Entidades nacionais traçam futuro do setor energético durante Fórum Estadual de Energia do RN

O panorama da energia eólica no Brasil foi apresentado pelo Diretor Técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Sandro Yamamoto. Segundo ele, o setor necessita de contratação de energia de reserva, por questões de segurança energética: “Para garantir o suprimento de energia em um cenário de retomada do crescimento é necessária a contratação de pelo menos 1,9 gigawatts médios nos Leilões de Reserva (LER)”, afirmou Yamamoto.

Sandro Yamamoto (Abeeólica). (Foto: CERNE)

Sandro Yamamoto (Abeeólica). (Foto: CERNE)

Já o Greenpeace, representado pela Coordenadora da Campanha de Energias Renováveis, Bárbara Rubim, mostrou que o Brasil pode chegar em 2050 com matriz 100% renovável. Para ela, é necessário repensar o consumo de energia nos diversos setores econômicos.

Bárbara Rubim (Greenpeace). (Foto: CERNE)

Bárbara Rubim (Greenpeace). (Foto: CERNE)

“Com medidas de eficiência energética em todos os setores é possível reduzir a demanda de energia do país em 47% até 2050. O setor de transportes, por exemplo, há uma redução do consumo pela própria eficiência dos motores utilizados”. Bárbara ainda mostrou que a transferência modal, com uso de ferrovias no lugar de rodovias, gera mais resultados na diminuição do consumo.

Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), elencou os desafios enfrentados pelo setor fotovoltaico, que a cada ano cresce timidamente e hoje possui cerca de 5 mil sistemas instalados em todo o Brasil.

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Entre as dificuldades estão às altas cargas tributárias sobre equipamentos e maquinários da cadeia produtiva, inviabilizando investimentos milionários no setor fotovoltaico. Como solução, Sauaia propôs o desenvolvimento de uma política industrial que viabilize a fabricação de equipamentos solares no país.

Fonte: CERNE Press