All About Energy chega à 10ª edição com intensa programação

Fortaleza sedia de 4 a 6 de outubro, no Terminal Marítimo de Passageiros, a décima edição da Feira Intersetorial e do Congresso Internacional de Energia Renovável e Sustentabilidade – All About Energy. É um evento focado no futuro das fontes energéticas renováveis e no seu uso e consumo sustentável. Reúne num mesmo ambiente, interativo e dinâmico, um congresso e uma exposição industrial que congregam as mais importantes marcas, tecnologias, pesquisas, atrações e novidades sobre energia renovável e sustentabilidade.

Neste ano, o All About Energy vem com uma concepção inovadora, que induz à interação entre as cadeias produtivas relacionadas com a geração elétrica a partir de fontes renováveis e o consumo responsável de energia. Participam do evento as principais lideranças das indústrias eólica, solar, bioenergética e ambiental para debater e experimentar, em conjunto, o futuro de seus setores e da humanidade ante os recursos naturais do planeta.

O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e a All About Eventos. Conta com o apoio da FIEC e o patrocínio do Sindienergia, entre outros.

Mais informações AQUI

Jean-Paul Prates, diretor presidente do Centro de Energias em Recursos Naturais e Energia, convida para o evento:

Governo arrecada R$ 12,13 bilhões com leilão de 4 usinas hidrelétricas

Todas as usinas foram vendidas e o ágio foi de 9,73%; grupo chinês levou usina de São Simão, o maior negócio, por R$ 7,18 bilhões.

O governo federal arrecadou R$ 12,13 bilhões com o leilão de quatro usinas hidrelétricas realizado nesta quarta-feira (27), em São Paulo. Todas as usinas foram vendidas e o valor arrecadado foi 9,73% acima do valor esperado pelo governo, de R$ 11 bilhões.

Foram vendidas quatro usinas hidrelétricas que hoje são operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), mas que estão com as concessões vencidas: Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande. Juntas, elas têm capacidade de gerar 2.922 MegaWatts (MW) de energia.

O dinheiro pago pelas empresas vai ajudar o governo federal a bater a meta fiscal, que prevê um déficit de R$ 159 bilhões em 2017. O valor da outorga entra como uma receita extraordinária para o governo. Outorga é um montante pago pela empresa ao governo pelo direito de explorar um bem público.

Resultado

O maior negócio ficou com investidores chineses, que levaram a concessão da usina de São Simão, por R$ 7,18 bilhões, um ágio de 6,51% sobre o lance inicial. O grupo foi o único a fazer proposta pela usina.

A Engie, que é a antiga GDF Suez, arrematou a usina de Jaguara por R$ 2,171 bilhões, um ágio de 13,59%, e a de Miranda por R$ 1,36 bilhão, ágio de 22,42%.

Já a Enel ficou com a usina de Volta Grande, por R$ 1,42 bilhão, ágio de 9,84%.

Para o secretário de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, o ágio do leilão “permite comemorar o sucesso do processo”. “Se o ágio for muito alto significa que erramos na mão ao definir um preço muito baixo”.

Até a noite de terça-feira (27), a empresa mineira tentou evitar que suas usinas fossem relicitadas. As quatro usinas vendidas pertence atualmente à Cemig, mas as concessões estão vencidas.

Segurança jurídica

Para o diretor-geral da Aneel, Romeo Rufino, o leilão tem segurança jurídica, apesar da possibilidade de a Cemig ainda recorrer das decisões judiciais que negaram o cancelamento do leilão.

Pedrosa, do ministério de Energia, disse que o ágio em todos os processos demonstra que a percepção de risco jurídico do leilão “não é significativa”.

“A resposta está dada pela presença dos investidores que fizeram propostas de valores significativos”, afirmou Pedrosa.

O diretor de negócios do grupo Engie, Gustavo Labanca, disse acreditar que o resultado do leilão foi um “sucesso” e “irreversível”.

No Twitter, o presidente Michel Temer disse que o Brasil resgatou a confiança do mundo. “Nós resgatamos definitivamente a confiança do mundo no Brasil. Leilão das usinas da Cemig rendeu R$ 12,13 bi, acima da expectativa”, disse.

Impacto nas tarifas

Segundo Rufino, da Aneel, haverá um impacto tarifário no custo da energia com o leilão, mas ele não será “muito significativo”. Ele estima que o efeito tarifário não passará de 1% na energia final, porque será diluído para todo o mercado nacional.

Impasse sobre leilão até a véspera

O processo para o leilão das usinas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande foi marcado por impasses e liminares judiciais. A Cemig, que opera essas usinas essas usinas atualmente, vinha tentando manter o controle sobre elas, inclusive com ações na Justiça.

Uma liminar do final de agosto havia atendido a um pedido da empresa e suspendido o leilão das quatro hidrelétricas, mas o governo conseguiu reverter a decisão.

As quatro usinas envolvem contratos de concessão que venceram entre agosto de 2013 e fevereiro de 2017. As usinas respondem por aproximadamente 37% de toda a geração de energia da Cemig.

 Por Taís Laporta e Luísa Melo | Portal G1

“Casa inteligente” será realidade cada vez mais comum no Brasil nos próximos anos

Governo federal planeja construir política nacional para o desenvolvimento de tecnologias para a chamada Internet das Coisas no Brasil até 2022.

Objetos utilizados no dia a dia conectados em rede e controlados à​ distância por computadores​ ou smartphones. O que parece cenário de filme futurista já é realidade e, em pouco tempo, deve passar a fazer parte da rotina de milhões de pessoas, ávidas por uma vida mais prática e dinâmica. No Brasil, a Internet das Coisas (IoT, em inglês) ainda aparece timidamente e é pouco conhecida, mas ​vem ganhando cada vez mais ​espaço junto à revolução tecnológica.​ ​

As smartTVs são, atualmente, um exemplo mais próximo de como funciona essa tecnologia. Com acesso à internet, elas podem ser diretamente conectadas a serviços que fornecem música ou filmes. Mas a​ Internet das Coisas pode se estender de forma adaptada a outros objetos, eletrônicos ou não: tênis com conexão GPS para auxiliar em trilhas, geladeiras que mudam a potência em horários programados ou fogões que funcionam sozinhos por ativação remota, além dos já conhecidos sistemas de iluminação automatizada.

Em uma escala mais ampla, já começam a surgir no Brasil iniciativas públicas para o desenvolvimento d​a internet das coisas. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o ​Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) preparam um estudo técnico para subsidiar o Plano Nacional de Internet das Coisas, que deve ser estabelecido até 2022. As aplicações são diversas e incluem desde monitoramento de saúde, controle de automação industrial e uso de dispositivos pessoais conectados. Terão também prioridade no plano os segmentos de petróleo, gás e mineração, dentro das indústrias de base; e têxtil e automotivo, na indústria manufatureira.

O avanço dessa nova era tecnológica será um dos destaques do Congresso e Feira All About Energy 2017. O evento acontece de 4 a 6 de outubro no Terminal Marítimo de Passageiros em Fortaleza/CE e vai tratar do futuro da energia no Brasil e no mundo.

​Totalmente reconcebido, o All About Energy traz a proposta de ser um ambiente propício para novos debates que contribuam para o avanço tecnológico do setor energético. A novidade desta edição é a divisão em quatro quadrantes temáticos.  Em consumo sustentável, destaque para a exposição de veículos elétricos, projetos de construções inteligentes e​ aplicações tecnológicas para eficiência energética.

Além disso, o All About Energy vai tratar de energia renovável em outras três vertentes: energia eólica, energia solar e bioenergéticos (biocombustíveis, biomassa e biogás). Estão previstas conferências com investidores globais e a presença de autoridades do setor energético.

All About Energy 2017 te​m como realizadores o CERNE e a empresa All About Eventos e já ​conta com o patrocínio da Eletrobras, Wobben WindPower, Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Banco do Nordeste, Toyota,  Sindienergia e Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN).

O evento também conta com o apoio confirmado da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (ABRACEEL), Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE), Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (ABRACE), Associação Brasileiras de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), União das Indústrias da Cana de Açúcar (Única), dentre outros.

As inscrições e o programa completo do evento estão disponíveis no site do All About Energy: www.allaboutenergy.com.br

CERNE debate cidades inteligentes

As capitais brasileiras estão aderindo ao movimento global de desenvolvimento sustentável que oferece um caminho para o surgimento de cidades mais democráticas, participativas e sustentáveis, através do investimento em tecnologia. Tema será discutido dia 27 em Natal.

A questão do desenvolvimento urbano é um desafio global.  Nesse cenário, cresce a necessidade de aplicação de inovações para melhor gestão das cidades, bem como os serviços públicos e bens coletivos com o objetivo de favorecer os moradores locais e visitantes.

É nesse ambiente que surge o conceito de Human Smart Cities ou Cidades Inteligentes e Humanas.  Nessa plataforma de desenvolvimento sustentável, todos os atores sociais e a população trabalham em conjunto no processo de co-design e co-criação de soluções que favoreçam a implantação de serviços inteligentes para mobilidade urbana,  saúde, educação, energia e até mesmo casas inteligentes. Todos esses setores estão essencialmente integrados com a tecnologia.

Natal vem criando um ambiente propício ao estudo e a pesquisa para tornar-se, no futuro, um modelo de smart city. A cidade já integra a Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, numa parceria entre a Prefeitura Municipal e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Com a adesão, a capital potiguar agora engloba o grupo de cidades que podem tentar captar recursos para projetos  investimento na área de tecnologia e inovação.

Com intuito de debater os pilares desse conceito e apresentar a iniciativa de Natal como cidade inteligente e humana, o Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CTC-CERNE) realiza a quarta rodada do Ciclo de Debates no dia 27 de setembro, às 14 horas, no auditório principal do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Central.

O Ciclo de Debates tem como proposta debater questões que envolvem do setor de recursos naturais e energia em suas diversas vertentes. “Nossa proposta é analisar e encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, além de identificar potenciais parcerias entre as instituições participantes do evento”, afirmou o coordenador do CTC e Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira.

Participam do debate o coordenador de mobilidade urbana do Greenpeace, Davi Martins, a diretora da Secretaria Municipal de Planejamento de Natal (SEMPLA), Irani Santos, o coordenador do Smart Metropolis (UFRN), professor Frederico Lopes e representando o IFRN, o professor Plácido Neto. Os assuntos em pauta envolvem mobilidade urbana, construções sustentáveis e redes elétricas inteligentes, também conhecidas como smart grids.

O Ciclo é uma realização do CERNE e conta com apoio do IFRN e SEBRAE. A inscrição é gratuita e a programação completa está disponível no sitewww.cerne.org.br. Mais informações pelo telefone (84) 2010-0340. A entrada é gratuita.

Foto: CERNE Press

CERNE debate privatização da Eletrobrás em audiência no Senado

O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, foi Brasília a convite do Senado Federal para participar de debate na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) sobre a privatização do Sistema Eletrobrás e suas consequências para o desenvolvimento regional.

Também participaram o conselheiro de Administração da Cemig, ex-Presidente da ANEEL, Nelson Hubner, a Secretária de Energia da Confederação Nacional dos Urbanitários, Fabíola Latino Antezana, e o Dr. Luiz Pinguelli Rosa, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Eletrobras.

Todos os representantes do setor elétrico nacional se declararam contrários à decisão do governo federal de privatizar o Sistema Eletrobrás, especialmente da forma e no momento propostos.

Prates destacou que a holding elétrica estatal tem papel estratégico nos rumos da eletricidade do país e salientou a importância da empresa e de suas subsidiárias (Eletronorte, CHESF, Furnas, Eletrosul, entre outras) para a gestão energética, segurança nacional e para o desenvolvimento regional: “é totalmente fora de propósito propor um processo tão complexo e demorado como este agora”, afirmou.

Segundo Prates, a privatização aventada pelo Ministério de Minas e Energia encontrará muitos entraves, não sem razão.
“Não estamos falando de uma geradora qualquer, mas de um complexo de geradoras que também administra os principais corpos de água doce de cada região brasileira. E também não estamos falando de uma rede de linhas de transmissão pura e simples, mas de quase a metade do gigantesco e sensível sistema de transmissão nacional. Em outras palavras, estamos falando do principal operador, implantador e mantenedor do sistema elétrico brasileiro que, além disso, tem em seu estatuto outras funções essenciais à gestão governamental da política energética nacional”, explicou.

A audiência pública da CDR do Senado Federal foi presidida pela Senadora Fatima Bezerra e pelo Senador Hélio José. Haverá continuidade de debates sobre este assunto em outras comissões do Senado e da Câmara.

Fonte: CERNE Brasil