Aneel libera operação comercial de eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia  Elétrica – Aneel –  liberou desde o ultimo dia 22 de outubro a entrada em operação comercial de mais três turbinas eólicas do parque eólico Vento de Santo Dimas, de propriedade da CPFL Renováveis.

Cada turbina tem potência instalada de 2,1 MW, passando  a instalação a ter 12 turbinas, somando um total de 25, 2  MW. O parque eólico encontra-se instalado no município de São Miguel do Gostoso.

Fonte: CERNE Press

Cenário atual e perspectivas para a energia encerram debates no 4º FEERN

A geração de energia, com foco na matriz renovável e as tendências no cenário brasileiro e potiguar foram os temas que permearam os debates durante o 4º Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte, realizado dia 26 de outubro no auditório do Instituto Federal de Educação do RN (IFRN).

O Coordenador de Gestão de Dados e Estatísticas Setoriais do CERNE, João Agra, mostrou um panorama das energias renováveis no Estado. Segundo ele, o mercado fotovoltaico está crescendo aos poucos: “Atualmente, há dois empreendimentos em operação e que geram 1,105MW de potência instalada. Já em relação a projetos contratados, o RN possui 7 empreendimentos que ainda não iniciaram construção e que vão gerar mais 206MW de energia”, explica.

João Agra (CERNE). Foto: CERNE

João Agra (CERNE). Foto: CERNE

Em relação as eólicas o cenário é mais otimista: o Estado abriga hoje 113 parques que geram mais de 3GW de energia. “O Rio Grande do Norte saiu de um patamar de importador de energia, para exportador de energia em aproximadamente 10 anos, sendo líder em geração eólica no Brasil e modelo a ser seguido”, ressaltou Agra.

O presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), José Carlos de Miranda Farias, apresentou a evolução da companhia em 68 anos de história. Em 2015, a Chesf fechou o ano com três novas hidrelétricas no Norte, e no Nordeste, investiu em 37 parques eólicos, em 900km de linhas de transmissão, construção de cinco grandes subestações novas e na ampliação de outras 11 estruturas. “Para os próximos três anos, estamos viabilizando a implantação e ampliação de 78 projetos de nosso portifólio”, destacou o presidente da companhia.

José Carlos Miranda (CHESF). Foto: CERNE

José Carlos Miranda (CHESF). Foto: CERNE

A geração distribuída foi o tema apresentado pelo professor do IFRN, Augusto Fialho. O docente também mostrou os sistemas fotovoltaicos instalados nos Campi do instituto no Estado. “Temos 12 usinas fotovoltaicas em operação e gerando cerca de 1.203MW de energia ao todo. Só o sistema instalado no Campus Central, em Natal, gera 197KW de potência. Teremos mais nove usinas solares instaladas em unidades localizadas no interior até março do ano que vem e irão produzir mais 744,12KW de energia limpa”.

Já o presidente do CERNE, Jean-Paul Prates apresentou um panorama do setor de petróleo e gás no RN, sobretudo a produção da bacia potiguar. Segundo Prates e observações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a bacia é madura e possui infraestrutura adequada para exploração e produção de petróleo e gás natural. O presidente do CERNE também mostrou a situação das desativações da planta de biodiesel em Guamaré e das sondas terrestres do Estado pela Petrobras, segundo a estatal, visou redução de gastos: “a exploração terrestre da Petrobras vai para a garagem, sem previsão de retorno”, salientou.

Jean-Paul Prates. (CERNE). Foto: CERNE

Jean-Paul Prates. (CERNE). Foto: CERNE

Representando o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis-CTGAS-ER, o engenheiro Bruno Soares falou sobre os projetos de desenvolvimento, pesquisa e inovação da instituição como, por exemplo, a implantação do dessalinizador solar, fruto de dois anos de pesquisas na área. O equipamento, que utiliza água do mar, demonstrou capacidade para fornecer o líquido potável com percentuais de minerais insalubres bem abaixo dos exigidos pela legislação do Brasil.

O gerente de implantação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Fiat Chrysler, Egon Daxbacher, mostrou as atividades desenvolvidas pela empresa.  Instalado em Pernambuco e com um total de R$ 140 milhões de investimento, o Centro de Pesquisa pretende gerar 500 empregos nos próximos anos. “Criamos novos sistemas e soluções para os automóveis produzidos pela companhia em todo o mundo. São softwares que visam maior eficiência energética, redução do consumo de combustível e da emissão de gases”, explicou Daxbacher.

Fonte: CERNE Press

 

 

 

 

 

Fórum Estadual de Energia lota auditório e discute os rumos do setor energético no RN

Nesta quarta-feira, 26 de outubro, o auditório do IFRN Natal-Central esteve lotado com a presença de autoridades, especialistas, empresários, pesquisadores e estudantes durante o 4° Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte (FEERN 2016).

Além de ser o momento para apresentar a sociedade o panorama do setor energético estadual, o FEERN este ano trouxe como novidade temas envolvendo o futuro da energia e as tendências em pesquisa, tecnologia e inovação.

Foto: CERNE/Divulgação

Foto: CERNE/Divulgação

O reitor do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN), Wyllys Farkatt Tabosa, deu as boas vindas aos integrantes da mesa de abertura e o público presente: “Este é um momento histórico para a nós e estamos honrados em receber um evento que vai debater de forma técnica, cientifica e propositiva a preocupação com a sustentabilidade ambiental”.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Flávio Azevedo, destacou a atividade acadêmica são o elo de desenvolvimento com investidores e “formam uma cadeia produtiva de excelência”. Azevedo afirmou que, só pela iniciativa privada, foram investidos cerca de 12 bilhões de reais em energias renováveis no Rio Grande do Norte.

Para a Consulesa de Política e Economia do Consulado Geral dos EUA no Brasil, Paloma Gonzales, discutir sobre energias renováveis com o Brasil é de grande interesse para o governo americano. “Nós lançamos a Climate Partners (Parceiros Climáticos) por que acreditamos que a energia renovável está atrelada as mudanças climáticas e esta iniciativa também possibilita a troca de conhecimento e formação de parcerias entre os países, como acontece aqui no Brasil”, explicou a Consulesa.

Jean-Paul Prates, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), disse que o Fórum Estadual de Energia é a momento em que a sociedade pode discutir os desafios e perspectivas do setor energético. Prates pontuou a necessidade do Estado não perder o protagonismo que conquistou no setor energético.

Participaram da mesa de abertura o Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, Sérgio Azevedo, o Presidente da CHESF, José Carlos de Miranda, o Presidente Executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o Diretor da ABEEÓLICA, Sandro Yamamoto, a Diretora Executiva do CTGás-ER, Cândida Amália, o superintendente comercial da COSERN, Walmary Nunes, e o Gerente da Incubadora inPACTA da UFRN, professor Efraim Pantaleón.

O FEERN é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) em parceria com o Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN)​. Esta quarta edição conta também com o apoio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press

 

 

 

 

Entidades nacionais traçam futuro do setor energético durante Fórum Estadual de Energia do RN

O panorama da energia eólica no Brasil foi apresentado pelo Diretor Técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Sandro Yamamoto. Segundo ele, o setor necessita de contratação de energia de reserva, por questões de segurança energética: “Para garantir o suprimento de energia em um cenário de retomada do crescimento é necessária a contratação de pelo menos 1,9 gigawatts médios nos Leilões de Reserva (LER)”, afirmou Yamamoto.

Sandro Yamamoto (Abeeólica). (Foto: CERNE)

Sandro Yamamoto (Abeeólica). (Foto: CERNE)

Já o Greenpeace, representado pela Coordenadora da Campanha de Energias Renováveis, Bárbara Rubim, mostrou que o Brasil pode chegar em 2050 com matriz 100% renovável. Para ela, é necessário repensar o consumo de energia nos diversos setores econômicos.

Bárbara Rubim (Greenpeace). (Foto: CERNE)

Bárbara Rubim (Greenpeace). (Foto: CERNE)

“Com medidas de eficiência energética em todos os setores é possível reduzir a demanda de energia do país em 47% até 2050. O setor de transportes, por exemplo, há uma redução do consumo pela própria eficiência dos motores utilizados”. Bárbara ainda mostrou que a transferência modal, com uso de ferrovias no lugar de rodovias, gera mais resultados na diminuição do consumo.

Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), elencou os desafios enfrentados pelo setor fotovoltaico, que a cada ano cresce timidamente e hoje possui cerca de 5 mil sistemas instalados em todo o Brasil.

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Entre as dificuldades estão às altas cargas tributárias sobre equipamentos e maquinários da cadeia produtiva, inviabilizando investimentos milionários no setor fotovoltaico. Como solução, Sauaia propôs o desenvolvimento de uma política industrial que viabilize a fabricação de equipamentos solares no país.

Fonte: CERNE Press

 

 

 

 

 

“Até 2050, desafio será a integração”, afirma especialista americano no 4º Fórum Estadual de Energia do RN

O membro da Comissão de Energia do Estado da Califórnia, Andrew McAllister, veio a Natal para falar sobre a nova era da energia renovável e o futuro do setor no mundo. O especialista norte-americano mostrou, durante o 4º Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte (FEERN), que a Califórnia tem muitas características em comum com o Nordeste brasileiro quando o assunto é energias renováveis.

Segundo McAllister, o estado americano é considerado uma referência em tecnologia e gestão da geração de energia solar. “A Califórnia tem a maior usina fotovoltaica do mundo e que pode gerar até 392 megawatts de energia”. Esse número é suficiente para alimentar 140 mil casas.

“Já investimos cerca de 30 milhões em pesquisas na área de energia limpa. Precisamos pensar soluções a partir do uso de energia solar, eólica, de biomassa, entre outras fontes da matriz energéticas.”, pontuou.

O principal desafio do mercado energético no mundo até 2050, de acordo com o especialista, será a integração das matrizes energéticas e sistemas de geração visando utiliza-las da forma mais eficiente possível. “Por exemplo, podemos agregar o uso das energias alternativas como fonte geradora em horários de pico e, assim, otimizar ainda mais o consumo eficiente e sustentável”.

Fonte: CERNE Press

Eólica: País estará entre 5 maiores produtores

Até 2020, o Brasil deverá dobrar sua capacidade de geração eólica, ficando entre os 5 maiores produtores do mundo. O País iniciou 2016 como o 10º maior produtor, e deve encerrar o ano na 8ª posição. A expectativa do setor é de que em pouco mais de três anos as usinas eólicas passem dos atuais 10GW de capacidade instalada para 20GW. E, dentro dessa previsão, o estado do Ceará, em particular, e a região Nordeste, como um todo, atuarão como protagonistas desse crescimento.

Hoje, a capacidade eólica brasileira, com 395 usinas, corresponde a 6,5% da capacidade total do País, atrás da hidrelétrica (61%) e termelétrica (27,5%), segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). E só novos empreendimentos já contratados, em construção (132) e com construção não iniciada (225) irão adicionar mais 8,2 GW de capacidade instalada ao sistema elétrico do País.

“Temos o quarto maior crescimento anual (em geração eólica) do mundo. E mesmo quando toda a economia está decrescendo, a indústria eólica está em crescimento”, disse Lauro Fiúza, presidente do Conselho da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), durante o Power Future Symposium – 1º Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, realizado ontem, em Fortaleza. “A energia eólica é complementar à matriz hídrica”, afirmou Fiúza.

No último domingo, por exemplo, as usinas eólicas foram responsáveis por 10% da produção de energia elétrica do País, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), enquanto as hidrelétricas responderam por 68% e as térmicas por 21%. “O Nordeste terá um peso muito importante nesse crescimento. Hoje, nós não estamos utilizando nem um terço do nosso potencial eólico”, disse Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, entidade que promoveu o evento.

“O mais difícil nesse processo era a curva de aprendizado, e isso a gente já superou”, afirmou Prates. “Temos tecnologia, pessoal qualificado, e mostramos que há viabilidade”. O Nordeste é responsável por 80% da capacidade instalada de geração eólica do País. Rio Grande do Norte (3,0GW), Bahia (1,7GW) e Ceará (1,5GW) respondem por 65% da capacidade brasileira.

Energia solar

Com uma participação ainda pequena na produção energética do País (0,02% da capacidade instalada) a geração solar é uma das grandes apostas no segmento de energias renováveis no País. E a integração de parques solares com os empreendimentos eólicos já existentes pode alavancar a geração fotovoltaica, uma vez que poderia haver o aproveitamento da infraestrutura e de linhas de transmissão, por exemplo.

“Assim como a eólica, a energia solar também será uma energia complementar”, diz Fiúza. “E nós já estamos trabalhando para ter os parques de solar dentro das eólicas, diminuindo os custos fixos e os custos de instalação. Temos muito espaço e tenho certeza de que iremos crescer muito nisso”, ele diz.

Convidado especial do simpósio, Andrew McAllister, membro da Comissão Energética do Estado da Califórnia (EUA), falou do desenvolvimento das energias solar e eólica no estado americano enfatizando as semelhanças climáticas com o nordeste brasileiro. Para ele, entre os maiores desafios da geração limpa é melhorar a eficiência energética e reduzir os custos de geração. “A eficiência energética é o ponto crítico, tanto em edificações residenciais ou comerciais como na indústria. Mas com relação aos mercados, o custo das energias limpas está caindo consideravelmente. O custo da eólica já está muito baixo e o da fotovoltaica vem caindo bastante”.

Futuro

Para o coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Jurandir Picanço, “o futuro da energia solar está apenas se iniciando. A energia solar é o futuro da nossa energia”, ele acredita. Segundo Picanço, no entanto, para que os investimentos sejam atrativos é preciso reduzir os custos de produção do MW.

Fonte: Bruno Cabral | Diário do Nordeste

Eólica caminha para ser maior matriz energética do Ceará

Responsável por 42% da potência instalada no Ceará, os 56 empreendimentos eólicos têm capacidade para produzir 1,5 GW. Hoje, estão em construção outros 17 parques no Estado, com potência de 391 MW, além de 33 parques com construção não iniciada com potência de 722,4 MW, segundo dados da Aneel. Quando os empreendimentos contratados estiverem em operação, o setor passará a ser a principal matriz energética do Estado, ultrapassando a térmica.

E, em períodos de estiagem como o atual, o papel das eólicas será cada vez mais importante. “Precisamos enfatizar as fontes que não utilizam água, utilizando recursos abundantes de cada região. E não há dúvida de que o Nordeste é uma potência eólica”, diz Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Para ele, é preciso acabar com o “mito” de que a geração eólica é intermitente.

“Uma só usina pode até ser, mas um conjunto de usinas, dentro de um sistema, tem uma produção regular. O Nordeste bate recordes de produção eólica, então não podemos mais dizer que se trata de uma energia alternativa. É consolidada”, diz Prates, que já foi secretário de Estado de Energia do Rio Grande do Norte.

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, destaca que as eólicas já atendem 30% do Nordeste, “o que é algo considerável uma vez que até pouco tempo nós nem tínhamos eólicas no Brasil”. No entanto, ela diz que as eólicas ainda não são suficientes para atender a demanda regional e que em períodos hidrológicos ruins, como o atual, o sistema interligado não pode prescindir das térmicas para ficar em equilíbrio.

“É preocupante a crise hídrica, não só no Ceará, mas no Nordeste como um todo. A situação é séria e deve perdurar. Com isso, o custo para as térmicas fica de fato mais alto e desequilibra a geração, porque precisam ser remuneradas de forma adequada”, afirma Elbia.

Expectativa

Para 2017, com a expectativa de recuperação da atividade econômica, ela diz que o setor espera a realização de bons leilões para o setor. “Esperamos a retomada dos leilões tanto de geração como de transmissão, que não ocorreram neste ano”, ela diz. “Para o ano que vem, com a perspectiva de melhora econômica, a gente trabalha com a expectativa de 2GW nos leilões”.

Com relação às linhas de transmissão no Ceará, que vinham sendo um dos gargalos para o setor, Gannoum diz que o Estado apresenta uma vantagem competitiva em relação ao Rio Grande do Norte. “O problema hoje é bem menor. O Ceará tem disponibilidade de linhas de transmissão para participar já do próximo leilão, em dezembro deste ano”, afirma.

No mundo

Até 2030, as fontes de energia eólica podem chegar a 20% de toda matriz energética mundial, segundo estimou o Global Wind Energy Council (GWEC) em seu relatório bienal sobre o futuro da energia eólica no mundo: “Global Wind Energy Outlook 2016”, divulgado pela Abeeólica. No cenário mais otimista traçado pelo estudo, a energia eólica pode chegar a uma potência instalada de 2.110 GW até 2030. O relatório analisa quatro diferentes cenários explorando o futuro da indústria até 2020, 2030 e 2050.

Na estimativa para 2030 é estimado que o setor eólico irá criar 2,4 milhões de novos empregos, reduzindo emissões de CO2 em mais de 3,3 bilhões de toneladas por ano, além de atrair investimentos anuais da ordem de 200 bilhões de euros. Considerando a queda de preço nos anos recentes para energia eólica, solar e outras renováveis essas matrizes ficarão ainda mais competitivas.

De acordo com o secretário-geral GWEC, Steve Sawyer, a energia eólica já é a opção mais competitiva para adicionar nova capacidade à matriz elétrica em muitos mercados em crescimento, como os da África, Ásia e América Latina. Ele destacou que com a entrada em vigor do Acordo de Paris, será possível acabar com plantas de energia de combustíveis fósseis e substitui-las por eólica, solar, hídrica, geotérmica e biomassa.

Os resultados apontam como a indústria eólica deve se comportar em termos de fornecimento de energia mundial, redução de emissão de CO2, geração de empregos, redução de custos e atração de investimentos.

‘Cada região deve encontrar uma solução apropriada’

Diante do problema gerado para o setor elétrico em decorrência da falta de água, o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, diz que a tendência é que se busque, cada vez mais, aproveitar as vocações de cada região para a geração de energia. “No Nordeste brasileiro, no norte da África, como em outras partes do planeta, há essa questão da água. E isso não é de agora, é um problema histórico. Então nós achamos que cada lugar tem que encontrar uma solução apropriada”.

Para Jean-Paul Prates, o desafio é saber até que ponto a tecnologia pode ajudar no aproveitamento sustentável

Para Jean-Paul Prates, o desafio é saber até que ponto a tecnologia pode ajudar no aproveitamento sustentável

Para Prates, o desafio hoje é saber até que ponto a tecnologia pode ajudar no aproveitamento sustentável e economicamente viável dos potenciais energéticos de cada local, como a força das marés, dos ventos, da luz solar, de biomassa, dentre outras. “A próxima era será da energia local. De aproveitar as fontes próximas, tudo aquilo que esteja ao seu alcance”.

A ideia, diz Prates, é replicar esse conceito tanto seja em uma cidade, uma indústria, ou em uma residência. “Na perspectiva doméstica, se sua casa for capaz de gerar energia para ela mesma, você está cumprindo sua parte. Isso se dá numa dimensão local, regional e nacional. Quanto mais cada um poder fazer para suprir energia ou ser eficiente, menos problemas em nível nacional você vai ter”, ele diz.

Na avaliação de Prates, não faz sentido instalar uma termelétrica que consome grandes volumes de água em um estado que sofre com a seca, a não ser que se busque, por exemplo, soluções como a dessalinização da água do mar. No entanto, as próprias termelétricas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) se instalaram na região, dentre outros fatores, pela facilidade de acesso ao carvão mineral que chega pelo porto.

Simpósio

A geração sustentável de energia será um tema discutido no 1º Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, que será realizado pelo Cerne no dia 24 de outubro, em Fortaleza. O evento terá como tema o futuro da energia, desde a sua geração a partir de fontes renováveis até seu consumo de forma sustentável.

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Milton Pinto aponta a necessidade de discutir outras formas de geração e que possa ser feito de imediato

“O Ceará tem um enorme potencial eólico e solar, mas hoje a maior parte da matriz elétrica do Estado é das térmicas. No Brasil a fonte é predominantemente hídrica, mas no Nordeste os reservatórios não estão dando conta. Então, precisamos discutir outras formas de geração, do que pode ser feito de imediato. Isso demanda investimentos, mas a gente precisa estabelecer uma política energética. O ideal é que cada estado tivesse uma política definida”, diz Milton Pinto, diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura do Cerne.

Segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia, Até 2050, a demanda de energia elétrica deverá triplicar no Brasil. (BC)

Fonte: Diário do Nordeste

Aneel libera operação comercial de eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para entrada em operação comercial a partir desta segunda-feira (20) mais um aerogerador, de 3 MW de potência, do parque eólico Vila Pará III, de propriedade da empresa Voltalia.

O empreendimento está instalado no município de Serra do Mel. Com o funcionamento da nova turbina, o parque passa a ter uma potência instalada de 24 MW.

Fonte: CERNE Brasil

Eólica poderá responder por 20% da geração no mundo até 2030

Relatório do GWEC aponta que investimentos e fontes renováveis são essenciais para países cumprirem as metas da COP 21

A energia eólica poderá responder por cerca de 20% e toda a eletricidade gerada no mundo até 2030. Essa é a conclusão do Global Wind Energy Council (GWEC), que divulgou nesta terça-feira, 18 de outubro, seu relatório bienal sobre o futuro da energia eólica no mundo. Intitulado de “Global Wind Energy Outlook 2016”, o documento traça cenários em que a fonte eólica poderia fornecer um quinto de toda geração de eletricidade daqui a cerca de 15 anos. E ainda, o relatório de 44 páginas analisa quatro diferentes cenários explorando o futuro da indústria em 2020, 2030 e 2050.

No cenário de 2030, estimulou o GWEC, a fonte eólica poderia chegar a 2.110 GW de capacidade instalada. Esse volume representaria atração de investimentos da ordem de 200 bilhões de euros. A estimativa é de que criaria 2,4 milhões de novos empregos e reduziria as emissões de mais de 3,3 bilhões de toneladas ao ano. No cenário mais avançado do GWEC a fonte eólica poderá alcançar 5.806 GW de capacidade instalada em 2050. Seria um potencial de geração de mais de um terço da eletricidade mundial. O mercado anual nesse horizonte poderia ultrapassar os 200 GW novos instalados todos os anos e aportes anuais de 275 bilhões de euros ao ano.

O GWEC avalia que a queda de preço nos últimos anos para a eólica, solar e outras renováveis, não é apenas tecnicamente possível, mas também, economicamente competitiva. No documento, a entidade afirma ainda que novos mercados estão se desenvolvendo rápido na África, Ásia e América Latina.

De acordo com Steve Sawyer, secretário-geral GWEC, a energia eólica é a opção mais competitiva para adicionar nova capacidade à matriz elétrica em muitos mercados em crescimento. E alerta que se os países desejam cumprir os acordos de Paris, referindo-se à COP 21, realizada em novembro de 2015, isso vai significar acabar com plantas de energia de combustíveis fósseis e substitui-las por eólica, solar, hídrica, geotérmica e biomassa. Para ele, esta será a parte difícil e os governos deverão agir com muita seriedade para cumprir o que foi prometido.

Para Sven Teske, analista-chefe do relatório e Diretor de Pesquisa do Institute for Sustainable Futures da University of Technology Sydney, acabar com combustíveis fósseis inclui também trabalhar com o setor de transporte como o maior emissor de CO2. Em sua avaliação, o mercado para mobilidade elétrica, tanto para veículos elétricos quanto para os de transporte público, vai continuar a crescer significativamente e, com isso, vai crescer também a demanda por energia no setor de transporte.

O relatório do GWEC examina o cenário central Agência Internacional de Energia (e os dados do World Energy Outlook e New Policies Scenario), e compara com com oIEA’s 450 ScenarioGWEC Moderate Scenario e o GWEC Advanced Scenario. Os resultados mostram como a indústria eólica deve se comportar em termos de fornecimento de energia mundial, redução de emissão de CO2, geração de empregos, redução de custos e atração de investimentos.Estes quatro cenários são, então, comparados com duas diferentes possibilidades de demanda mundial por eletricidade.

Sobre o mercado brasileiro, o GWEC destacou que o país continuará a ser o principal mercado onshore da América Latina até 2020. Além disso, em função da natureza dos ventos mais estáveis, o país está ao lado do Marrocos e do Egito entre os locais onde se utiliza as máquinas de classe II e III que apresentam maiores fatores de capacidade e um baixo custo da energia.

Fonte: Agência CanalEnergia

ONS e EPE explicam exclusão de projetos do 2º LER 2016

ONS explica motivos de o RN ter ficado de fora do leilão das eólicas

O Rio Grande do Norte está fora do 2º Leilão de Energia de Reserva 2016, a ser realizado no próximo dia 16 de dezembro. A Nota Técnica 121/2016, elaborada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) tirou o estado, juntamente com Bahia e Rio Grande do Sul, do pleito pela aquisição de novos projetos voltados para os setores eólico e solar, no próximo leilão.

Em resposta a uma solicitação do NOVO, nesta sexta-feira (14), o ONS explicou por meio de nota o motivo de não ter incluído o estado no certame, mesmo entes potiguares voltados para o setor energético afirmando possuir as requisições técnicas. Segundo o órgão destaca em sua nota, ele atendeu todos os critérios técnicos para sua decisão. A falta de estrutura de escoamento de energia é apontada como causa da exclusão. O RN não teria linhas de transmissões suficientes para escoar a produção, graças a atrasos nas obras do setor, sobretudo nos empreendimentos da empresa Abengoa, que desde o ano passado entrou em crise financeira e paralisou suas atividades.

O Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (Seern) discorda da posição da nota técnica. O argumento é que uma resolução de agosto deste ano, da Aneel, solucionou o problema apontado. Devido ao problema da Abengoa, o ente federal autorizou que a empresa Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa, já que a primeira também possui obras em território potiguar e seria prejudicada com a situação da outra corporação.

É nesse ponto que entra a explicação do ONS: “Esses empreendimentos no Nordeste não foram considerados na Nota Técnica do ONS porque foram autorizados pela Aneel após a data de corte estabelecida pela Portaria nº 444 do MME, que era 29 de agosto de 2016 [a resolução autorizativa da Aneel é de um dia depois desse prazo]. A capacidade de escoamentos desses empreendimentos, portanto, também não poderia ter sido considerada pelo ONS”.

Confira a nota do ONS na íntegra:

Com relação à questão das margens de transmissão para escoamento de energia que poderão ser utilizadas a partir do resultado do 2º Leilão de Energia de Reserva 2016, marcado para o dia 16 de dezembro, o ONS informa, adicionalmente, que a Nota Técnica 121/2016 foi elaborada atendendo aos critérios estabelecidos na Portaria n° 444 do Ministério de Minas e Energia. Segundo a Portaria, só poderiam ser considerados para o leilão os projetos de transmissão com entrada em operação até 1° de janeiro de 2019.

Os resultados da referida Nota Técnica foram impactados pelos atrasos em obras da Abengoa, no Nordeste, e da Eletrosul, no Sul do país. Com isso, os estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul ficaram sem margem para escoamento de energia.

No caso da Eletrosul, o projeto da LT Nova Santa Rita – Povo Novo não foi considerado porque a previsão para entrada em operação do empreendimento é março de 2019. A data foi aprovada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

No que se refere ao Nordeste, algumas providências foram tomadas, posteriormente, pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A Aneel autorizou obras nas subestações Gilbués II, no Piauí, e Barreiras II, na Bahia. Essas obras, se concretizadas, poderão trazer, no futuro, margem de escoamento, beneficiando, principalmente, o estado da Bahia, onde atualmente a capacidade é nula.

Para o Rio Grande do Norte, a Aneel propôs que a Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa. Isso porque os projetos da própria Esperanza, no caso, a LT Açu III – João Câmara III C1 e a LT Açu III – Quixadá C1, com previsão de entrada em operação em 5 de setembro de 2017, são impactados pelas obras em atraso da Abengoa (Subestação Açu III e a LT Açu III – Milagres II).

Esses empreendimentos no Nordeste não foram considerados na Nota Técnica do ONS porque foram autorizados pela Aneel após a data de corte estabelecida pela Portaria nº 444 do MME, que era 29 de agosto de 2016. A capacidade de escoamentos desses empreendimentos, portanto, também não poderia ter sido considerada pelo ONS.

Fonte: Felipe Galdino | Novo Jornal

EPE: restrição no LER evitará que consumidor pague por energia inexistente

A restrição da participação de projetos eólicos e solares no próximo leilão de energia de reserva teve a intenção de evitar que o consumidor pague por energia que não existe, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso. A falta de capacidade de escoamento deixará de fora do próximo LER, marcado para 16 de dezembro, 21.415 MW em projetos localizados nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A notícia não foi bem recebida pelos governos estatuais afetados, que disserem que vão tentar reverter a decisão.

“A ausência das margens é causada pela [falta da] linha da Abengoa e por uma dificuldade na Eletrosul que efetivamente compromete”, declarou o executivo nesta segunda-feira, 17 de outubro, durante conferência internacional sobre açúcar e álcool em São Paulo. “Ser realista no cálculo das margens é essencial para evitar a existência de projetos prontos e a inexistência de transmissão, que é o consumidor pagar por uma energia que não existe”, disse Barroso. Ambas as empresas mencionadas estão com dificuldades para concluir obras de transmissão nas regiões Nordeste e no Sul do país.

O presidente da EPE explicou que o cálculo das margens de escoamento é realizado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) a partir de um conjunto de premissas que são definidas em conjunto entre os órgãos. Barroso se comprometeu a buscar alternativas para contornar essa situação, contudo, qualquer solução deverá ser aplicada apenas a partir de 2017. “Esse processo pode ser aperfeiçoado e buscaremos esse aperfeiçoamento. Para esse leilão, pelo prazo, pode ficar muito apertado. Mas para leilões futuros com certeza nós queremos fazer o melhor e o que for tecnicamente correto.”

Seja na transmissão, seja na geração, os atrasos nas obras comprometem o planejamento energético feito pela EPE, onerando o consumidor. Em um passado recente, o Brasil conviveu com uma série de projetos eólicos que ficaram prontos no Nordeste, mas que não podiam escoar a produção por falta de transmissão. Esse descasamento de obras gerou custos milionários para todos os consumidores brasileiros entre 2012 e 2014, que tiveram que pagar por uma energia que não foi entregue. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tenta na Justiça buscar o ressarcimento desses valores, por meio de uma ação que está em andamento contra a Chesf.

O próximo leilão de reserva é destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração, a partir das fontes solar fotovoltaica e eólica, com início de suprimento em 1º julho 2019

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia