Com usina fotovoltaica em Lajes, IFRN bate meta de produção energética

Na segunda-feria desta semana, dia 26 de dezembro, entrou em funcionamento a 12ª usina fotovoltaica do IFRN, a do Campus Lajes, após inspeção e autorização da Cosern. A expectativa é que o gerador forneça anualmente 85,2 MWh, cobrindo cerca de 40% do consumo anual atual da unidade de ensino. De acordo com o engenheiro eletricista do IFRN Franclin Róbias, isso representará uma economia de no mínimo R$ 28,9 mil na despesa bruta com o fornecimento de energia elétrica. “Além do benefício econômico, cerca de 11 T/ano de CO2 deixarão de ser lançados na atmosfera”, completa.
Este é o 12º gerador fotovoltaico instalado no Instituto. “Assim a Instituição fecha 2016 batendo a meta com a expressiva marca de 1,2 MWp fotovoltaico distribuídos no estado, potência superior à da maior usina fotovoltaica em operação no RN, a Usina Fotovoltaica Alto do Rodrigues (UFVAR), com 1,1 MW, pertencente à Petrobras”, comemora o engenheiro.
Para o professor Alexandro Vladno, que já foi coordenador do curso Tecnólogo de Energias Renováveis do Campus João Câmara e hoje é diretor acadêmico do Campus Lajes, a experiência do IFRN com as usinas fotovoltaicas é um exemplo para todo o país. “Além de contribuirmos com a diversidade na produção de energia, ainda oferecemos um espaço de pesquisa para nossos estudantes e professores. Isso tem atraído a atenção de profissionais e outros pesquisadores da área, comentou.
USINAS FOTOVOLTAICAS NO IFRN
Em 2017, serão instalados minigeradores de 110 kWp nos campi Natal-Zona Norte e Santa Cruz. Mossoró também será contemplado com um gerador de 137,5 kWp. A expectativa da Diretoria de Engenharia do Instituto, focada na sustentabilidade, é conseguir contratar, ainda em 2017, usinas de energia solar para todas as outras unidades do IFRN. Hoje, além do Campus Lajes, há usinas na Reitoria e nos campi Caicó, Canguaretama; Ceará-Mirim; Currais Novos; João Câmara; Natal-Central; Parelhas;  Pau dos Ferros; São Gonçalo e São Paulo do Potengi.
Com potência instalada de 50 kWp, o gerador do Campus Lajes seguiu o mesmo projeto do equipamento instalado no Campus Parelhas (em 2015), composto de 200 painéis solares policristalinos de 250 Wp (Watt pico), da Canadian Solar, ocupando área de 320m² sobre a cobertura do prédio principal. Dois inversores trifásicos de 27 kW, modelo Trio da ABB, realizam a conversão da energia gerada em corrente contínua para corrente alternada, utilizada pelas cargas elétricas da unidade.
O IFRN foi a primeira instituição pública do estado a aderir ao sistema de compensação de energia regulamentado pela Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL. Conforme a REN 482/2012, um consumidor de energia elétrica que instale pequenos geradores em sua casa, condomínio ou empresa (como, por exemplo, painéis solares fotovoltaicos e pequenas turbinas eólicas) pode utilizar a energia gerada para abater o consumo de energia elétrica da unidade. Quando a geração for maior que o consumo, o saldo positivo de energia poderá ser creditado na fatura dos meses seguintes.​
Fonte: Novo Jornal

Brasil e Comissão Europeia devem desenvolver biocombustíveis avançados

Por Camila Souza Ramos | Valor Econômico

Uma parceria público-privada entre Brasil e Comissão Europeia realizará pesquisas para desenvolver biocombustíveis avançados. O projeto BioValue – Valorização de Cadeia Produtiva foi selecionado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e contará com a participação de pesquisadores de 11 universidades públicas e das empresas Petrobras, Embraer, Boeing, Fibria, Klabin e Valmet.

O objetivo do projeto é desenvolver novos sistemas agrícolas, considerando a diversificação de culturas e resíduos lignocelulósicos para a produção de biocombustíveis. A pesquisa também visa aprimorar a logística e os processos de conversão eficientes para as biomassas, incluindo as rotas bioquímicas e termoquímicas. Isso, além de avaliações integradas da sustentabilidade técnica, econômica, ambiental e social das cadeias de valor.

A pesquisa será coordenada pelo pesquisador Antonio Bonomi, do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) – que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

O projeto foi aprovado na chamada de propostas conjunta da Comissão Europeia, Fapesp, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) e Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

Eólica: Brasil ultrapassa a marca dos 10GW em operação comercial

O Brasil atingiu nesta terça-feira (27), a expressiva marca dos 10GW de energia eólica em operação comercial, distribuídos em 409 parques por todo o território nacional.

O resultado ocorreu com a entrada em operação do parque eólico Ventos de Santo Augusto VIII com capacidade de 18,4MW, instalado no município de Simões, no Piauí, e os parques Aura Mangueira VII e Aura Mirim II, com 24MW e 30MW de capacidade, respectivamente, instalados em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Liderança

O estado do Rio Grande do Norte permanece como líder nacional em geração eólica com 119 parques produzindo 3,227 GW de energia limpa por meio da força dos ventos.

Confira a seguir o ranking completo:

Fonte: CERNE/SEERN/ANEEL

Fonte: CERNE/SEERN/ANEEL

 

 

 

 

Energia eólica deu certo no Brasil, mas corre risco de recuar

No dia 11 de outubro, 48% da energia elétrica consumida na Região Nordeste foi gerada por usinas eólicas — um recorde. Em meio à pior crise hídrica da história da região, a energia produzida pelo vento está ajudando a abastecer milhões de nordestinos, evitando, por ora, o risco de racionamento. Em 2013, essa fonte era responsável por menos de 5% da energia da região. No Brasil, a energia eólica já representa 7% da matriz elétrica — fatia superior à soma das participações da energia nuclear e da gerada por carvão mineral.

Apesar do rápido crescimento das eólicas nos últimos anos, os empresários do setor nunca estiveram tão pessimistas em relação ao futuro. “O setor vive um nível de incerteza inédito. Devido à pouca demanda nos leilões, o mercado pode ter uma grande queda em 2019 e 2020”, afirma o consultor Brian Gaylord, da dinamarquesa Make, especializada em energias renováveis. “Isso causa muita preocupação em toda a cadeia produtiva.”

Desde que começou a ganhar força no país, em 2009, a energia eólica entrou na agenda positiva do governo. É fácil entender o motivo: ela é limpa, competitiva e sua implantação é mais rápida do que quase todas as outras fontes. Sua capacidade de geração cresceu de 600 megawatts para os atuais 10 gigawatts — expansão de mais de 1 000% em sete anos. Foram mais de 48 bilhões de reais de investimento no período.

Com as exigências de conteúdo nacional do BNDES para conceder financiamentos de longo prazo, uma grande cadeia produtiva cresceu em torno das encomendas para a implantação dos 741 parques eólicos previstos no país até 2020. O impulso ao setor foi dado pela crise financeira que derrubou mercados mundo afora em 2008. No ano seguinte, quando ocorreu o primeiro leilão no Brasil exclusivo para a eólica, a baixa demanda energética nos países desenvolvidos gerou ociosidade nas fábricas de componentes eólicos.

Sem muitas alternativas, gigantes multinacionais aceitaram os termos do BNDES e investiram bilhões de reais para nacionalizar sua produção no Brasil. Hoje há seis fabricantes de turbinas eólicas no país, entre elas a dinamarquesa Vestas, a americana GE e a espanhola Gamesa, e quatro fabricantes de pás, como a brasileira Tecsis. Juntas, elas têm capacidade anual para produzir equipamentos para gerar 3 gigawatts de energia, ou 20% da potência da usina hidrelétrica de Itaipu.

Com a desaceleração da economia, no entanto, a demanda energética caiu — e as empresas quebram a cabeça agora para encontrar uma saída para o excesso de capacidade produtiva. Para funcionar bem, o mercado de energia elétrica exige previsibilidade e planejamento. A razão é simples: o setor trabalha com antecedência de três a cinco anos. Ou seja, os projetos contratados em 2016 serão entregues, no mínimo, em 2019.

Por isso, a maioria dos fabricantes de componentes tem encomendas até o início de 2018 e a capacidade instalada ainda crescerá nos próximos dois anos como reflexo, em grande medida, das contratações de 7 gigawatts em leilões realizados em 2013 e 2014 — as maiores até agora. No ano passado, porém, a contratação caiu para 1,1 gigawatt. E, neste ano, está marcado para 19 de dezembro o único leilão para eólicas de 2016.

“Se a contratação continuar baixa por mais dois anos, corremos o risco de um colapso na cadeia de fornecedores”, diz João Paulo Gualberto, diretor de novas energias da catarinense WEG. “Quem veio atender ao conteúdo local com fábricas de baixo investimento pode facilmente ir embora.”

Vacas magras

Entre empresários do setor, a expectativa é que a contratação deste ano fique no mesmo patamar de 2015. “O cenário é desafiador, mas não catastrófico”, diz Élbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica. Para o governo, é preciso tomar cuidado para não inflar artificialmente o setor. “Não vai haver ruptura da cadeia, mas será um período de vacas magras”, afirma Eduardo Azevedo, secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia.

A crise atual, segundo especialistas, poderá acelerar o movimento de concentração do setor. Na área de turbinas, é consenso que há excesso de fabricantes — apenas quatro teriam espaço para atuar no país. Entre as produtoras de pás eólicas, a Tecsis já fechou duas fábricas neste ano e demitiu 1 500 funcionários.

Segundo fontes do mercado, a Tecsis teria ajustado sua produção não somente pela diminuição da demanda mas também em consequência da compra da francesa Alstom e da fabricante de pás LM pela GE, maior fabricante de turbinas do país. A incorporação dessas duas empresas pela GE já gerou o cancelamento de pedidos para a Tecsis.

Além da desaceleração da demanda, o setor enfrenta dificuldade para financiar seus empreendimentos. Falta de recursos, ao que parece, não é problema. Desde 2015 o BNDES destinou mais de 14 bilhões de reais a projetos eólicos. O problema é o hiato entre a contratação no leilão e a liberação dos recursos, o que pode demorar até 24 meses. Com isso, muitas usinas entram em operação sem o financiamento do banco.

Para contornar o problema, investidores costumam contratar empréstimos-ponte — a um custo maior — em bancos comerciais até conseguir a liberação do BNDES. Neste ano, com a transição do comando do banco e o aperto no mercado de crédito, a situação ficou mais difícil. “Se o recurso demora a chegar, há desaceleração ou até paralisação das obras”, diz José Roberto de Moraes, presidente da Atlantic Energias Renováveis, que investe em parques eólicos no país.

Apesar das incertezas, no longo prazo o Brasil é visto como um dos mercados mais promissores do mundo. Em setembro, o país ratificou seu compromisso com o Acordo de Paris de cortar 37% das emissões até 2025, o que incentiva as energias renováveis. Além disso, o plano decenal do governo prevê ampliar a energia eólica para 24 gigawatts até 2024. “É ingênuo acreditar que a queda de demanda ocorra sem dores”, diz Mauro Cruz, executivo da área de renováveis da GE. “Mas essa é uma oportunidade para melhorar a produtividade e diminuir o custo da energia.” Com um cenário de ajuste no horizonte, resta saber quem vai sobreviver para tocar esses projetos.

Fonte: Luciano Pádua | Exame

Capacidade instalada de geração elétrica do Brasil atinge 148.555 MW

Em outubro, a capacidade instalada total de geração de energia elétrica do Brasil atingiu 148.555 MW. Comparando-se com outubro de 2015, foram acrescentados no período 9.283 MW, sendo 5.215 MW de geração de fonte hidráulica, 2.980 MW de fonte eólica, 1.087 MW de fontes térmicas e 2 MW de fonte solar.

Entre as fontes renováveis, a fonte eólica foi a que apresentou maior crescimento percentual, atingindo 44% de evolução na comparação com o mesmo mês do ano passado. A capacidade instalada de geração a partir dos ventos é de 9.660 MW, oriundos de 395 usinas eólicas no Brasil. Com o montante atual, a energia eólica já representa 6,5% da matriz de capacidade instalada, o que mostra a gradativa inserção dessa fonte em nossa matriz.

Em relação à produção de energia elétrica, a geração hidráulica correspondeu a 69,1% do total no do país em setembro de 2016, 1,4 p.p. inferior ao verificado no mês anterior. A participação da fonte eólica alcançou 8,0%. Já a participação de usinas térmicas se manteve estável. De outubro de 2015 a setembro de 2016, produção acumulada de energia elétrica no Brasil atingiu 541.306 GWh.

Com relação à expansão no mês de outubro, entraram em operação 394,68 MW de capacidade instalada de geração, 65,0 km de linhas de transmissão e 100 MVA de capacidade de transformação na Rede Básica. Em 2016, a expansão do sistema totalizou 7.745,2 MW de capacidade instalada de geração, 4.137,4 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 9.247,0 MVA de transformação na Rede Básica.
Fonte: Canal Energia

Aneel libera funcionamento de 10.500Kw para eólica Santa Mônica, no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou nesta segunda-feira (22) a entrada em operação comercial de mais cinco turbinas do parque eólico Santa Mônica, instalado no município de Touros, Rio Grande do Norte. São 10.500 kW agregados ao parque e que agora alcança a potência instalada de 29.400 kW.

No início de dezembro a CPFL Renováveis, empresa detentora da usina eólica, comemorou a marca de 2 GW de capacidade instalada no Brasil, com a entrada total em operação dos complexos eólicos Campo dos Ventos e São Benedito, também instalados no RN. O estado continua como líder isolado em potência instalada e geração de energia elétrica através dos ventos.

Fonte: SEERN Press

Fator de disponibilidade de eólicas e térmicas com CVU nulo ficará suspensa em 2017

Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia,

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica foi autorizada a suspender, em 2017, a aplicação do Fator de Disponibilidade na contabilização da energia de usinas eólicas e termelétricas inflexíveis com Custo Variável Unitário nulo, que tiveram a garantia física estabelecida em legislação especifica. A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica deverá ser considerada para 15 usinas eólicas e 48 térmicas com F-Disp inferior a 1,ou seja, abaixo de 100% da disponibilidade de geração para o ano que vem. A CCEE vai adotar o valor 1.

As Regras de Comercialização de Energia Elétrica estabelecem que o cálculo da garantia física apurada – que corresponde à energia produzida por cada usina – será feito a partir da aplicação do fator de disponibilidade sobre a garantia física estabelecida para o empreendimento. Os valores são publicados pela CCEE até o dia 31 de agosto de cada ano, e valem para o ano seguinte.

No mês passado, a Câmara de Comercialização solicitou orientação da Aneel sobre o procedimento a ser adotado em relação ao fator de disponibilidade das termelétricas a biomassa com CVU nulo. Havia o receio de que, com a revisão das garantias físicas dessas UTEs a partir de janeiro de 2017, houvesse uma “possível degradação em duplicidade dos montantes” definidos para os empreendimentos. A revisão dos valores da energia destinada à contratação foi definida em setembro pelo Ministério de Minas e Energia para quatro usinas eólicas, e em outubro para 51 UTEs a biomassa.

EPE publica nota técnica sobre cancelamento do leilão de energia de reserva

Certame seria realizado na última segunda-feira, 19

A Empresa de Pesquisa Energética publicou nota técnica sobre a contratação e o cancelamento do leilão de energia de reserva, que seria realizado na última sexta-feira, 19 de dezembro. A nota apresenta os aspectos conceituais que norteiam a estimativa da necessidade de contratação de energia de reserva e explica razão do cancelamento do certame.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia,

Governo brasileiro prepara incentivo para biocombustíveis

As ações do Brasil para cumprir as metas climáticas acertadas na COP 21, realizada no ano passado em Paris, começam a tomar forma. O País se comprometeu a cortar em 43% as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) até 2030, tendo como base as emissões de 2005. Uma das propostas envolve biocombustíveis, principalmente o etanol, e deve integrar o RenovaBio, programa do governo federal lançado esta semana que pretende impulsionar a produção de combustíveis não fósseis.

A ideia é fixar um limite para o lançamento de poluentes na atmosfera e, a partir daí, aumentar o uso de fontes renováveis para que o teto de emissões, calculadas em toneladas de gás carbônico equivalente, seja respeitado.

Na última terça-feira, a presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, disse, no evento realizado no Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília, que o modelo apresentado pelo setor sucroenergético prevê que os agentes privados tenham metas individuais, não podendo ultrapassar o teto de emissões definido pelo governo. “As empresas distribuidoras (de combustíveis) terão de, gradativamente, ampliar a participação do etanol em relação à gasolina, de forma a cumprir suas metas anuais”, afirmou.

Inspirado em projetos já adotados nos Estados Unidos, como o Renewable Fuel Standard (RFS), esse programa de controle de emissões valeria para o volume de biocombustíveis destinado à frota de veículos leves, o que inclui motocicletas, automóveis e caminhonetes. Assim, para que as emissões desses veículos se reduzam ao longo dos anos, mais etanol terá de ser distribuído pelas companhias.

“Esse mecanismo inclui vários tipos de energia renovável e outras que possam surgir daqui para a frente. Além disso, teríamos metas anuais ou bianuais (de redução de emissões de GEEs). Trata-se do método menos intervencionista”, explicou Elizabet ao Broadcast Agro, serviço de notícias do agronegócio em tempo real do Grupo Estado. A intenção é que a proposta entre em vigor em 2019, após toda a tramitação do RenovaBio.

Sustentabilidade

Ainda em fase de elaboração, o RenovaBio é um programa do governo federal que tem como horizonte o ano de 2030. Entre as premissas do projeto está a definição do papel dos biocombustíveis na matriz energética e das regras de comercialização desses produtos, além do apelo à sustentabilidade ambiental e ao desenvolvimento de novas tecnologias renováveis. O RenovaBio receberá propostas até o fim do ano, vai para consulta pública no primeiro trimestre de 2017 e deverá ser encaminhado como projeto de lei entre 2017 e 2018.

Representantes do setor sucroenergético chegaram a se reunir com o presidente Michel Temer na terça-feira passada para discutir o programa e apresentar a proposta que liga emissões de GEEs aos volumes de uso de biocombustíveis.

Para o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB-PE), que participou do encontro, a cadeia produtiva de açúcar e etanol foi “uma das que mais sofreram nos últimos anos” em razão de políticas energéticas que acabaram por privilegiar a gasolina. “Nosso tempo é muito curto para olhar para trás. Temos de pensar em uma agenda para o País, para o meio ambiente, para o setor sucroenergético. Temos de iniciar uma nova fase.” Segundo ele, o objetivo com o RenovaBio é “melhorar a integração entre o governo e o setor privado”.

Investimentos

A boa relação entre essas partes é de vital importância para que o Brasil cumpra suas promessas. De acordo com a Unica, o País terá de produzir 50 bilhões de litros de etanol carburante em 2030 – hoje, esse volume é inferior a 30 bilhões de litros. Para que essa expansão ocorra, a entidade avalia que será necessário construir 75 unidades produtoras de álcool, considerando uma moagem média, por usina, de 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Ao todo, o investimento seria de US$ 40 bilhões.

Na avaliação do governo, o controle de gastos pelos próximos 20 anos, estipulado pela proposta de emenda constitucional (PEC) aprovada nesta semana, não deve ter efeito sobre o RenovaBio. Ao Broadcast Agro, o diretor do Departamento de Biocombustíveis do MME, Miguel Ivan Lacerda, salientou que o programa não prevê transferência de recursos e, por essa razão, não seria prejudicado pela limitação dos gastos públicos. “O RenovaBio é uma sinalização para o mercado e pode se tornar a grande agenda microeconômica do governo.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil inaugura uma das 20 maiores usinas hidrelétricas do mundo

Folha de São Paulo, com informações da AFP

A usina hidrelétrica brasileira de Jirau, entre as 20 maiores do mundo por sua capacidade de geração de energia, foi inaugurada na última sexta-feira (16), informou em Paris o grupo francês Engie, um dos acionistas junto com empresas japonesa e brasileiras.

Erguida ao longo do Rio Madeira, no Estado de Rondônia, a barragem exigiu um investimento de US$ 5,3 bilhões ao longo de sete anos de trabalho.

Equipada com 50 turbinas, a hidrelétrica tem uma capacidade instalada de geração de 3.750 megawatts, o equivalente a um quinto do que pode gerar a represa de Itaipu, ou a capacidade de quatro usinas nucleares.

Localizada a 120 quilômetros de Porto Velho, a hidrelétrica “pode garantir o crescimento industrial na região”, indica um comunicado da Engie, que detém participação de 40% no projeto, entregue em concessão por 35 anos.

Outros 40% do capital são detidos por filiais da empresa estatal brasileira Eletrobras e 20% da empresa japonesa Mitsui.