Cenário atual e perspectivas para a energia encerram debates no 4º FEERN

A geração de energia, com foco na matriz renovável e as tendências no cenário brasileiro e potiguar foram os temas que permearam os debates durante o 4º Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte, realizado dia 26 de outubro no auditório do Instituto Federal de Educação do RN (IFRN).

O Coordenador de Gestão de Dados e Estatísticas Setoriais do CERNE, João Agra, mostrou um panorama das energias renováveis no Estado. Segundo ele, o mercado fotovoltaico está crescendo aos poucos: “Atualmente, há dois empreendimentos em operação e que geram 1,105MW de potência instalada. Já em relação a projetos contratados, o RN possui 7 empreendimentos que ainda não iniciaram construção e que vão gerar mais 206MW de energia”, explica.

João Agra (CERNE). Foto: CERNE

João Agra (CERNE). Foto: CERNE

Em relação as eólicas o cenário é mais otimista: o Estado abriga hoje 113 parques que geram mais de 3GW de energia. “O Rio Grande do Norte saiu de um patamar de importador de energia, para exportador de energia em aproximadamente 10 anos, sendo líder em geração eólica no Brasil e modelo a ser seguido”, ressaltou Agra.

O presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), José Carlos de Miranda Farias, apresentou a evolução da companhia em 68 anos de história. Em 2015, a Chesf fechou o ano com três novas hidrelétricas no Norte, e no Nordeste, investiu em 37 parques eólicos, em 900km de linhas de transmissão, construção de cinco grandes subestações novas e na ampliação de outras 11 estruturas. “Para os próximos três anos, estamos viabilizando a implantação e ampliação de 78 projetos de nosso portifólio”, destacou o presidente da companhia.

José Carlos Miranda (CHESF). Foto: CERNE

José Carlos Miranda (CHESF). Foto: CERNE

A geração distribuída foi o tema apresentado pelo professor do IFRN, Augusto Fialho. O docente também mostrou os sistemas fotovoltaicos instalados nos Campi do instituto no Estado. “Temos 12 usinas fotovoltaicas em operação e gerando cerca de 1.203MW de energia ao todo. Só o sistema instalado no Campus Central, em Natal, gera 197KW de potência. Teremos mais nove usinas solares instaladas em unidades localizadas no interior até março do ano que vem e irão produzir mais 744,12KW de energia limpa”.

Já o presidente do CERNE, Jean-Paul Prates apresentou um panorama do setor de petróleo e gás no RN, sobretudo a produção da bacia potiguar. Segundo Prates e observações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a bacia é madura e possui infraestrutura adequada para exploração e produção de petróleo e gás natural. O presidente do CERNE também mostrou a situação das desativações da planta de biodiesel em Guamaré e das sondas terrestres do Estado pela Petrobras, segundo a estatal, visou redução de gastos: “a exploração terrestre da Petrobras vai para a garagem, sem previsão de retorno”, salientou.

Jean-Paul Prates. (CERNE). Foto: CERNE

Jean-Paul Prates. (CERNE). Foto: CERNE

Representando o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis-CTGAS-ER, o engenheiro Bruno Soares falou sobre os projetos de desenvolvimento, pesquisa e inovação da instituição como, por exemplo, a implantação do dessalinizador solar, fruto de dois anos de pesquisas na área. O equipamento, que utiliza água do mar, demonstrou capacidade para fornecer o líquido potável com percentuais de minerais insalubres bem abaixo dos exigidos pela legislação do Brasil.

O gerente de implantação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Fiat Chrysler, Egon Daxbacher, mostrou as atividades desenvolvidas pela empresa.  Instalado em Pernambuco e com um total de R$ 140 milhões de investimento, o Centro de Pesquisa pretende gerar 500 empregos nos próximos anos. “Criamos novos sistemas e soluções para os automóveis produzidos pela companhia em todo o mundo. São softwares que visam maior eficiência energética, redução do consumo de combustível e da emissão de gases”, explicou Daxbacher.

Fonte: CERNE Press