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Parque solar de Apodi terá capacidade de geração de 162 MW no Ceará

Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O Banco do Nordeste aprovou ontem o projeto de financiamento do Complexo de Energia Solar de Apodi que está sendo construído em Quixeré, no Vale do Jaguaribe, a 218 quilômetros de Fortaleza (CE).

O contrato para liberação de R$ 477,4 milhões do foi assinado hoje (24.10.2017), na sede do banco, em Fortaleza. Esse montante representa aproximadamente 65% do custo total da planta. O restante será bancado pelos sócios na proporção da participação de cada um deles.Tem capacidade de geração de 162 MW, suficientes para para atender 160 mil residências. O projeto foi assegurado no processo de leilão licitado pela Aneel em novembro de 2015.

O projeto pertence e empresa Apodi Participações composta pela pernambucana Kroma Energia; pela paraibana Êxito Importadora e Exportadora S/A (do grupo Federal Petróleo); e pela goiana RP Participações, ligada ao grupo Total Energia. Juntas, as três empresas detêm 12,5% do negócio, enquanto as multinacionais as norueguesas Scatec Solar e Statoil respondem por 87,5%.

Rodrigo Mello, diretor da Apodi Participações, destaca a relevância do acordo com a Scatec Solar e com a Statoil. “São duas grandes corporações no mercado global de energia. O complexo, em Quixeré, é o primeiro negócio da Scatec no Brasil. Para nós, tê-los como sócios só mostra a solidez e a relevância do nosso projeto, além da possibilidade cada vez mais concreta de construirmos novas parcerias”, reforça.

Mello recorda que toda a concepção do complexo foi desenvolvida pela Kroma Energia, missão que foi delegada à empresa pelos demais sócios. “Vencemos o leilão licitado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro de 2015”, recorda. “A partir daí, caímos em campo em busca de parceiros para desenvolver o negócio. Já tínhamos uma conversa bastante adiantada com a Êxito. Na sequência, a RP Participações se integrou ao grupo”, detalha.

– Primeiro negócio concreto da parceria firmada entre o consórcio Apodi Participações e as norueguesas Scatec Solar e Statoil, o Complexo de Energia Solar Apodi deverá abrir caminho para uma união de longo termo. Essa é a intenção dos sócios brasileiros, que já vislumbram, por exemplo, a ampliação da capacidade instalada da planta de Quixeré a partir de oportunidades num novo leilão de energia elétrica a ser realizado pelo governo brasileiro ainda este ano.

Concluída a fase de projeto, a estimativa de investimento total para deixar a Apodi operacional até novembro de 2018 – data limite estabelecida no leilão –, foi de R$ 700 milhões. “Naquele momento, entendemos que deveríamos procurar sócios no mercado”, observa. Vários players do setor, dentro e fora do Brasil, foram consultados, mas a conversa com os noruegueses se mostrou mais assertiva. Aconteceu em meados de 2016. No final daquele ano, um pré-acordo foi assinado. “Em maio último, batemos o martelo”, diz.

Em paralelo, Scatec Solar e Statoil também conversavam sobre uma possível parceria no Brasil. As duas empresas formalizaram, no começo de outubro, uma joint venture para atuar no mercado de energia solar no país, especificamente no Complexo de Apodi. A Statoil assinou um acordo para adquirir 40% da participação da Scatec Solar no negócio. A Statoil também terá 50% de participação na empresa de engenharia que irá executar o projeto, permitindo-a participar da elaboração e realização de novos projetos em energia solar no futuro.

A Scatec Solar, que investe em mercados emergentes, até então não operava no País. A empresa é um produtor independente de energia solar com sede em Oslo, na Noruega. Com usinas em operação produzindo 322 MW de energia, desenvolve, constrói, possui, opera e gerencia usinas. Já tem um histórico de instalação de cerca de 600 MW.

Atualmente produz 322 MW oriundos de usinas na República Tcheca, África do Sul, Ruanda, Honduras e Jordânia. Com uma presença global estabelecida, a empresa está crescendo rapidamente com uma carteira de projetos e um pipeline de mais de 1,8 GW em desenvolvimento nas Américas, África Ásia e Oriente Médio.

Já a Statoil tem uma forte presença na exploração de petróleo no litoral brasileiro.  É uma das principais produtoras, sendo operadora do campo de Peregrino e de blocos exploratórios na Bacia de Campos, na Bacia de Santos e na Bacia do Espírito Santo. Com capacidade de produção de 100 mil barris por dia, Peregrino é um dos maiores campos de óleo operado pela Statoil fora da Noruega. O complexo de Apodi é o primeiro projeto de energia solar da multinacional no mundo.

Foi firmado um Contrato de Reserva de Energia (CER) para 20 anos com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com preço de entrega da energia de R$ 302/MWh, corrigido pelo IPCA.

O investimento terá um impacto direto na economia de Quixeré, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes. Durante a fase de obra, o Complexo Apodi vai gerar 1,1 mil empregos diretos. A proposta dos investidores é de que pelo menos 40% dessa força de trabalho seja oriunda da cidade.

A escolha do município aconteceu como consequência da parceria comercial desenvolvida por anos entre a Kroma e a Cimento Apodi, empresa do Grupo M. Dias Branco. O grupo é dono do terreno de 800 hectares onde está sendo instalado o complexo.  Além da preocupação na contratação da mão de obra local, outro cuidado importante foi com a questão ambiental. O projeto obedeceu a todas as regulamentações ambientais.

Fonte: Jornal do Commercio | Fernando Castilho

Ceará tem potencial para 6 usinas de dessalinização

O Ceará tem potencial para receber em sua costa seis usinas de dessalinização da água do mar. Esse foi um dos pontos citados pelo técnico de Projetos, Construções e Montagens de uma estatal, Roberto Viana Dantas, em sua apresentação realizada ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), durante a 56ª reunião ordinária da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Estado do Ceará (CSRenováveis-CE).

Segundo Dantas, essas usinas poderiam ser construídas nas regiões dos municípios de Acaraú, Trairi, Pecém, Fortaleza, Beberibe e Icapuí. O técnico ainda apontou que a água das usinas seria distribuída através da construção de uma malha de adutoras lançada na faixa de domínio das rodovias estaduais (CEs).

Dantas já enviou a sugestão ao gabinete do Governo do Estado, à Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) e à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), juntamente com outra proposta, que aponta o potencial de geração de energia solar em áreas sujeitas à desertificação.

De acordo com o técnico, o Ceará possui aproximadamente 11% de seu território (cerca de 16 mil km²) de áreas propensas à desertificação, que poderiam ter o seu potencial avaliado para a instalação de plantas solares.

Edital

O governo do Estado já havia lançado no dia 13 de março um edital para Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) a fim de selecionar a empresa responsável por elaborar os estudos para uma usina de dessalinização na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

O Executivo estadual prevê que a planta comece a ser construída no segundo semestre do próximo ano e entre em operação apenas no ano de 2020, devendo custar, em média, R$ 500 milhões à empresa que vencer a licitação para o investimento.

Parque Eólico Offshore

Roberto Viana Dantas também destacou em sua apresentação na Fiec a potencialidade da costa de Paracuru para a recepção de investimentos em torres eólicas offshore (no oceano).

A ideia seria aproveitar a infraestrutura da plataforma de exploração de petróleo da Petrobras localizada na região – que engloba os ativos da estatal que já foram anunciados à venda para a iniciativa privada – como parte da infraestrutura necessária para a criação de um parque eólico no mar.

O vice-presidente da CSRenováveis-CE, Adão Linhares, entretanto, contesta esse ponto, dentre outros motivos, por a estrutura já ser bastante antiga, com cerca de 35 anos de atividade. “Como não foi feito nenhuma avaliação técnica, eu não acho viável. A ideia é muito boa, no sentido de despertar essa avaliação”, destacou.

Vestas

A reunião da câmara também contou com a exposição do head of Public Affairs for South America da Vestas, Adriano Leite de Barros, que apresentou alguns números de balanço da unidade da produção de aerogeradores da empresa, situada em Aquiraz, inaugurada em janeiro de 2016. A fábrica encerrou o ano passado com mais de 130 funcionários diretos e produziu um total de 150 turbinas.

De acordo com Adão Linhares, a apresentação de ontem na Fiec fez parte das intenções da empresa de prospectar mais fornecedores locais. “Eles querem transformar o entorno da fábrica deles num grande espaço de fornecedores. A pretensão deles é que eles, de repente, não precisem mais importara nada”, salientou o vice-presidente da CSRenováveis-CE.

Fonte: Diário do Nordeste

Complexo solar de 114 MW consegue aprovação para licença

Foi aprovado no dia 9 de março o parecer da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará favorável ao licenciamento prévio do complexo de usinas de energia fotovoltaica Solar Res Moreira, do consórcio Russas Energia Solar SPE Ltda. O complexo formado por quatro unidades deverá ser instalado no município de Russas, numa área de 337 hectares.

As usinas gerarão juntas 114 MW de energia, o equivalente à demanda de 50 mil casas. Entre as vantagens apresentadas pelo consórcio está a localização do empreendimento, a aproximadamente seis quilômetros da subestação da Chesf. Outro aspecto destacado é a taxa de irradiação solar, considerada satisfatória para dar sustentabilidade econômica ao empreendimento, mesmo em períodos de chuva.

Segundo estudos da empresa, 600 empregos serão gerados na fase de instalação do empreendimento.

Fonte: Governo do Ceará | Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace)

Piauí fornecerá minérios e produzirá energia limpa com Ceará

O secretário Estadual de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Luís Coelho, esteve presente em audiência com o secretário de Relações Internacionais do Governo do Estado do Ceará, Antônio Balmahm, e o Presidente da Zona de Processamento e Exportação (ZPE) do Ceará Mário Lima. O objetivo do encontro entre gestores interestaduais, realizado no Palácio do Governo do Ceará, visa o intercâmbio entre os dois estados para o fortalecimento institucional e o melhor aproveitamento das energias renováveis e minerais entre os territórios vizinhos.

“Queremos mostrar para a ZPE e para o governo do Ceará o que nós temos e o que podemos fornecer para o estado”, explicou o secretário do Piauí.

Entre os principais pontos acordados na audiência estiveram a produção de energia eólica na Serra da Ibiapaba, a logística de câmbio de mercadorias com a TransNordestina – que ligará o Piauí ao porto cearense de Pecém -, e o fornecimento, por parte do Piauí, de matérias primas para indústrias siderúrgicas e de materiais químicos.

“Trata-se de um contato para se abrir fronteiras, abrir diálogos e negócios casados com os interesses empresariais. Eu acho de grande valia porque estamos num momento de muitos acontecimentos. No Piauí já estamos no nível de Plano de Avaliação Econômica (PAE). Já sabemos os minérios que temos e como extraí-los, agora vamos abrir as portas para saber quais serão os objetivos da nossa produção interna. Estamos mostrando e buscando nos empresários e Estados vizinhos o que necessitam para que forneçamos minérios e outras matérias”, destaca Luiz Coelho.

Com o PAE foi possível concluir que o Piauí possui duas grandes reservas de minério de ferro que abrigam uma faixa de um bilhão de toneladas cada. O Ceará possui indústrias de siderurgia, mas não possui reservas de ferro. O objetivo é abrir um leque de conversar entre o estados e fazer do Piauí um fornecedor próximo de matérias primas. Municípios piauienses como Curral Novo, Simões e outras na região de São Raimundo Nonato, como Fartura, São Lourenço e Dirceu Arcoverde podem fornecer ferro e atrair empresas siderúrgicas para o estado.

Outro ponto estratégico entre os dois estados é a ferrovia que vai ligar o Sul do Piauí ao Porto de Pecém, a Transnordestina.  A obra, com mai de 1.700 km de ferrovia liga o município de Eliseu Martins, no cerrado piauiense, aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, no Pernambuco.

“Essa foi só uma prévia e no final deste mês, início de fevereiro, outra conversa está agendada. Nela serão apresentadas as necessidades empresariais específicas do Estado do Ceará com o calcário, fosfato, minério de ferro e outros minerais que eles assim desejam. Não se trata só de minério de ferro, outras empresas que estão na ZPE cearense tem interesses em adquirir matérias primas que estejam mais próximas da zona de processamento. Estamos abrindo um leque de conversas no sentido de unir interesses, para saber o que pode ser feito para alinhar as classes empresariais dos dois estados”, relatou o secretário de mineração.

A energia renovável também se configura como uma importante área de convergência de interesses. O Piauí, que já é uma fronteira de produção de energia eólica pode estender sua produção com a potência da região da Serra da Ibiapaba, que faz fronteira com o estado do Ceará. Para o governo do Piauí, a serra tem potência para se tornar uma grande fonte de produção de energia eólica e um divisor das águas nas energias renováveis dos dois estados.

“No lado de cá do nosso estado nós temos um trabalho de pesquisa em fase terminal que apontam para a possibilidade de implantação de mais de 2 mil torres, algo em torno de 4 Gigas. É uma previsão para a Serra da Ibiapaba que envolve os municípios de São Miguel do Tapuio, Assunção, Buriti dos Montes e outros municípios da divisa com o Ceará”, adiantou Coelho.

Ainda de acordo com o secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Piauí, 2017 continua com boas notícias na área de energia eólica e solar. “Acredito que este ano será de grande avanços nesses dois setores renováveis. As empresas estão determinadas para investir no estado. Outro ponto é que estamos vendo no início do ano uma aumento na taxa de energia elétrica para o consumidor, com ao aumento das temperaturas e diminuição das chuvas. A opção é fazer que as energias renováveis sejam fundamentais para a geração de energia elétrica. Por isso devemos investir cada vez mais em energias limpas como a eólica e a solar”, concluiu o secretário.

A audiência interestadual deve ser proposta também para conciliar interesses econômicos com os estados do Maranhão e da Bahia.

Fonte: Valmir Macêdo | Governo do Piauí

CERNE e faculdade Ari de Sá firmam parceria para cursos de capacitação no Ceará

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e a Faculdade Ari de Sá assinaram convênio de cooperação entre as duas instituições para a implantação de cursos de capacitação profissional na área de energia no Ceará. A parceria foi celebrada em evento realizado nesta quinta-feira, 29 de setembro, na sede da instituição de ensino em Fortaleza.

Diretor Setorial de Meio Ambiente e Sustentabilidade do CERNE e coordenador dos cursos RN/CE, Hugo Fonseca. (Foto: CERNE Press)

Diretor Setorial de Meio Ambiente e Sustentabilidade do CERNE e coordenador dos cursos RN/CE, Hugo Fonseca. (Foto: CERNE Press)

Com o novo convênio, o CERNE amplia a oferta de cursos de capacitação profissional para além das fronteiras do Rio Grande do Norte, buscando atender a demanda do mercado de trabalho e abrindo novas oportunidades de qualificação para quem deseja ingressar no setor energético.

Participaram da solenidade o Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, o Diretor Setorial de Meio Ambiente e Sustentabilidade e coordenador dos cursos RN/CE, Hugo Fonseca, e representantes da Faculdade Ari de Sá.

Fonte: CERNE Press