das doenças que proliferam atualmente no mundo estão relacionadas à poluição e a outros danos ao meio ambiente provocados pelo homem. O alerta é feito pela ONU em um relatório sobre o estado do planeta, divulgado nesta quarta-feira (13) em Nairóbi, capital do Quênia.

O relatório, chamado de GEO (Global Environement Outlook), é resultado do trabalho de 250 cientistas de 70 países, durante seis anos. O documento utiliza uma base de dados gigantesca para calcular o impacto da poluição sobre centenas de doenças, além de listar uma série de emergências sanitárias no mundo.

Segundo o GEO, a poluição atmosférica, os produtos químicos que contaminam a água potável e a destruição acelerada dos ecossistemas vitais para bilhões de pessoas estão provocando uma espécie de epidemia mundial.

As condições ambientais “medíocres” são responsáveis por cerca de 25% das mortes prematuras e doenças no planeta. A poluição do ar mata entre 6 e 7 milhões de pessoas por ano. Já a falta de acesso à água potável mata 1,4 milhão de pessoas a cada ano devido a doenças que poderiam ser evitadas, como diarreias.

O relatório também indica que produtos químicos despejados no mar provocam efeitos negativos na saúde de várias gerações. Além disso, 3,2 bilhões de pessoas vivem em terras destruídas pela agricultura intensiva ou pelo desmatamento.

Já a utilização desenfreada de antibióticos na produção alimentar pode resultar no surgimento de bactérias ultrarresistentes, que poderiam se tornar a primeira causa de mortes prematuras até a metade do século.

Desigualdades entre Norte e Sul

O documento também revela outros problemas provocados pelas imensas desigualdades entre os países ricos e pobres. O consumo excessivo, a poluição e o desperdício alimentar no Hemisfério Norte resultam em fome, pobreza e doenças para o Sul.

“Ações urgentes e de uma amplitude sem precedentes são necessárias para pausar e inverter essa situação”, indica a conclusão do relatório. Para os autores do documento, sem uma reorganização da economia mundial em direção a uma economia sustentável, até mesmo o conceito de crescimento mundial pode ser questionado, diante da alta quantidade de mortes e custos dos tratamentos.

“A principal mensagem é que se você tem um planeta saudável, isso vai ter impacto positivo não apenas no crescimento mundial, mas na vida dos pobres, que dependem do ar puro e da água limpa”, afirma Joyeeta Gupta, vice-presidente do GEO.

Apelo pela redução de CO2

O relatório aponta, no entanto, que a situação não é irremediável e pede, sobretudo, a redução das emissões de CO2 e do uso de pesticidas. É o que prevê o Acordo de Paris de 2015, que aspira limitar o aquecimento global a +2 ºC até 2100, e se possível a +1,5 ºC, na comparação com a era pré-industrial.

No entanto, os cientistas lembram que não existe nenhum acordo internacional equivalente sobre o meio ambiente e os impactos sobre a saúde da poluição, do desmatamento e de uma cadeia alimentar industrializada são menos conhecidos.

Segundo eles, o desperdício de alimentos também precisa ser reduzido: o mundo joga no lixo um terço da comida produzida (56% nos países mais ricos).

“Em 2050, teremos que alimentar 10 bilhões de pessoas, mas isto não quer dizer que devemos dobrar a produção”, insistiu Gupta, defendendo, por exemplo, a redução do gado. “Mas isto levaria a uma mudança do modo de vida”, reconheceu.

Fontes: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/03/13/poluicao-e-responsavel-por-1-a-cada-4-mortes-prematuras-no-mundo.ghtml

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#Trashtag Challenge: o desafio online que está levando internautas a recolherem lixo em locais públicos

Milhares de pessoas em vários países têm aderido ao Trashtag Challenge e limpado praias, parques e estradas tomadas por lixo ao redor do mundo; para especialista, iniciativa é positiva, mas é preciso ‘fechar torneira do plástico’.

Não é sempre que uma hashtag viraliza para além das redes sociais.

Mas um desafio online que estimula participantes a recolher lixo de locais públicos tem levado dezenas de milhares de pessoas a fazer exatamente isso.

No chamado “Trashtag Challenge” – algo como hashtag “Desafio do Lixo”, em português – os participantes escolhem um lugar poluído, limpam esse local e postam fotos mostrando o antes e o depois.

A iniciativa tem ajudado a mudar o cenário em praias, parques e estradas e também a conscientizar sobre a quantidade de lixo plástico que produzimos.

Como surgiu o Trashtag Challenge

O Trashtag Challenge não é um desafio novo. Foi criado em 2015 pela fabricante de produtos de camping UCO Gear, como parte de uma campanha para proteger áreas silvestres.

Mas foi com um post publicado na semana passada no Facebook, voltado a “adolescentes entediados”, que aparentemente a ideia ganhou novo fôlego e a hashtag acabou viralizando.

“Aqui está um novo #desafio para vocês, adolescentes entediados. Tire uma foto de uma área que precise de alguma limpeza ou manutenção, depois tire uma foto mostrando o que fez em relação a isso e poste a imagem. Aqui estão as pessoas fazendo isso #BasuraChallenge #trashtag Challenge, junte-se à causa. #BasuraChallengeAZ”, diz a postagem.

Na Índia, outros usuários usaram o Instagram para mostrar que também estão participando. Mais de 25 mil postagens apareceram na rede social com a hashtag #trashtag – variações incluíam #trashtagchallenge e #trashchallenge.

Em espanhol, ela foi traduzida como #BasuraChallenge.

“Aqui estamos. Com uma pequena contribuição para o meio ambiente… Nós tentamos recolher parte do plástico que a população local jogou em Laldhori, Junagadh, uma das áreas mais bonitas de Girnar (na Índia)”, disse um dos que aderiram.

“É nosso humilde dever manter o MEIO AMBIENTE LIMPO E VERDE e LIVRE do lixo de PLÁSTICO e de outros tipos de LIXO, para que a próxima geração possa desfrutar da beleza original de GIRNAR”.

E quais serão os rumos dessa história?

“Tirar o plástico do meio ambiente é importante”, disse Mark Butler, diretor de políticas do Centro Canadense de Ação Ecológica (EAC, da sigla em inglês), ao jornal Star de Halifax.

“Mas nós precisamos fazer mais do que apenas ir atrás de quem está jogando esse lixo e mais do que limpar essas áreas. Nós precisamos fechar a torneira do plástico”, disse ele, se referindo à produção desse tipo de resíduo e acrescentando que espera que a campanha leve a mudanças fundamentais sobre plásticos descartáveis, por exemplo.

“Existe a hierarquia dos resíduos, que é recusar, reduzir, reutilizar, reciclar. Se nós não fizermos isso, tudo o que vai nos restar é ficar recolhendo o lixo sem parar.”

Fonte: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/03/13/trashtag-challenge-o-desafio-online-que-esta-levando-internautas-a-recolherem-lixo-em-locais-publicos.ghtml

Fonte:<a href=”https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/homem”>Homem foto criado por dashu83 – br.freepik.com</a>