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Brasil alcança o 7º lugar no ranking mundial de geração eólica

O Brasil subiu mais uma posição e assumiu o sétimo lugar entre os países com maior geração de energia eólica no mundo, ultrapassando o Canadá, que caiu para a oitava posição. Em termos de expansão de potência, o País mantém o quinto lugar, com 2,5 GW em 2016.  Os dados são do “Boletim de Energia Eólica Brasil e Mundo – Base 2016” produzido pelo Ministério e Minas e Energia (MME).

A situação favorável da fonte eólica brasileira também é destaque no fator de capacidade (FC). De 2000 para 2016 o Brasil passou de um FC médio de 20% para 41,6%.  No mundo, esses indicadores foram de 22% e 24,7%, respectivamente. Observa-se que de um FC abaixo do mundial em 2000, o Brasil evoluiu para um indicador 68% superior.

Dentre os estados brasileiros, o Rio Grande do Norte apresentou a maior proporção na geração eólica em 2016, com 34,7%, seguido do Ceará com 18,8%. No fator de capacidade, o Piauí teve o maior indicador (48,4%).

Para  2026, a previsão do Plano Decenal de Energia é que a capacidade instalada eólica brasileira chegue a 25,8 GW (inclusive geração distribuída), respondendo por 12,5% do total. A Região Nordeste (NE) deverá ficar com 90% da capacidade eólica total.

Considerando a geração  total de cada país,, a Dinamarca apresenta a maior participação de geração eólica, de 42,5%, seguida de Portugal (22,1%), e Espanha (18%).

Fonte: CERNE Press co informações do Ministério de Minas e Energia

América Latina se destaca na liderança global em energia limpa

O incremento trazido pela energia renovável é uma grande vitória para a região.

A Costa Rica, que tem cinco milhões de habitantes e nenhum exército, não é exatamente uma potência. Nos últimos tempos, no entanto, este país da América Central, que tem as dimensões da Dinamarca, atrai a atenção para uma virtude menos óbvia: tem a matriz elétrica mais limpa do hemisfério. Em 2016, mais de 98% da eletricidade do país veio de fontes tais como hídrica, eólica, solar, biomassa e geotérmica (a partir de vulcões). Foi o segundo ano consecutivo em que a maior parte da energia do país veio de fontes renováveis.

Costa Rica não é exceção. Desde os ventos que varrem o deserto Atacama até o escaldante Nordeste do Brasil, a energia limpa está na agenda. Apesar do progresso lento das reformas do mercado de energia no México, a crise de crédito no Brasil e os gargalos de infraestrutura no Chile e outros países foram afetados pela falta de investimentos, que no ano passado diminuiu 30% em toda a região, comparado a 2015, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance (BNEF) – Países da América Latina e do Caribe tornaram-se pioneiros da energia de baixo carbono. Mais de um quarto da energia primária na região agora vem de fontes renováveis, mais do que o dobro da média global.

Aumentar a utilização de energias renováveis pode representar uma dupla vitória para a América Latina para levar a uma rede elétrica mais limpa e inteligente. A energia de baixo carbono, que os planejadores estaduais evitaram durante muito tempo, inclinando-se por poços de petróleo e grandes obras de hidrelétrica (que é renovável, mas não “verde”), receberam poucos incentivos e dispõe de estruturas regulatórias muitas vezes incompletas. Consequentemente, a energia limpa teve de competir para sobreviver a um modelo de negócio difícil, que também é uma vantagem em uma região onde o nacionalismo de recursos tornou-se vítima de nepotismo, desperdício e falta de transparência.

Basta refletir sobre a Petrobras, a companhia petrolífera brasileira que se tornou grande vítima da corrupção generalizada. A energia limpa não é imune à corrupção: basta pensar nos “senhores do vento” da Itália, que interviram em licitações públicas para grandes contratos. Mas o mercado renovável na América Latina é muito aberto: não há Solarbras ou Vientomex que dificultem a concorrência. Entre 2010 e 2016, mais de 40% do investimento aberto em iniciativas de energia limpa local vieram de fora da região.  O Brasil aderiu com apenas US $ 53.000 milhões em seu mercado. Isso faz com que a energia limpa na América Latina seja um dos mercados mais amigáveis do mundo para o capital internacional, segundo informou a BNEF em março.

È muito que se gera dessa amabilidade. O sol brilha desde os Andes até as costas do Atlântico, enquanto a Patagônia é um parque eólico natural. Parte desse potencial já tem sido aproveitado. Desde o início dos anos 70, os regimes ambiciosos com grandes visões de transformar seus países em potências mundiais ergueram grandes barragens hidrelétricas que juntos fornecem dois terços da eletricidade na região. O Brasil foi um dos primeiros a adotar o biocombustível. Desde a década de 1970, seu etanol de combustão limpa substituiu 2.400 milhões de barris de petróleo (cerca da produção anual do Brasil) e tem mantido a atmosfera livre de 1.000 milhões de toneladas de dióxido de carbono, me disse o especialista em energia José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo.

Como em outras regiões, no entanto, o entusiasmo da América Latina para as energias renováveis diminuiu. Afinal, há décadas a plataforma de perfuração foi o monumento à soberania e o petróleo era o elixir de governos populistas que vão desde o mexicano Lázaro Cárdenas (1934-1940), que forçou seus compatriotas a penhorar jóias e gado para pagar a empresa de petróleo nacional, até o venezuelano Hugo Chávez, que transformou a empresa estatal de petróleo PDVSA  em uma caixa registradora do socialismo bolivariano. A descoberta do “pré-sal” brasileiro sob a plataforma continental – considerado um “bilhete de loteria premiado” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – estendeu o reinado do petróleo.

O Brasil nunca desistiu de energia hidrelétrica, mas a dependência do petróleo, especialmente quando os preços declinam, tem manchado a rede elétrica do país. Em 2012, apenas 6% da eletricidade gerada era térmica. Mas em 2014, o Brasil tem quase um quarto de sua eletricidade produzida a partir de usinas térmicas a gás, carvão ou diesel, que emite carbono. “A rede de eletricidade no Brasil é carbonização”, disse Goldemberg. Erros na política fiscal agravaram a situação. No início da década, ao impor um limite artificial no preço da gasolina para conter a inflação, o governo brasileiro prejudicou a competitividade do etanol combustível, forçando dezenas de destilarias a fechar suas portas.

Nos últimos tempos, no entanto, as autoridades estão à procura de alternativas. A queda do petróleo fez com que países como Equador, Venezuela e México permanecessem sem exportações de produtos. Além disso, cresce o consenso de que a menos que se ponha freio às emissões de carbono que aquecem o planeta, a América Latina vai pagar caro.

A adversidade e a resistência política também ajudaram a incentivar a inovação e investimento em energia limpa. Sob a pressão de protestos e reivindicações, os governos tem procurado reduzir a quantidade de energia gerada por hidrelétricas, cujas enormes barragens provocam o deslocamento de populações e o aumento das emissões de carbono, advindo da decomposição de florestas inundadas. Outras formas de energia a baixo de carbono a ganham força no país. Entre 2006 e 2015, a capacidade renovável não-hídrica mais que triplicou na América Latina, concluiu BNEF.

O desenvolvimento tecnológico também fez com que o uso do vento, das ondas e do sol, deixasse de ser um sonho exorbitante e passasse a se tornar uma opção viável e competitiva. Em um momento em que caem os preços para produzir eletricidade a partir de painéis fotovoltaicos, quatro países latino-americanos estavam entre os oito primeiros no índice de emissão de baixo carbono “Climate Scope” da Bloomberg, composto por 58 países.

Não que a energia renovável é livre de obstáculos. Para começar, há a inconstância inerente do vento e do sol, que servem para a alimentação de energia instável e maiores preocupações dos investidores sobre o risco de preparação. Outro grande obstáculo é a falta de linhas de transmissão, que não mantiveram o ritmo com o fornecimento de projetos eólicos e solares, deixando algumas novas plantas ociosas, segundo informou a Bloomberg News. Não é uma rua sem saída, mas são as dores do crescimento no que uma autoridade líder energia verde chamou de “alguns dos mercados de energia renovável mais dinâmica do mundo.”

Entre os players vencedores figura o bilionário Mario Araripe, que construiu sua fortuna com a energia eólica. E, no entanto, enquanto investidores e alguns visionários se destacaram, os governantes estão abrindo caminho. Uma década atrás, nenhuma eletricidade vinda dos fortes ventos que sopram no nordeste do país alimentava o Rio Grande do Norte, um pequeno estado brasileiro do tamanho da República Dominicana. Graças a uma política inovadora, novas tecnologias, e os empréstimos subsidiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), 85% da rede elétrica do Estado é agora alimentado por cerca de 1.000 turbinas eólicas, muitos deles fabricados no Brasil, disse o ex-secretário de energia do estado, Jean-Paul Prates.

Prates, que preside o think-tank de energia renovável CERNE, disse que atualmente a energia eólica brasileira compete em leilões de energia juntamente com a eletricidade gerada por carvão, energia nuclear, gás natural e até mesmo energia hidrelétrica em pequena escala.

“Os historiadores nos dizem que o Brasil foi descoberto graças ao navegadores portugueses que evitavam o marasmo as zonas equatoriais e desviaram a oeste, encontrando as correntes da América e chegado a esta parte do Novo Mundo”, disse Prates. Meio milênio depois, acaba de começar uma redescoberta no vento.

Fonte: Bloomberg View | Mac Margolis

Brasil foi o segundo país que mais empregou em renováveis no mundo

O Brasil foi o segundo país que mais empregou em renováveis no mundo em 2016, com 876 mil empregos, ficando atrás apenas da China, com 3,6 milhões de empregos, de acordo com dados do relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês). Ainda de acordo com o documento, as energias renováveis empregavam, ao todo, mais de 9,8 milhões de pessoas em todo o mundo em 2016. Tirando as grandes hidrelétricas, este número é de 8,3 milhões de trabalhadores.

No Brasil, a maioria dos empregos em energia renovável é encontrada nos biocombustíveis líquidos. Apesar de a produção de etanol ter aumentado cerca de 8% em 2015, os empregos no setor diminuíram 10%.  Cerca de 30 mil empregos foram perdidos na colheita de cana-de-açúcar e 15 mil postos de trabalho foram  perdidos no processamento de etanol devido à mecanização, principalmente no estado de São Paulo, o maior produtor de etanol do Brasil.

Já a produção brasileira de biodiesel caiu, segundo o relatório, indo para 3,8 bilhões de litros em 2016. A expansão da indústria eólica do Brasil também diminuiu em 2016 em relação ao ano anterior, com o número de empregos indo de 41 mil em 2015 para 32,4 mil em 2016.

No mundo

A energia solar gerou a maior parte dos empregos no mundo no ano passado, com 3,1 milhões, um crescimento de 12% em relação a 2015. O crescimento veio principalmente da China, Estados Unidos e Índia, enquanto o emprego no setor diminuiu pela primeira vez no Japão e continuou a cair na União Européia. Novas instalações de energia eólica nos Estados Unidos, Alemanha, Índia e Brasil, entretanto, contribuíram para o aumento do emprego eólico global em 7%, para chegar a 1,2 milhões de empregos.

Os biocombustíveis líquidos, com 1,7 milhões de postos de trabalho, a biomassa, com 700 mil postos e biogás, com 300 mil empregos, também foram importantes empregadores, com postos de trabalho concentrados no fornecimento de matéria-prima. Brasil, China, Estados Unidos e Índia foram considerados mercados-chave de bioenergia.

As grandes hidrelétricas empregavam 1,5 milhões de pessoas, em empregos diretos, com cerca de 60% daqueles em operação e manutenção. Os principais mercados de trabalho foram observados na China, na Índia, no Brasil, Na Rússia e no Vietnã.

Fonte: Brasil Energia | Marco Sardenberg

Brasil: Geração eólica aumentou 51,7% em 2016

O Brasil registrou um aumento de 51,7% de geração de energia proveniente da fonte eólica de janeiro a dezembro de 2016 em comparação ao mesmo período registrado em 2015, segundo dados levantados pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

No ano passado, a fonte eólica gerou 44.353 MW médios e em 2015 esse número foi de apenas 29.238 MW médios.

O aumento da geração de energia eólica e o crescimento da participação da fonte na matriz energética contribuíram para a saída da bandeira vermelha cobrada na conta de energia no ano passado e a menor necessidade de produção de energia térmica, considerada mais cara pelo alto custo associado.

O gráfico abaixo mostra a evolução da geração de energia no Brasil por tipos de fonte – hidráulicas, pequenas centrais hidrelétricas (PCH), térmicas e eólicas – entre os anos de 2013 e 2016.

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Brasil sobe em ranking mundial          

O Global Wind Energy Council (GWEC) divulgou na sexta-feira, 10 de fevereiro, “Global Wind Statistics 2016”, relatório anual com estatísticas mundiais sobre energia eólica. O destaque do documento é para o ranking mundial de capacidade instalada: o Brasil subiu uma posição e aparece em 9º lugar com 10,740MW, ultrapassando a Itália. O gráfico abaixo mostra o ranking das principais nações geradoras de energia eólica:

No ranking de nova capacidade instalada no ano, o Brasil está em quinto lugar, tendo instalado 2GW de nova capacidade em 2016. Nesta categoria, o Brasil caiu uma posição, sendo ultrapassado pela Índia, que instalou 3,6 GW de nova capacidade no ano passado.

Foto: CERNE Press

Brasil foi 5º maior mercado eólico em 2016

O mercado global de energia eólica ultrapassou a marca de 54 GW de capacidade nova instalada em 2016. Os números foram divulgados pelo Global Wind Energy Council (GWEC) na sexta-feira (10). Agora, o mundo conta com uma capacidade instalada total de algo próximo a 487 GW. A China continua na liderança, seguida pelos Estados Unidos, Alemanha e Índia.

O Brasil aparece como líder na América Latina com pouco mais de 2 GW novos na matriz elétrica e quinto colocado em termos de expansão em 2016, com 3,7% dos investimentos na fonte em termos mundiais. O volume total não conseguiu superar o recorde anual registrado em 2015.

A expansão na China somou 23,3 GW no ano passado, representando 42,7% do total mundial. Em 2015 havia sido de 30 GW. A retração foi atribuída ao recuo das tarifas feed-in naquele país, bem como a demanda por energia que não avançou. Além disso, há questões de transmissão que não conseguem entregar o volume de novas capacidades eólicas. A estimativa do GWEC é que essa performance mude este ano.

Já no segundo colocado do ranking, os Estados Unidos, somaram 8,2 GW em nova capacidade em 2016, o que elevou sua potência instalada a 82 GW. Há ainda cerca de 18 GW em construção ou em estágio avançado de desenvolvimento. Outro líder do ranking, a Índia conseguiu obter seu recorde nacional ao acrescentar 3,6 GW o quarto maior em termos de adição no ano passado. Com isso o país agora possui 28,7 GW. Na Alemanha houve a adição de 5,44 GW, o que elevou capacidade local a mais de 50 GW.

Sobre o Brasil, o GWEC destacou que mesmo em meio a uma crise econômica e política o país continua como o líder da América Latina com 2,01 GW em nova capacidade, alcançando 10,7 GW instalados. Na outra ponta está a Argentina que não teve projetos novos instalados em 2016, mas possui um pipeline de projetos considerado sólido com mais de 1,4 GW a serem construídos ao longo dos próximos anos.

No grupo de 10 maiores países com energia eólica instalada ao final de 2016 o ranking conta com China com 168,7 GW e 34,7% do total mundial. Em segundo estão os Estados Unidos com 82,18 GW e 16,9% da capacidade global. Em terceiro aparece a Alemanha com 50 GW e 10,3%. Em seguida vem Índia, Espanha, Reino Unido, França, Canadá, Brasil e Itália.

Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Planejamento e Expansão

Brasil sobe posição no ranking mundial de capacidade eólica instalada

O Global Wind Energy Council (GWEC) divulgou nesta sexta-feira o “Global Wind Statistics 2016”, relatório com estatísticas mundiais sobre energia eólica. O destaque é para o ranking mundial de capacidade instalada: O Brasil subiu para a nona colocação com 10,740MW, ultrapassando a Itália.

Foto: Gwec

Foto: Gwec

O relatório completo está disponível para consulta, clique aqui para visualiza-lo.

Fonte: CERNE Press

Dez fatos sobre energia eólica brasileira que você talvez não saiba

  1. O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo

Para entender essa afirmação, antes você precisa saber o que é fator de capacidade. Pois bem! Fator de capacidade é a medida de eficiência dos aerogeradores de um parque eólico com base na qualidade dos ventos de uma região, ou seja, quanto foi gerado por um aerogerador. Quando falamos, por exemplo, de um fator de capacidade de 30%, estamos falando, de maneira simplificada, que os ventos da região têm aproveitamento moderado e geram energia em 30% do tempo na média. O tipo do aerogerador também influencia. No que se refere à qualidade do vento, os melhores para energia eólica são os constantes, sem grandes alterações de velocidade ou direção. No caso do Brasil, temos ótimos ventos e de boa qualidade, principalmente na região Nordeste, fazendo com que nosso fator de capacidade seja superior a 50%, enquanto a média mundial varia de 20% a 25%.

  1. Há dias em que pelo menos a metade da energia do Nordeste vem das eólicas

O nordeste brasileiro tem batido recordes atrás de recordes, especialmente no que chamamos de “safra” do vento, que é o período do ano em que mais venta. Em 05 de Novembro de 2016, por exemplo, a energia eólica bateu seu recorde diário na região com 5.077 megawatts médios (MWmed). Isso significa que, naquele dia, 52% da energia consumida no Nordeste veio de eólicas. Lembra que falamos de fator de capacidade acima? Então, neste dia o fator de capacidade do Nordeste foi de 70%, que é algo surpreendente. Realmente temos ventos excepcionais no nordeste brasileiro!

  1. A geração de energia eólica não emite CO2.

Se fizermos uma conta do que a energia eólica evita de emissões de gases de efeito estufa, podemos dizer que, em um ano, evitou-se a emissão de CO2 equivalente à quantidade produzida por praticamente toda a frota da cidade de São Paulo (8 milhões de veículos). Isso porque a fonte eólica tem emissão de CO2 igual a zero em sua operação e ao gerar esse tipo de energia evita-se a geração de outra, que poderia ser poluente.

  1. Não é só no Nordeste que estão os parques eólicos

Quando a gente pensa em energia eólica no Brasil já lembra logo do Nordeste. E isso porque é realmente lá que está a maioria do que temos de energia eólica. Dos 430 parques eólicos atuais, 342 estão no Nordeste. Bom, mas é preciso saber também que o estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, é um produtor extremamente importante dos estados brasileiros, com 72 parques instalados. No ranking de capacidade instalada, o Rio Grande do Sul é o quarto colocado com 1,7 GW, os três primeiros são Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará com 3,4 GW, 1,9 GW e 1,8 GW, respectivamente. No Brasil, tem vento bom de norte a sul!

  1. A eólica também faz bem para o bolso

Nos leilões recentes, a energia eólica se consagrou como a segunda fonte mais barata. A primeira é a energia das grandes hidrelétricas. Se considerarmos que não há mais condições para que o Brasil invista em grandes hidrelétricas, especialmente por questões ambientais, podemos considerar que a eólica é hoje no Brasil a opção mais barata de contratação. Bom para o meio ambiente e para o bolso do consumidor!

  1. As torres de geração de energia eólica convivem com outras atividades agrícolas e animais

É bem comum a cena: uma torre eólica em funcionamento e, logo ao lado, vacas pastando, cavalos ou então uma plantação. Isso é possível porque as torres, depois de instaladas, ocupam pouco espaço de solo e os donos da terra podem seguir adiante com seu cultivo ou criação de animais. Isso é, aliás, um dos grandes benefícios da energia eólica: um baixíssimo impacto ambiental.

  1. Torres eólicas têm grande complexidade tecnológica

Podemos considerar que construir um parque eólico é rápido, comparando, por exemplo, com o tempo que se leva para construir uma hidrelétrica. A rapidez, no entanto, não significa que é algo simples! Uma torre eólica tem grande complexidade tecnológica, centenas de componentes e grandes dificuldades de transporte pelo tamanho das pás e aerogeradores. A cadeia produtiva do setor inclui desde fornecedores de pequenos componentes até as empresas especializadas que fabricam os aerogeradores e as pás. No youtube é possível encontrar um monte de vídeos mostrando como as torres são por dentro, como é o processo de construção de um parque eólica, a engenharia envolvida para colocar as pás, etc… É um prato cheio para quem gosta de tecnologia e engenharia!

  1. O Brasil tem se saído muito bem nas comparações mundiais

De acordo com o GWEC – Global Wind Energy Council, o Brasil foi o quarto país em crescimento de energia eólica no mundo em 2015, considerando os números de capacidade instalada, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha e representando 4,3% do total de nova capacidade instalada no ano no mundo todo. Em percentual, foi o País que mais cresceu no mundo. Se quiser mais informações, veja aqui o relatório “Global Wind Report 2015” do GWEC: http://bit.ly/23ZHypq. Ah, o de 2016 ainda não foi fechado, mas já se estima que a fonte eólica deve subir mais uma posição no ranking mundial de parques eólicos acumulados, onde o Brasil foi colocado em décimo, em 2015. Isso mesmo, estamos no TOP 10 mundial de energia eólica!

Um outro documento que atesta a boa colocação brasileira é o “Boletim de Energia Eólica Brasil e Mundo – Base 2015”, divulgado pelo MME – Ministério de Minas e Energia em agosto de 2016. O boletim mostra que o Brasil subiu sete posições, nos últimos dois anos, ocupando hoje o oitavo lugar em geração, representando cerca de 3% de toda produção eólica mundial.

Uma coisa importante: os dados do GWEC se referem ao que está instalado (potência), enquanto o boletim do MME mostra dados do que é gerado em relação ao que está instalado. Ou seja: não importa se estamos falando de capacidade instalada ou de energia gerada, o fato é que o Brasil tem se saído muito bem nas comparações mundiais

  1. A cadeia produtiva da energia eólica está no Brasil e gera empregos aqui

Se a energia eólica brasileira tem obtido tanto sucesso nos últimos anos não é só porque temos um dos melhores ventos do mundo. Afinal de contas, de que adiantaria isso se não soubessemos explorar esse potencial, não é mesmo? Houve, nos últimos anos, um forte investimento de empresas que construíram uma cadeia produtiva nacional de alta tecnologia e eficiência. Os grandes fabricantes de aerogeradores, pás, torres e grandes componentes estão instalados no Brasil, produzindo e contratando aqui. Além disso, dezenas de empresas brasileiras foram criadas ou passaram a se dedicar para oferecer componentes para a cadeia produtiva. Pelo menos 80% dos componentes de uma torre eólica são feitos no Brasil, incluindo aerogeradores, pás eólicas, naceles, torres. Só em 2016, foram gerados 30 mil postos de trabalho na cadeia eólica.

  1. A energia eólica vai ajudar o Brasil a cumprir o Acordo do Clima

O Brasil possui uma matriz elétrica bastante renovável, mas ainda pode aumentar o seu percentual em energia limpa. No passado, as grandes hidrelétricas sempre foram a opção número 1 para geração e até hoje são mais da metade da matriz. O que acontece é que, especialmente por questões ambientais, já não há mais espaço para o desenvolvimento de projetos de grandes hidrelétricas no Brasil. E, neste cenário, a eólica surge como a opção chave para expandir o papel das renováveis na matriz elétrica porque é uma opção barata, de baixíssimo impacto e de rápida implantação, com zero emissão de CO2 na geração e com uma cadeia produtiva nacionalizada e pronta para produzir os componentes com eficiência e competitividade. Hoje, a eólica representa 7% da matriz. Para 2020, deve chegar a 12% e até 2030 estima-se que ocupe de 20 a 25% da matriz. E isso vai ajudar muito o Brasil a cumprir com suas metas de redução da emissão de CO2, por exemplo.

Fonte: Abeeólica

CERNE participa do workshop Brasil-Israel sobre desenvolvimento do semiárido

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) participou nesta segunda-feira (21) do primeiro workshop internacional “Biward: Brazil – Israel Agriculture and Water Research and Development” realizado em Natal. O evento é uma parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com Universidade Ben Gurion de Israel.

Especialistas das áreas de água, bioenergia e agricultura em áreas desérticas participaram do workshop para trocar experiências e conhecimentos, uma vez que a região Nordeste do Brasil e algumas localidades em Israel lidam com desafios parecidos: vastas regiões áridas, pouco investimento em tecnologia e baixo índice de desenvolvimento humano.

O Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira, participou da mesa “Semi-arid Sustainable development” e falou sobre os projetos desenvolvidos pela entidade na região semiárida do Rio Grande do Norte e Nordeste,  nas áreas de energia e recursos hídricos.

Fonte: CERNE Press