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Voltalia e Copel inauguram novo complexo eólico no Rio Grande do Norte

A Voltalia, grupo internacional produtor de energia a partir de fontes renováveis, em parceria com a Copel – Companhia Paranaense de Energia – inaugurou nesta quinta-feira, 19, o Complexo Eólico de São Miguel do Gostoso/ RN e a conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN) dos quatro parques que o compõem. Ao todo, são 36 aerogeradores de 3 MW cada, totalizando 108 MW de capacidade instalada e que já se encontra em operação comercial.

O Complexo Eólico de São Miguel do Gostoso tem potencial para produzir em torno de 520 GWh por ano, energia capaz de abastecer aproximadamente 270 mil famílias, além de preservar o meio ambiente à medida que reduz a emissão de gás carbônico em até 205.042 toneladas por ano.

São Miguel do Gostoso está apto a operar desde junho de 2015, época em que a construção do complexo foi finalizada. Deste então, o complexo recebe a receita total de remuneração, conforme previsto pelo leilão público, realizado em 2011. Agora, com a linha de conexão disponibilizada e o complexo ligado ao Sistema Interligado Nacional, a Voltalia atinge a marca de 429,30 MW em operação comercial no Brasil.

“A inauguração do Complexo Eólico de São Miguel do Gostoso/RN representa um grande estímulo aos nossos negócios e contribui não somente com geração de energia limpa, mas também com o abastecimento de uma região que vive constante deficit de geração de energia elétrica. Atingir a marca de 429,30 MW em operação no país reforça ainda mais a nossa ambição em ser um grupo com atuação significativa no pais na produção de energia apartir de fontes renováveis e que enxerga no Nordeste do país, em especial o estado do Rio Grande do Norte, uma região com um potencial enorme de desenvolvimento”, declarou Robert Klein, Diretor Geral da Voltalia Energia do Brasil.

“Para a Copel, é motivo de grande orgulho fazer parte deste projeto. Este complexo representa mais um passo decisivo para consolidar a geração de energia com fontes renováveis de forma eficiente. A Copel está alinhada à demanda de toda a população por fontes mais sustentáveis e baratas. Por isso, participamos de projetos como do Complexo de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, onde os ventos sopram com mais abundância, para diversificar a matriz energética e garantir retorno para os paranaenses”, disse o presidente da Copel, Antonio Guetter.

Números
520 GWh 
é a capacidade de geração de energia anual pelo novo parque eólico de São Miguel do Gostoso

O RN pode perder atratividade

Principal destino brasileiro dos investimentos da multinacional Voltalia, o Rio Grande do Norte ganhou, na semana passada, mais um complexo eólico administrado pela empresa. Os 36 aerogeradores instalados com capacidade de geração de energia em torno de 520 GWh por ano, estão fincados no entorno do município de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte. Juntos, eles poderão  abastecer, aproximadamente, 270 mil famílias com energia elétrica.

A geração da energia está garantida. O escoamento, porém, poderá sofrer reveses caso o Governo Federal não amplie as linhas de transmissão existentes. Novos empreendimentos deverão chegar nos próximos anos, além dos que estão em construção, pois novos leilões ocorrerão ainda este ano. A expectativa, com o certame de energia renovável que será realizado em dezembro deste ano, é que a Voltalia amplie os investimentos no estado e passe a produzir energia fotovoltaica, a que aproveita o potencial da luz solar.

O country manager da companhia no Brasil, contudo, alerta para o risco do estado do Rio Grande do Norte perder atratividade em decorrência da limitação das linhas de transmissão de energia.

O que representa, para a Voltalia, a inauguração deste novo parque eólico?
A inauguração do Complexo Eólico de São Miguel do Gostoso, no norte do Rio Grande do Norte, representa um grande estímulo aos nossos negócios e contribui não somente com geração de energia limpa, mas também com o abastecimento de uma região que vive constante déficits de geração de energia elétrica. Atingir a marca de 429,30 MW em operação no país reforça ainda mais a nossa ambição em ser um grupo com atuação significativa no pais na produção de energia a partir de fontes renováveis e que enxerga no Nordeste do país, em especial o estado do Rio Grande do Norte, uma região com um potencial enorme de desenvolvimento.

Como a Voltalia atua na geração de energia no mundo?
A Voltalia é uma companhia internacional produtora de energia elétrica a partir de fontes renováveis (eólica, solar, hidroelétrica e biomassa) e que presta serviços a clientes terceirizados. A empresa está presente em 15 países espalhados pelos 4 continentes e é cotada na bolsa de valores Euronext Paris desde julho de 2014 (VLTSA).

Como se deu o processo de escolha do RN pela Voltalia? Quanto tempo essa prospecção demorou e quanto a empresa já investiu no estado?
O Brasil representa o maior mercado para a Voltalia em termos de investimentos e capacidade instalada. O Rio Grande do Norte é uma das melhores regiões para construir e operar um complexo eólico, devido à sua topografia e, claro, ao seu regime de vento extremamente favorável. Nossos investimentos no Brasil chegam à casa de R$ 2,5 bilhões e o Rio Grande do Norte é o principal destino desses investimentos, pois aqui estão localizados todos os nossos cinco complexos eólicos. Identificamos o potencial desta região já em 2007, quando ainda o setor eólico era incipiente no Brasil. Prospectamos áreas, firmamos contratos de arrendamento, medimos o vento. Desenvolvemos muitos projetos, sempre torcendo para que o governo desse a chance para esta fonte de energia limpa. Foi o que aconteceu com o primeiro leilão em 2009.

Quais foram as dificuldades (jurídicas, estruturais, ambientais) para instalação dos parques?
No geral, posso afirmar que a implementação do projeto foi um grande sucesso. Porém, tem que admitir que não faltaram dificuldades que apareceram ao longo do nosso caminho. Mas, com um trabalho sério, paciência, profissionalismo, perseverança e um pouco de sorte, conseguimos superá-las e chegar ao resultado que conhecemos.

A Voltalia pretende ampliar a participação na geração de energia via RN? De que forma? Quanto pretende investir no leilão programado para dezembro?
Sem dúvida. Trabalhamos e investimos há muitos anos para ampliar a nossa participação no RN, assim como em outros estados. Temos uma carteira importante de projetos que só espera ganhar um leilão para serem construídos. Temos diversos projetos eólicos e solares cadastrados no próximo leilão de dezembro, e como são extensões dos nossos parques já em operação, esperamos que sejam competitivos.

Além da energia eólica, a Voltalia tem planos de explorar energia solar no RN? A partir de quando e por qual município?
Sim, estamos construindo nosso primeiro parque solar no Brasil. Este parque integra o Projeto Híbrido que possuímos em Oiapoque (AP), onde ainda envolve geração de energia térmica e de uma PCH – Pequena Central Hidrelétrica -, cuja construção está prevista para se iniciar no segundo semestre de 2018. Um dos motivos de termos adquirido a Martifer Solar no ano passado foi diversificar nosso portfólio e sermos mais atuantes em energia solar no mercado brasileiro.

Em relação à transmissão da energia produzida localmente, como a Voltalia tem conseguido escoá-la? Qual o principal cliente da empresa?
Como apostamos em construção de parques de grandes portes (cluster), tivemos que construir uma linha de transmissão de grande capacidade capaz de escoar uma grande parte dos nossos parques. Quem compra a energia gerada por nossos parques são a maioria das distribuidoras do Brasil, de Norte a Sul, assim como preveem os leiloes de energia nova.

Qual o potencial do RN em relação aos demais estados brasileiros nos quais existem parques eólicos instalados? Esse potencial é pouco explorado? Por quais motivos, do ponto de vista da Voltalia?
Em termos de regime de vento e radiação solar, o Rio Grande do Norte é um dos estados com mais capacidade instalada hoje e potencial para o futuro. Porém, o estado pode perder muito rapidamente a sua atratividade devido às restrições de margem de escoamento, ou seja, a falta de investimento em linhas de transmissão que impede muitos projetos do Rio Grande do Norte participar de leilões. Os Estados do Rio Grande do Norte e Bahia são os mais afetados com essas restrições devidas, principalmente, ao atraso na construção de novas linhas.

Quais são os reflexos disso?
É uma pena, pois isto pode ajudar o estado a beneficiar-se de novos investimentos, sabendo quanto são importantes, na medida em que os projetos eólicos são acompanhados de projetos sociais que beneficiam as comunidades. A nossa contribuição neste aspecto foi muito grande ao longo dos últimos anos com o nosso envolvimento em numerosos projetos sociais, também com o apoio do BNDES.  Nossos empreendimentos não contribuem apenas com a geração de energia limpa, de empregos e melhora da economia, também implantamos projetos sociais que visam proporcionar melhores condições de vida aos habitantes da região.

Existem novos parques no portfólio da Voltalia para o RN? Onde serão instalados e quanto custarão?
Há bastante, mas o sucesso dos nossos empreendimentos depende diretamente da política nacional sobre as energias renováveis, assim como no reforço do sistema de transmissão no estado do Rio Grande do Norte, como falado anteriormente. Há praticamente dois anos não acontecem leilões de energias renováveis e o leilão de dezembro se torna ainda mais importante para quem continua apostando e investindo em projetos de energia limpa.

Faltam políticas públicas estaduais voltadas ao fomento do setor de energias renováveis? Como o tema é tratado entre empresários do setor e representantes do Estado?
A modernização do setor elétrico brasileiro precisa ser realizada de forma cautelosa pelo governo. A Voltalia procura sempre contribuir com a regulamentação para proporcionar segurança ao setor. Ao nosso ver, o papel da indústria de energia elétrica brasileira é contribuir com o desenvolvimento econômico da região do ponto de vista energético, mas também social e ambiental. O governo do Estado sempre ficou atento e proativo sobre a evolução do desenvolvimento do nosso setor no Rio Grande do Norte, e continuamos contando com o seu apoio.

Quem
Robert Klein é graduado em Matemática pela Aix-Marseille University, e em Engenharia pela Centrale Marseille. Possui MBA em Administração pela IAE FRANCE – Écoles Universitaires de Management. Iniciou sua carreira na exploração marítima de petróleo no Brasil, e participou da configuração e do desenvolvimento de companhias francesas, em particular nos Estados Unidos, Oriente Médio e Ásia, ligadas, predominantemente, ao setor de energia.

Fonte: Tribuna do Norte | Ricardo Araújo

Brasil acelera para arrecadar com petróleo antes de “era renovável”, diz secretário

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não deverá ter ajuda do Brasil em seus esforços para reduzir a oferta da commodity, uma vez que o país pretende impulsionar a produção e a exploração nos próximos anos para monetizar suas reservas, disse à Reuters o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa.

Na véspera, o secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, pediu ajuda até mesmo dos Estados Unidos para reduzir a oferta global da commodity e disse que os produtores norte-americanos de petróleo de xisto deveriam se preocupar também com um eventual impacto de uma queda nos preços.

O ministro do Petróleo da Venezuela, Eulogio del Pino, disse no início de outubro que foram feitos convites para que entre mais 10 e 12 países se juntem aos esforços da Opep para cortar A produção. Segundo ele, os convidados são da América do Sul e da África.

“Houve um momento em que havia uma preocupação, no sentido de que essa é uma riqueza que deve ser explorada com cuidado, para que as próximas gerações se aproveitem dela. E cada vez mais é o contrário, a gente tem que acelerar o aproveitamento dessa riqueza”, disse Pedrosa.

Ele disse não ter conhecimento de um contato da Opep para que o Brasil se junte aos esforços de corte de oferta. Ainda assim, segundo Pedrosa, atender um chamado desses não faria sentido para o país, nem com uma redução na produção da Petrobras e nem com a desaceleração da oferta de novas áreas para exploração.

“A Petrobras é uma empresa que hoje é conduzida pela lógica empresarial, não vejo interesse do país em decidir levar a Petrobras a uma decisão que não seja a que faz mais sentido para ela. E nem faz sentido a gente reduzir a oferta de áreas para exploração futura”, disse Pedrosa.

Ele defendeu que o Brasil tem de aproveitar suas reservas antes que o mundo entre em uma “era renovável”, em que outras tecnologias ganharão importância, como a energia solar e os carros elétricos, com impacto sobre a demanda por petróleo.

“A idade da pedra não acabou por falta de pedra, e a idade do petróleo não acabará por falta de petróleo. Começou a haver uma corrida para aproveitar o recurso que se tem, porque lá na frente ele pode não ter valor”, adicionou o secretário.

A produção de petróleo do Brasil em agosto somou 2,576 milhões de barris por dia, com queda de 1,3% ante igual mês de 2016, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A título de comparação, a Rússia, líder global em produção, registrou a extração de 10,9 milhões de barris por dia em petróleo em agosto.

A Petrobras responde por 94% da produção brasileira, segundo a ANP, em um ranking com os maiores operadores do país, seguida pela norueguesa Statoil, com 3%, e a Shell, com 1,3%.

Do lado da oferta de áreas para exploração e produção, o Brasil já possui rodadas de licitação agendadas para 2017, 2018 e 2019, e há planos para outras.

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, disse nesta semana que o governo avalia sinalizar a realização de ao menos dois leilões de novas áreas por ano também para 2020 e 2021.

Além disso, está em avaliação a ideia de agendar leilões para vender os direitos da exploração dos excedentes da chamada Cessão Onerosa, em que a Petrobras fechou contrato para explorar 5 bilhões de barris de óleo equivalente sem licitação.

Segundo Félix, a área da cessão onerosa pode ter de 5 a 10 bilhões de barris além dos cedidos à Petrobras. O governo avalia vender essas reservas possivelmente em mais de um leilão, com o primeiro deles em 2018.

Fonte: Época Negócios

Futuro da energia em 2050 abre programação do All About Energy

A demanda mundial de energia vem crescendo a um ritmo acelerado desde o início do século 20. A demanda total por energia no Brasil, incluindo eletricidade, gasolina e etanol, entre outros, vai dobrar até 2050, segundo dados da Empresa de Pequisa Energética (EPE). Diante dessa perspectiva, os debates a respeito do futuro da geração e consumo de energia começam a se tornar cada vez mais presentes entre gestores, empresários e sociedade. Esse foi o enfoque da 10ª edição do All About Energy 2017, realizado entre os dias 04 a 06 de outubro em Fortaleza, Ceará.

O Ex-Ministro da fazenda e Integração Nacional, Ciro Gomes, destacou a relação entre meio ambiente e consumo como pilares para sobrevivência do setor energético. “O grande problema do meio ambiente hoje é um tipo de consumo absurdamente insustentável. A adoção de políticas públicas, em especial no campo da educação, é fundamental para preparar novos consumidores mais responsáveis com o meio ambiente”, afirmou.

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Ciro participou do simpósio de abertura “O Brasil e o mundo em 2050 sob o enfoque energético e ambiental” que abriu a programação do All About Energy. O simpósio também contou com a presença da Presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn.

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O mundo está mudando rapidamente e o Brasil está focado em questões a curtíssimo prazo. A questão da mudança climática vem sendo um importante fator para migração da indústria dos combustíveis fosseis para as energias renováveis”, destacou Kahn, ganhadora do Nobel da Paz em 2007.

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Para o Coordenador do Grupo de Economia de Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmar Almeida, a população precisa estar mais atenta ao consumo de energia consciente. “Ao se entender os problemas do impacto do consumo de energia, as pessoas podem ser importantes vetores dessa transição, seja através do consumo consciente de energia ou na escolha de fontes renováveis a partir da micro e mini geração”, salienta o pesquisador.

Fonte: CERNE Press

CERNE discute ações para implantação de cidades inteligentes

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) recebeu nesta sexta-feira (13) a visita da diretora da Secretaria Municipal de Planejamento de Natal (SEMPLA), Irani Santos, e do professor da Universidade Aalto Helsinki (Finlândia), Álvaro de Oliveira.  A visita teve como objetivo apresentar os atuais projetos em andamento para implantação de cidades inteligentes e humanas, como já ocorre em Natal, através de uma parceria entre a Prefeitura e o Instituto Metrópole Digital (UFRN).

A reunião também teve como objetivo delinear ações conjuntas entre o CERNE, UFRN e Prefeitura de Natal para implantação desse modelo de plataforma sustentável em cidades no Rio Grande do Norte.

Irani dos Santos propôs ao CERNE a realização de um workshop voltado para o setor de energia dentro da Campus Party Natal, que será realizado em 2018.

Fonte: CERNE press

Painéis solares iluminam a Amazônia, última fronteira do Brasil sem energia

Os rios Purus e Ituxi cortam o sul da Amazônia brasileira, onde a energia elétrica é um bem tão escasso quão precioso para as comunidades ribeirinhas.

Seguindo a lógica do rio, cujas margens servem de local de moradia para cerca de 600 habitantes da reserva Ituxi, a gasolina e o diesel literalmente movimentam a vida, e só podem ser comprados na cidade, a um preço superior a grandes centros urbanos como São Paulo.

“A última fronteira sem energia é a Amazônia. Ali você tem 2 milhões de brasileiros sem acesso à energia moderna, porque os geradores não são energia moderna, são apenas um paliativo”, diz Aurélio Souza, um engenheiro que trabalha em um projeto de fornecimento de energia para essa região de floresta, que tem como foco os painéis solares.

Em Ituxi, a maioria das construções são palafitas com latrinas externas. As mulheres lavam roupa e louça, ao mesmo tempo em que tomam banho em pequenas plataformas às margens do rio.

As casas mais estruturadas têm banheiros e instalações de água potável, extraída de poços artesianos. Nelas, o ruído dos geradores marca o cair prematuro da noite, que possibilita mais quatro horas de iluminação com lâmpadas e, em alguns casos, de televisão, para os ribeirinhos.

Os rios Purus e Ituxi cortam o sul da Amazônia brasileira, onde a energia elétrica é um bem tão escasso quão precioso para as comunidades ribeirinhas.

Seguindo a lógica do rio, cujas margens servem de local de moradia para cerca de 600 habitantes da reserva Ituxi, a gasolina e o diesel literalmente movimentam a vida, e só podem ser comprados na cidade, a um preço superior a grandes centros urbanos como São Paulo.

“A última fronteira sem energia é a Amazônia. Ali você tem 2 milhões de brasileiros sem acesso à energia moderna, porque os geradores não são energia moderna, são apenas um paliativo”, diz Aurélio Souza, um engenheiro que trabalha em um projeto de fornecimento de energia para essa região de floresta, que tem como foco os painéis solares.

Em Ituxi, a maioria das construções são palafitas com latrinas externas. As mulheres lavam roupa e louça, ao mesmo tempo em que tomam banho em pequenas plataformas às margens do rio.

As casas mais estruturadas têm banheiros e instalações de água potável, extraída de poços artesianos. Nelas, o ruído dos geradores marca o cair prematuro da noite, que possibilita mais quatro horas de iluminação com lâmpadas e, em alguns casos, de televisão, para os ribeirinhos.

Fonte: Estado de Minas

Biomassa supera usina Itaipu em capacidade instalada de energia

Energia gerada pelo bagaço da cana de açúcar representa quase 90% da produção de bioeletricidade do país

A contratação de fontes renováveis de energia complementares à geração hídrica e que contribuam para a manutenção de uma matriz elétrica limpa é cada vez mais estratégica para o futuro energético no Brasil.

Dentre estas fontes, destaca-se a eletricidade gerada a partir da biomassa da cana-de-açúcar, restos de madeira, carvão vegetal, casca de arroz, capim-elefante e outros materiais derivados.

No Brasil, quase 90% da produção de bioeletricidade vem dos resíduos da cana-de-açúcar. Com alto teor de fibras, o bagaço de cana, desde a revolução industrial, tem sido empregado na produção de vapor e energia elétrica para a fabricação de açúcar e etanol, garantindo a autossuficiência energética das usinas durante o período da safra.

Mas além de atender as necessidades de energia das usinas, desde a década de 1980 o bagaço tem permitido a geração de excedentes de energia elétrica que são fornecidos para o sistema elétrico brasileiro. Em 2017, o setor sucroenergético está fazendo 30 anos de exportação de bioeletricidade para a rede elétrica nacional.

“A capacidade instalada atualmente pela biomassa é de 14.302 megawatts (MW) superando a capacidade da usina Itaipu. Em geral, a biomassa ocupa a segunda posição em capacidade instalada, perdendo apenas para as hidrelétricas”, afirmou o  Gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA), Zilmar de Souza, durante a plenária sobre cenários do setores energéticos no All About Energy 2017, em Fortaleza, Ceará.

As regiões com maiores índices de geração estão localizadas nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná que concentram mais de 90% da bioeletricidade gerada para a rede. “O Nordeste tem grande potencial de desenvolvimento graças ao parque sucroenergético secular instalado na região”, completa Souza, que apresentou o panorama dos biocombustíveis e bioeletricidade no Brasil.

“Estamos em um momento propício para elaborarmos uma política setorial de longo prazo em especial para a bioeletricidade e biogás advindo do setor sucroenergético. O All About Energy será um espaço importante para discutirmos e delinearmos esta política setorial”, salienta.

Fonte: CERNE/All About Energy

Mais de 870 mil paraibanos terão “energia dos ventos” em 2018

A capacidade de geração de energia eólica na Paraíba vai chegar a 157,2 megawatts (MW) até o próximo ano, podendo gerar uma energia limpa suficiente para abastecer mais de 290 mil residências, o que equivale a aproximadamente 870 mil habitantes.

A média corresponde à população total de João Pessoa mais um pouco da metade de Bayeux juntas, de acordo com estimativa deste ano divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cálculo considera uma média de três moradores por domicílio e é utilizado por órgãos do setor elétrico, a exemplo da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

A estimativa populacional deste ano em João Pessoa é de 811.598 habitantes e a de Bayeux é de 97.010 habitantes, conforme documento publicado no Diário Oficial da União e produzido pelo IBGE.

De acordo com a Abeeólica, a Paraíba possui atualmente 62,7 MW de capacidade instalada de geração de energia eólica em 12 usinas que operam comercialmente, todas concentradas no município de Mataraca, Zona da Mata paraibana. Mais três usinas (Lagoa I e II e Canoas) estão em construção na região do Seridó do estado, que vão acrescer 94,5 MW de potência de geração.

Os três parques eólicos estão sendo construídos pela Força Eólica do Brasil (FEB). São 45 aerogeradores (os postes que se assemelham a grandes ventiladores) instalados nas cidades de Santa Luzia, São José do Sabugi e Junco do Seridó e que vão formar o Complexo Santa Luzia.

A previsão do início da operação comercial do complexo era para este mês, de acordo com material divulgado pela FEB. No entanto, documento publicado em setembro deste ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que fiscaliza os serviços de geração em todo o país – incluindo as centrais geradoras eólicas – informa que somente parte de uma das três usinas já vai poder começar a operar comercialmente a partir deste mês.

Estudos realizados pelo grupo Iberdrola, que compõe a Força Eólica Brasileira (FEB), apontam que o potencial de geração de energia eólica na Paraíba pode chegar a 2 gigawatts (GW).

Cidades como Patos e Picuí, por exemplo, seriam verdadeiras “minas de ouro” em geração de vento. O que falta? Explorar o potencial. Apuração da reportagem verificou que já existe a intenção de investidores em explorar a produção de energia eólica em Picuí. Além disso, estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) analisou novas formas de escoamento da produção de energia alternativa – solar e eólica – na região do seridó paraibano e do Rio Grande do Norte.

Na Paraíba, de acordo com a EPE, os municípios de Areia de Baraúnas, Junco do Seridó, Patos, Santa Luzia, São José do Sabugi, São Mamede e Teixeira foram identificados como localidades com potenciais eólico e fotovoltaico. Por sua vez, o mapeamento da Iberdrola, de acordo com divulgação do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), a região do Seridó e sertão do estado, por ficarem a cerca de 700 metros acima do nível do mar, geram bastante vento.

“A velocidade média do vento fica acima dos 5 metros por segundo, o que gera uma constante boa para a produção de energia”, explicou o professor Giovanni Maciel.

Para Múcio Flávio, analista da Sudema, é comum crer que o potencial de geração eólica da Paraíba esteja no litoral. “Mas os estudos apontam a Borborema e o Seridó como maiores potenciais. Trata-se de região ondulada e escassa de chuvas. Como é pouco habitada por causa da dificuldade de plantio e criação de gado, a energia eólica traria benefícios para os moradores da região, porque as terras são arrendadas para a instalação de aerogeradores e os proprietários recebem entre 1% e 1,5% do faturamento da empresa, dependendo do contrato”, afirmou.

O analista também citou Araruna e São João do Tigre como cidades com potencial eólico no estado. O professor Márcio Souza, da UFPB, afirmou que a Paraíba ainda tem bastante potencial eólico a ser desenvolvido.

Fonte: Celina Modesto | Jornal Correio da Paraíba

Ceará debate o futuro das energias renováveis e consumo sustentável

Nesta quarta-feira (04) teve início a 10ª Edição da Feira e Congresso All About Energy 2017 no Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza. Até a sexta-feira (06) a capital do Ceará será palco de grandes debates com especialistas, políticos, empresários, pesquisadores e sociedade sobre o futuro das energias renováveis e o consumo responsável.

Na cerimônia de abertura, Jean-Paul Prates, diretor presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), entidade que realiza o evento, ressaltou que o All About Energy abre um leque de oportunidades. “A integração dos setores num mesmo local, com a presença do governo, de empresas e de entidades é muito importante para os nossos estados”. Prates também destacou as potencialidades do Ceará na produção de energia eólica: “É um estado pioneiro em eólicas, com turbinas instaladas desde a década de 90”, afirmou.

Já o titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Ceará (SEMA), Arthur Bruno, enfatizou que o governo cearense quer que o estado retome a liderança na produção energética. “Estamos entre os cinco maiores estados produtores de energia eólica do Brasil. Queremos ampliar ainda mais os investimentos nesse tipo de empreendimento começando com a modernização do processo de licenciamento ambiental”, explica o secretário.

O governador do Piauí, Wellington Dias, proferiu palestra sobre o potencial eólico do Piauí e os planos para o desenvolvimento do país por meio das energias renováveis. Ele destacou a importância do All About Energy como ferramenta para atração de novos investimentos. “O encontro é importante para divulgar o potencial do Piauí, na véspera de um leilão que acontecerá em dezembro. O Piauí tem investidores do mundo todo e este é um momento de se aproveitar todas essas oportunidades”, destacou Wellington.

Dentre as novidades desta edição do All About Energy estão a exposição de veículos elétricos, construções inteligentes como os condomínios solares e aplicações tecnológicas para eficiência energética, além do congresso científico com trabalhos técnicos selecionados por especialistas e doutores. Participaram do evento as principais lideranças das indústrias eólica, solar, bioenergética e ambiental para debater e experimentar, em conjunto, o futuro de seus setores e da humanidade ante os recursos naturais do planeta.

Fonte: Imprensa All About Energy

 

All About Energy chega à 10ª edição com intensa programação

Fortaleza sedia de 4 a 6 de outubro, no Terminal Marítimo de Passageiros, a décima edição da Feira Intersetorial e do Congresso Internacional de Energia Renovável e Sustentabilidade – All About Energy. É um evento focado no futuro das fontes energéticas renováveis e no seu uso e consumo sustentável. Reúne num mesmo ambiente, interativo e dinâmico, um congresso e uma exposição industrial que congregam as mais importantes marcas, tecnologias, pesquisas, atrações e novidades sobre energia renovável e sustentabilidade.

Neste ano, o All About Energy vem com uma concepção inovadora, que induz à interação entre as cadeias produtivas relacionadas com a geração elétrica a partir de fontes renováveis e o consumo responsável de energia. Participam do evento as principais lideranças das indústrias eólica, solar, bioenergética e ambiental para debater e experimentar, em conjunto, o futuro de seus setores e da humanidade ante os recursos naturais do planeta.

O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e a All About Eventos. Conta com o apoio da FIEC e o patrocínio do Sindienergia, entre outros.

Mais informações AQUI

Jean-Paul Prates, diretor presidente do Centro de Energias em Recursos Naturais e Energia, convida para o evento:

Governo arrecada R$ 12,13 bilhões com leilão de 4 usinas hidrelétricas

Todas as usinas foram vendidas e o ágio foi de 9,73%; grupo chinês levou usina de São Simão, o maior negócio, por R$ 7,18 bilhões.

O governo federal arrecadou R$ 12,13 bilhões com o leilão de quatro usinas hidrelétricas realizado nesta quarta-feira (27), em São Paulo. Todas as usinas foram vendidas e o valor arrecadado foi 9,73% acima do valor esperado pelo governo, de R$ 11 bilhões.

Foram vendidas quatro usinas hidrelétricas que hoje são operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), mas que estão com as concessões vencidas: Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande. Juntas, elas têm capacidade de gerar 2.922 MegaWatts (MW) de energia.

O dinheiro pago pelas empresas vai ajudar o governo federal a bater a meta fiscal, que prevê um déficit de R$ 159 bilhões em 2017. O valor da outorga entra como uma receita extraordinária para o governo. Outorga é um montante pago pela empresa ao governo pelo direito de explorar um bem público.

Resultado

O maior negócio ficou com investidores chineses, que levaram a concessão da usina de São Simão, por R$ 7,18 bilhões, um ágio de 6,51% sobre o lance inicial. O grupo foi o único a fazer proposta pela usina.

A Engie, que é a antiga GDF Suez, arrematou a usina de Jaguara por R$ 2,171 bilhões, um ágio de 13,59%, e a de Miranda por R$ 1,36 bilhão, ágio de 22,42%.

Já a Enel ficou com a usina de Volta Grande, por R$ 1,42 bilhão, ágio de 9,84%.

Para o secretário de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, o ágio do leilão “permite comemorar o sucesso do processo”. “Se o ágio for muito alto significa que erramos na mão ao definir um preço muito baixo”.

Até a noite de terça-feira (27), a empresa mineira tentou evitar que suas usinas fossem relicitadas. As quatro usinas vendidas pertence atualmente à Cemig, mas as concessões estão vencidas.

Segurança jurídica

Para o diretor-geral da Aneel, Romeo Rufino, o leilão tem segurança jurídica, apesar da possibilidade de a Cemig ainda recorrer das decisões judiciais que negaram o cancelamento do leilão.

Pedrosa, do ministério de Energia, disse que o ágio em todos os processos demonstra que a percepção de risco jurídico do leilão “não é significativa”.

“A resposta está dada pela presença dos investidores que fizeram propostas de valores significativos”, afirmou Pedrosa.

O diretor de negócios do grupo Engie, Gustavo Labanca, disse acreditar que o resultado do leilão foi um “sucesso” e “irreversível”.

No Twitter, o presidente Michel Temer disse que o Brasil resgatou a confiança do mundo. “Nós resgatamos definitivamente a confiança do mundo no Brasil. Leilão das usinas da Cemig rendeu R$ 12,13 bi, acima da expectativa”, disse.

Impacto nas tarifas

Segundo Rufino, da Aneel, haverá um impacto tarifário no custo da energia com o leilão, mas ele não será “muito significativo”. Ele estima que o efeito tarifário não passará de 1% na energia final, porque será diluído para todo o mercado nacional.

Impasse sobre leilão até a véspera

O processo para o leilão das usinas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande foi marcado por impasses e liminares judiciais. A Cemig, que opera essas usinas essas usinas atualmente, vinha tentando manter o controle sobre elas, inclusive com ações na Justiça.

Uma liminar do final de agosto havia atendido a um pedido da empresa e suspendido o leilão das quatro hidrelétricas, mas o governo conseguiu reverter a decisão.

As quatro usinas envolvem contratos de concessão que venceram entre agosto de 2013 e fevereiro de 2017. As usinas respondem por aproximadamente 37% de toda a geração de energia da Cemig.

 Por Taís Laporta e Luísa Melo | Portal G1